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Aí tem coisa!

mapservO Cptec/Inpe diz assim: Nesta quinta-feira (01/09) permanece a condição para pancadas de chuva em partes do Norte, Centro-Oeste (MT, GO e DF) e Sudeste do Brasil. Na faixa entre o sul de MG, norte de SP, no RJ e no sul do ES, as pancadas deverão ser mais generalizadas e, pontualmente, podem vir acompanhadas de descargas elétricas e ventos fortes. Chuvas fracas e isoladas no litoral leste do Nordeste e nas demais regiões do Brasil o dia será de tempo firme e predomínio de sol.
Obs: Texto referente ao dia 31/08/2016-17h07

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Salvador, uma cidade que pede atenção

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Salvador/BA desde ontem, 08/04, está literalmente debaixo de chuva. A pauleira começou na madrugada da Quarta-Feira, com um festival de raios, relâmpagos e trovões, e deixou muita gente de orelha em pé. A capital baiana sofre há uma semana com uma incrível falta de água, que afetou mais de 90 bairros, e que trouxe situações de pânico e desespero para a população. A causa foi o rompimento de uma adutora aliado a uma descabida falta de infraestrutura e planejamento governamental. Uma cidade grande como Salvador depender apenas de um cano de água… . Acho melhor parar por aqui e voltar a falar da chuva. Apenas para complementar a informação, é preciso dizer que, até a tarde dessa Quinta-Feira, 09/04, o abastecimento ainda não foi restabelecido por completo e até água mineral está em falta nas prateleiras.

IMG_0049IMG_0041IMG_0044A chuva castiga a cidade e em vários pontos podemos avistar desmoronamentos, quedas de barreiras, ruas alagadas, inundações de casas e no mar o passeio denunciante do lixo da má educação com o crivo da leniência das autoridades. Serviços básicos e aulas foram cancelados.  A travessia das lanchas de passageiros entre Salvador/Itaparica foi interrompida e apenas o sistema ferry boat funciona, mas com atenção redobrada. A cidade do Senhor do Bonfim está um caos!

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Da marina onde estamos, que também sofre com a falta de água nas torneiras e com a abundância de chuva, acompanhamos tudo com muita atenção, pois sabemos o quanto o excesso de chuva é prejudicial a capital fundada por Tomé de Sousa. Segundo os satélites do CPTEC/Inpe, muita chuva ainda está por vir. Vejamos o que diz a previsão meteorológica para todo o Brasil:

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Variação de nebulosidade com pancadas de chuva em grande parte do centro-norte do país.
Nesta quinta-feira (09/04) o dia será com chuva moderada e por vezes forte em parte do Recôncavo Baiano e faixa norte da região cacaueira da BA, inclusive com chance de descargas elétricas e vento com intensidade moderada, além de acumulados de chuva significativos. No oeste da BA, no MA, PI, TO, norte, centro e nordeste de GO, no DF, grande parte do MT, AC, RO, AM, PA e litoral do AP e em algumas áreas do CE haverá pancadas de chuva acompanhadas de descargas elétricas isoladas, principalmente entre o PI e o TO, GO, DF e MT. Uma massa de ar seco deixa o tempo com pouca nebulosidade do norte de SP ao RS. As temperaturas estarão baixas à tarde entre o Recôncavo Baiano, litoral sul e planalto sudoeste da BA.
Obs: Texto referente ao dia 09/04/2015-13h19

Proteção contra raios

2 Fevereiro (4)

A chuva, raios e trovões que castigou Salvador/BA na última Quinta-Feira,22/05, trouxe também alguns prejuízos e reacendeu uma velha preocupação no meio náutico, quando um raio despejou sua energia sobre o fundeadouro do Aratu Iate Clube danificando equipamentos de alguns veleiros e deixando muita gente de orelha em pé. Diante disso, o velejador Sérgio Netto nos enviou algumas recomendações, entre elas um indicativo de uma página da West Marine, onde ele diz assim: 

Na página: www.westmarine.com /WestAdvisor/Marine-Grounding-Systems,  vc tem as recomendações diversas, não só para proteção contra raios, mas para evitar problemas de corrosão.

