Arquivo da tag: tradições do mar

Tradições navais

10 Outubro (182)

CORDA E CABO

Diz-se que na Marinha não há corda. Tudo é cabo. Cabos grossos e cabos finos, cabos fixos e cabos de laborar…, mas tudo é cabo.

Existem porém, duas exceções:
– a corda do sino e
– a dos relógios

Fonte: site mar.mil.br

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Tradições Navais

10 Outubro (155)

Agulha e Bússola

O navio tem agulha, não bússola.

A origem é antiga. As primitivas peças imantadas, para governo do navio, eram, na realidade, agulhas de ferro, que flutuavam em azeite, acondicionadas em tubos, com uma secção de bambu. Chamavam-se calamitas. Como eram basicamente agulhas, os navegantes espanhóis consideravam linguagem marinheira, a denominação de agulhas, diferentemente de bússolas, palavra de origem italiana que se referia à caixa – “bosso” – que continha as peças orientadas.

Fonte: marinha.mil.br

Tradições Navais

03 - março (341)

O NAVIO

O navio tem sua vida marcada por fases. O primeiro evento dessa vida é o batimento da quilha, uma cerimônia no estaleiro, na qual a primeira peça estrutural que integrará o navio é posicionada no local da construção. Estaleiro é o estabelecimento industrial onde são construídos navios. Como os navios antigos eram feitos de madeira, o local de construção ficava cheio de estilhas, lascas de madeira, estilhaços ou, em castelhano, “astilias”.

Os espanhóis, então, denominaram os estabelecimentos de astüeros ,que em português derivou para estaleiros.
Quando o navio está com o casco pronto, na carreira do estaleiro, ele é lançado ao mar em cerimônia chamada lançamento. Nesta ocasião é batizado por sua madrinha e recebe o nome oficial. O lançamento antigamente era feito de proa; mas os portugueses introduziram o hábito de lançá-lo de popa, existindo também carreiras onde o lançamento é feito de lado, de través; e hoje, devido ao gigantismo dos navios, muitos deles são construídos dentro de diques, que se abrem no momento de fazê-los flutuar.

Os navios de guerra, geralmente, são construídos em Arsenais. Arsenal é uma palavra de origem árabe. Vem da expressão “ars sina” e significa o local onde são guardados petrechos de guerra ou onde os navios atracam para recebê-los. A expressão “ars sina” deu origem ao termo arsenal, em português, e ao termo arsenal, em português, e ao termo “darsena” que, em espanhol, quer dizer doca. Construído e pronto, o navio é, então, incorporado a uma esquadra, força naval, companhia de navegação ou a quem vá ser responsável pelo seu funcionamento. A cerimônia correspondente é a incorporação, da qual faz parte a mostra de armamento. Armamento nada tem a ver com armas e sim com armação. Essa mostra, feita pelos construtores e recebedores, se constitui em uma inspeção do navio para ver se está tudo em ordem, de acordo com a encomenda. Na ocasião, é lavrado um termo, onde se faz constar a entrega, a incorporação e tudo o que há a bordo. A vida do navio passa, então, a ser registrada em um livro: o Livro do Navio, que somente será fechado quando ele for desincorporado.
A armação (ou armamento) corresponde à expressão armar um navio, provê-lo do necessário à sua utilização; e quem o faz é o armador. Em tempos idos, armar tinha a ver com a armação dos mastros e vergas, com suas vestiduras, ou seja, os cabos fixos de sustentação e os cabos de laborar dos mastros, das vergas e do velame (velas). Podia-se armar um navio em galera, em barca, em brigue… A inspeção era rigorosa, garantindo, assim, o uso, com segurança, da mastreação.
Um dos mais conhecidos armadores do mundo foi o provedor de navios, proprietário e mesmo navegador Américo Vespúcio. Tão importante é a armação de navios e o comércio marítimo das nações, que a influência de Américo Vespúcio foi maior que a do próprio descobridor do novo continente e que passou a ser conhecido como América, em vez de Colúmbia, como seria de maior justiça ao navegador Cristóvão Colombo. Assim, Américo, como armador, teve maior influência para denominar o continente, com o qual se estabelecera o novo comércio marítimo, do que Colombo.
Terminada a vida de um navio, ele é desincorporado por baixa, da esquadra, da força naval, da companhia de navegação a que pertencia, ou do serviço que prestava. Há, então, uma cerimônia de desincorporação, com mostra de desarmamento. Diz-se que o navio foi desarmado. As companhias de navegação conservam os livros, registros históricos de seus navios. Na Marinha do Brasil, os livros são arquivados no Serviço de Documentação da Marinha (SDM) e servem de fonte de informações a historiadores e outros fins. Copiado do 
site da Marinha do Brasil 

Tradições Navais

03 - março (3)

CONHECEDO NAVIOS E BARCOS

Um navio é uma nave. Conduzir uma nave é navegar, ou seja, palavra vem do latim “navigare”, “navis” (nave) + “agere” (dirigir ou conduzir).

Estar a bordo é estar por dentro da borda de um navio. Abordar é chegar à borda para entrar. O termo é mais usado no sentido de entrar a bordo pela força: abordagem. Mas, em realidade, é o ato de chegar a bordo de um navio, para nele entrar.

Pela borda tem significado oposto. Jogar, lançar pela borda.

Significado natural de barco é o de um navio pequeno (ou um navio é um barco grande…). Mas a expressão poética de um barco tem maior grandeza: “o Comandante e seu velho barco” ou “nosso barco, nossa alma”. Barco vem do latim “barca”. Quem está a bordo, está dentro de um barco ou navio. Está embarcado. Entrar a bordo de um barco, é embarcar. E dele sair é desembarcar. Uma construção que permita o embarque de pessoas ou cargas para transporte por mar, é uma embarcação.

Um navio de guerra é uma belonave. Vem, a palavra, do latim “navis” (nave, navio) e “belium” (guerra).

Um navio de comércio é um navio mercante. A palavra é derivada do latim “mercans” (comerciante), do verbo “mercari” (comerciar).

Aportar é chegar a um porto. Aterrar é aproximar-se de terra. Amarar é afastar-se de terra para o mar. Fazer-se ao mar é seguir para o mar, em viagem. Importar é fazer entrar pelo porto; exportar é fazer sair pelo porto. Aplica-se geralmente à mercadoria.

Encostar um navio a um cais é atracar; tê-lo seguro a uma boia é amarrar, tomar a boia; prender o navio ao fundo é fundear; e fazê-lo com uma âncora é ancorar (embora este não seja um termo de uso comum na Marinha, em razão de, tradicionalmente, se chamar a âncora de ferro – o navio fundeia com o ferro!). Recolher o peso ou a amarra do fundo é suspender; desencostar do cais onde esteve atracado é desatracar; e largar a boia onde esteve é desamarrar ou largar.

Arribar é entrar em um porto que não seja de escala, ou voltar ao ponto de partida; é , também, desviar o rumo na direção para onde sopra o vento. A palavra vem do latim “ad” (para) e “ripa” (margem, costa). Fonte: Marinha do Brasil