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Recorde na regata Transat Jacques Vabre 2017

imagesVapt-vupt, foi assim a velejada dessa ferinha, que aparece na imagem, entre Le Havre, região francesa da Alta Normandia, e a baianíssima Salvador, terra abençoada pelo Senhor do Bonfim. O trimarã de 100 pés, comandando pelos franceses Thomas Coville e Jean-Luc Nelias, cruzou o Atlântico como uma bala e gastou 7 dias, beirando o oitavo, e atracou, nesta segunda-feira, 13/11, cheio de vontade de se lambuzar de dendê no píer do Terminal Náutico da Bahia, e foi o primeiro participante da regata Transat Jacques Vabre 2017 a cruzar a linha de chegada e com isso ostenta orgulhoso a faixa de Fita Azul no alto do mastro. Fita Azul, no iatismo, é o primeiro barco a cruzar a linha de chegada, independente do tamanho, classe ou vontade dos concorrentes. O trimarã da Sodebo foi seguido de perto por outro trimarã voador, mas este, entre um contrapé e outro, cruzou a linha duas horas depois. As duas feras conseguiram baixar o recorde da prova em três dias. Danou-se! Agora as duas tripulações ligeiras, vão se aboletar diante de um tabuleiro de acarajé para esperar pacientemente pelos concorrentes que cortam água por aí, entre eles o barco brasileiro Mussulo 40, que compete na Class 40. O Mussulo 40, comandado pelos competentes Leonardo Chicourel, baiano arretado, e José Guilherme Caldas, teve alguns problemas e aparece, por enquanto, na 13ª posição, em sua classe. A Transat Jacques Vabre é uma das mais tradicionais provas do iatismo mundial e nessa edição retorna a Bahia, onde aportou em tempos idos. Fonte: Coluna do Murilo 

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Vivas ao esporte de ouro do Brasil

Edu Penido e Renato Araújo

O Brasil que dá certo é cheio de boas causas, mas dificilmente elas são festejadas. No esporte costumamos festejar com louvores o nosso futebol, mesmo que ele não seja parâmetro e nem meta medo em mais ninguém. Somos bons em vôlei, capengamos no basquete e nos demais, com patrocínios exclusivos do Governo Federal, somos apenas alegres participantes, mesmo assim costumamos colocar os atletas sobre um carro de bombeiros para uma voltinha pelas grandes cidades. O menos festejado, aplaudido, parabenizado, reconhecido, patrocinado e incrivelmente abandonado ao largo é a vela. Nenhum esporte trouxe tantas medalhas de ouro, prata e bronze para o Brasil do que a vela. Nossos atletas do iatismo são reconhecidos mundialmente e esbanjam capacidade técnica que encantam oceanos, baías, enseadas, rios e lagos. Hoje estou aqui para festejar, homenagear e gritar vivas para dupla de velejadores brasileiros Eduardo Penido e Renato Araújo, que, no comando do veleiro Zetra, conseguiram a 6ª colocação na Classe 40 da regata internacional Transat Jacques Vabre, que largou da França e aportou na cidade catarinense de Itajaí, hoje considerada a meca da náutica no Brasil.