Mas essencialmente a proteção contra raios nos veleiros é obtida fazendo um caminho condutor o mais direto possível entre o mastro e um terra na água, e conectando a este “eixo” as principais massas metálicas do barco. Dessas, as mais importantes são os tanques metálicos de água e combustível. O motor-redutor/rabeta ou eixo também, mas estes tem o aterramento garantido pela imersão da rabeta, ou em menor grau pelo sistema pé-de-galinha. Se estiver ancorado, a corrente metálica aterra o guincho de forma eficiente (filame de cabo não garante).

Quem tem quilha metálica (mesmo que revestida com polímeros, tinta, etc, deve usar a quilha como terra principal.

Quem não tem quilha metálica (catamarãs com bolina, etc.) pode usar uma placa de pelo 30×30 cm no casco, além do conjunto hélice-eixo-pé-de-galinha, ou rabeta.

No Delta 36, o mastro é conectado eletricamente à coluna de sustentação. Do pé desta a um parafuso da quilha são poucos centímetros, é só conectar com um cabo adequado (veja a norma; eu conectei o meu com um cabo de uns 5 mm de diâmetro (o mínimo recomendado AWG 8 tem um diâmetro de 3,3 mm).

A Tempestade – Parte 13

tempestade4 Eita que parece que o velejador Michael quer porque quer deixar a gente cheio de ansiedade com essa Tempestade alucinante na costa sergipana. Já tem gente procurando o que roer no que resta das unhas e ele teima em mandar a conta gotas a continuação da história. Agora chegou a décima terceira parte e, por ser a de número 13, quase acontece o pior para um dos tripulantes. Leia!

A QUEDA

O capitão voltou da proa de ré, deitado de bruços, depois de ter brigado por quase um minuto com o carrinho do trilho da genoa para conseguir soltar a escota. Foi lavado de espuma duas vezes. Nesses momentos, desaparecia da minha visão envolto em esguichos de água. Eu estava acocorado, de cabeça baixa, parcialmente protegido pela antepara do cockpit. O filho do capitão, atrás de mim, de cabeça baixa também, segurava o leme e mordia os dentes.

O vento nos estais e as ondas quebrando em volta do barco faziam um barulho assustador. Eu sabia: estávamos no olho do furacão, no clímax da tempestade. Os relâmpagos rasgavam o céu: ora de cima para baixo, ora de baixo para cima e, no instante seguinte, ouvia-se aquela explosão terrível do trovão. Um atrás do outro, emendando, sem parar.

Naquele momento São Pedro abriu todas as torneiras que dispunha lá no céu. O dilúvio engrossou de tal maneira que sentir a água naquele volume e força caindo sobre nossas cabeças passou a ser sufocante porque mal dava para respirar. Quando um raio iluminou a cena caindo muito, muito perto de onde estávamos, percebi que o mundo à nossa volta consistia num espectro bizarro de cores, sons e sensações. Um palco dantesco banhado por luz verde esmeralda e branco incandescente. Um palco inundado pela música inconfundível de Wagner quando Odin desce dos céus para castigar seu povo ao som de tambores enraivecidos. Um palco carregado de angustia com espectadores indefesos e apavorados.

Carregarei aquelas imagens, aqueles momentos, na memória pelo resto da minha vida. É inexplicável. E lindo. É chocante. E inesquecível. Nunca mais vou esquecer o gosto da água doce misturada à salgada nos lábios. Nunca mais vou esquecer os estampidos graves dos trovões rompendo todos os espaços. E nunca mais vou esquecer aquele sentimento amargo da nossa insignificância perante as forças da natureza. Continuar lendo

A Tempestade – Parte 11

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Eu já sabia que nosso amigo e velejador Michael Gruchalski era um exímio contador de histórias, mas nem imaginava que ele tivesse a capacidade dos grandes autores de novela, para deixar a gente preso até o último capítulo. A Montanha Russa que dá prosseguimento a saga perigosa de três amigos a bordo de um veleiro em meio ao mar em fúria na costa sergipana é de tirar o fôlego. E olhem que ainda estamos no 11º capítulo!

