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Dia Lindo

MAQ DE CASSIA (30)

Dia Lindo! Poderia até dizer que foram dias lindos, o que realmente foram, mas a escolha do barco do amigo Marcio, mais conhecido como Piçarro, para um passeio até Mangue Seco/BA, foi apenas uma entre as boas alegrias que tivemos nesse final de semana, 12, 13 e 14/04, em que retornamos a Terra Caída/SE. Na verdade não fomos até lá para passear e sim despachar de volta a Natal/RN o Super Cat 17 do amigo Lula Barreto, que estava atracado em Pontal/SE.

MINHA MÁQUINA (6)

Lula havia deixado o Super Cat 17 em Mangue Seco no começo de 2011, enquanto participava do Cruzeiro Costa Nordeste, e nunca mais voltou para retomar a viagem que terminaria em Salvador/BA. De Mangue Seco o barco foi despachado para Pontal, e ficou todo esse tempo descansando solitário sobre a sombra de um belo coqueiral. Rafael, um nativo da região, assumiu os cuidados com o barco, não deixando que o rápido veleirinho desaprendesse a singrar as águas. Agora Lula queria seu Super Cat 17 de volta e como estávamos Salvador/BA, nos pediu para coordenar o desmonte e o envio para Natal.

MINHA MÁQUINA (19)

Chegamos a Pontal na tarde de Sexta-Feira, 12/04, e depois de localizar Rafael iniciamos a preparação para o transporte do Letícia. Não foi uma tarefa difícil, mas a espera pelo caminhão, que vinha de Natal, durou até o comecinho da noite e assim que ele chegou iniciamos os procedimentos de embarque e amarração utilizando a velha técnica do: O que se tem a mão é sempre bem vindo. Antes das 22 horas terminamos a operação e o caminhão iniciou a viagem de volta a Natal. Nós, para não perdemos o costume, fomos para Terra Caída, em companhia dos amigos Gileno, Cassia e Cíntia, para aproveitar o final de semana, na casa dos amigos Daniel e Ângela Cheloni, e rever aquelas paisagens maravilhosas.

MINHA MÁQUINA (14)

Lula Barreto é mais um daqueles amigos que nunca podemos dizer um não. Essa alma boa e de extrema consideração com os amigos merece toda a nossa atenção. Fazer esse favor a ele só poderia nos render dias maravilhosos e a canoa Dia Lindo caiu como uma poesia nesse imenso cenário paradisíaco nordestino. Navegar por entre os mangues e coqueirais que margeiam os caudalosos rios Real, Piauí, Priapú e outros que trazem beleza e riqueza aquela região é de encher os olhos.

MAQ DE CASSIA (52)

Esse final de semana nos encheu de energia e pode esperar que irei contar muito mais e mostrar belas imagens dessa região apaixonante e ainda pouco explorada, apesar da proximidade com um ponto notável do litoral brasileiro chamado Mangue Seco.

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Velejar é viver

Terra Caída 009 Terra Caída/SE é um lugar especial. Já falei algumas vezes desse pequeno paraíso as margens do Rio Piauitinga. Poderia falar da sua prima famosa e mais vistosa, com dunas brancas, muitas pousadas, restaurantes e uma vida mais eletrizante, a tietana Mangue Seco, mas, ela não me encantou e dificilmente encantaria. Gosto de admirar a natureza em seu estado bruto, sem os efeitos especiais produzidos pelo homem.

O dia em Terra Caída começa muito cedo. Canoas com velas coloridas saem ainda de madrugada para a pesca entre os igarapés e rios que cruzam em várias direções. São tantos braços de rios e igarapés que chegam a confundir aos mais desatentos. Alguns canoeiros se arriscam mar a fora, com a coragem que brota do fundo da alma do pescador e da necessidade de trazer o pescado para alimentar a família.

Revoada de pássaros e seus cantos de vida e paz colorem o Céu. Os caranguejos que povoam o mangue e os pequenos aratus que passeiam na lama na maré baixa. Os mariscos que afloram nos bancos de areia e as tainhas, bagres e outros pequenos peixes que se reproduzem e nadam num ecossistema rico e balanceado. Toda essa grande fauna diversificada traz beleza, alegria e vida a essa região. Difícil não se encantar com toda essa natureza em estado vibrante.

Foi em meio a esse mundo rico com boa parte do que a natureza pode doar ao homem, cercado por várias espécies de mangueiras super carregadas, milhares de pés de mangabas, muitos coqueiros, grandes pés de fruta-pão e várias espécies de variadas frutas, que conversei com um homem simples, pescador, agricultor e grande conhecedor das coisas da vida. O nome, infelizmente, não recordo, mas ele disse uma frase que ficou gravada em minha mente: Velejar é viver!

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