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Noite de autógrafos de Aleixo Belov

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Foi um evento bonito o lançamento do livro O Veleiro Escola Fraternidade na Antártida, do navegador Aleixo Belov, na noite de Terça-Feira, 16/12, no Yatch Clube da Bahia. Ambientação bem decorada com fotos da viagem, vídeos e alguns equipamentos usados a bordo, aliado a uma iluminação que lembrava as geleiras, deram um tom especial ao evento. O navegador/escritor, distribuiu autógrafos em uma mesa com algumas peças de decoração do veleiro e tendo ao fundo quadros que fazem parte do acervo de bordo.

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Alguns velejadores se fizeram presente, mas senti falta de muito mais, e fiquei admirado com a grande quantidade de pessoas que prestigiaram o lançamento, pois Aleixo Belov tem uma história de importância para o mundo náutico brasileiro e merece a reverência. O livro é bem escrito, em formato de diário de bordo, contando detalhes do dia a dia da viagem, seus tripulantes, angústias, medos e a preocupação com o sucesso da viagem que esteve muito perto de ser adiada. Mais um livro que não pode faltar na biblioteca daqueles que amam o mar.   

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Uma viagem para poucos – II

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O título dessa série de crônicas me veio em mente num dos piores momentos da navegada entre Fortaleza/CE e Cabedelo/PB, enquanto cruzávamos o Cabo de São Roque, no litoral do Rio Grande do Norte. Naquele momento pensei no livro, Uma Viagem para Loucos, que conta os primórdios de uma das regatas mais famosas do mundo e que tem como objetivo cruzar os mais tenebrosos cabos, enfrentando os mais temerosos mares, e fiquei matutando em como aqueles homens, velejando em solitário, eram valentes e valorosos com o pouco que dispunham em seus veleiros.

Lógico que nem de longe estávamos enfrentando o desafio daqueles velejadores que se tornaram lenda e referência para o mundo da vela, e nem em sonho tenho a intenção e nem o egoísmo de me tornar um deles, pois meu voo é baixinho como o de um anum. Porém, aquele mar do litoral potiguar me instigou os sentidos e me deixou a cada onda que vencíamos mais alerta.

Mas antes de prosseguir na narrativa, quero pedir um pouco de paciência aos leitores que apenas amam o mar e embarcam comigo semanalmente nas páginas desse Diário, para poder dar alguns detalhes técnicos do catamarã Argos III, o grande guerreiro dessa história, porque a turma de velejadores e afins, que também nos acompanha, implora aos quatro ventos. Continuar lendo