MONTANHA RUSSA E PERIGOS I

Vento e chuva atingiram seu ponto máximo. O vento zombava de nós estacionado na casa dos quarenta nós, a chuva parecia um cachoeira furiosa, de tão densa e pesada. O barulho do vento e do mar quebrando em volta era ensurdecedor. Não importava a escuridão: estávamos de olhos fechados mesmo. Pouco importava reconhecer que havia traços de uma espuma branca esvoaçante em volta do barco. Nada importava. Nem o brilho dos relâmpagos, nem a explosão dos trovões. Estávamos exatamente naquele momento mágico, talvez até inconscientemente aguardado, do início da verdadeira tempestade. No olho dela. Estávamos ali, em má hora e no lugar errado. Dali em diante, em teoria, não podia piorar. Agora, a ordem era aguentar e esperar passar. E, pelo amor de Deus, não naufragar.

Nenhum de nós havia dormido ou mesmo descansado desde a perda do leme na madrugada anterior. O filho do capitão era quem em melhor situação estava. De ânimo e aparência. Antes do reconhecimento de enfrentar a tempestade, bem dito. Até aquele ponto, sorria puxando minimamente o canto do lábio esquerdo. Agora, além de não sorrir, mantinha o tempo todo, uma careta feia com um dos olhos semicerrados. O filho do capitão, apesar de reservado e econômico com palavras nas suas análises, quando consultado, era um norte para as nossas decisões. E era ele quem mais tempo aguentara pendurado no trapézio do nosso leme de fortuna desde aquele fim de tarde. Eu mesmo só fiquei meia hora e senti muita dificuldade.

Será que escapamos dessa, pensei pela segunda vez, protegendo-me da chuva que entrava fria por frestas, zíperes e dobras da minha roupa de mau tempo E agora, o que vamos fazer? Para que lado estavam as plataformas de Sergipe, as benditas plataformas? O capitão gritou alguma coisa, algo sobre o controle do barco. Não entendi, eu não estava ouvindo nada, só o escarcéu terrível do vento e da chuva. Abaixamos os nossos corpos, os olhos estatelados um no outro, assustados com a violência do início da tempestade. Será que motor ainda está funcionando ou já tinha desligou sozinho? Com o barulho da natureza em volta não dava para saber se o motor estava ligado ou não. Para onde estamos sendo levados? Onde ficou o controle do barco, onde estão o capitão, o timoneiro, o comando e o rumo?

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INVERNO CHEGA AMEAÇADOR

O inverno que iniciou na última Segunda-Feira, chegou arrepiando e trazendo serias preocupações aos estados nordestinos. Alagoas e Pernambuco enfrenta o poder das águas ao custo de muita destruição e mortes. Os dois estados já decretaram calamidade pública e parece que ainda vão sofrer muitas dores. As previsões meteorológicas mostram que uma forte frente fria avança pelo oceano vindo da Argentina arrepiando o mar e empurrada por ventos de até 30 nós. Ondas de 2,5 metros entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, deixa em ALERTA todos que precisam usar o mar. Veja o que diz o CPTEC: 

REGIÃO DO LITORAL BRASILEIRO – NORDESTE

– Hoje (22/06), ventos de sudeste com velocidades de até 10 m/s dominam a região ao largo do litoral da Região Nordeste. A altura das ondas continúa de até 2 metros ao largo do litoral nordestino, com excepção da região ao largo do litoral de Pernambuco, onde a altura das ondas oscila entre 2 e 2.5 metros.

– Nos próximos dois dias, a intensidade dos ventos de sudeste aumentará e ficará entre 10 e 12 m/s ao largo de todo o litoral da Região Nordeste. A altura das ondas também tenderá aumentar desde a região ao largo do litoral da Bahia até Rio Grande do Norte, onde poderão ser observadas ondas com alturas significativas de até 2.5 metros. Na quarta-feira (24/06), o mar poderá ficar agitado ao largo do litoral de Pernambuco e em alto-mar, na altura do litoral desde o norte da Bahia até Rio Grande do Norte com ondas propagándo-se de sudeste com alturas significativas entre 2.5 e 3 metros, que deixará estas regiões em situação de ALERTA.

Obs: Texto referente ao dia 22/06/2010-11h42