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Fim de um pesadelo

 

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O STF pôs fim a uma peleja que se estendia há cinco anos nos tribunais federais, desde que o belo veleiro que ilustra essa postagem, modelo Beneteou 47, foi apreendido pela Receita Federal, em Natal/RN, sob alegação que o proprietário, italiano, estaria tentando nacionalizar a embarcação, apesar do mesmo provar que estava apenas de passagem pelo Brasil, em rumo para Cancún, Miami e Nova York. O proprietário, que ganhou a causa no Supremo, havia deixado o barco em Natal, sob os cuidados do Iate Clube do Natal, e retornou ao seu país, mas ao voltar, soube que o veleiro estava lacrado pela Receita e que seria encaminhado a leilão. Fico matutando com meus botões: Quem danado irá indenizar o infeliz proprietário pelos gastos com advogados, desgastes emocionais e com a manutenção necessária em um barco que ficou parado durante cinco anos? Quando digo que o Brasil é administrado de costas para o mar alguns amigos dizem que é exagero. Como bem diz uma amiga: “Então tá!” 

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Fora do contexto

Peço perdão aos leitores por abordar um tema alheio aos assuntos do blog, mas como pai de uma criatura linda, maravilhosa e extremamente carinhosa, Nelsinho, portador de síndrome de down, não posso deixar de me manifestar diante do comentário infeliz da ministra presidente do Supremo Tribunal Federal, Sra. Cármen Lucia, ao alegar que seus pares de tribunal não eram autistas e por isso a sociedade poderia esperar o empenho de todos. Dona Cármen, não consigo e nem posso aceitar suas desculpas justamente porque sua afirmação não cabe desculpas. A senhora é presidente da última instância em que o cidadão comum  pode recorrer contra as injustiças que sofre diariamente. Logo a senhora, que na primeira fala como presidente se dirigiu primeiramente ao povo e as minorias, dando um drible midiático no cerimonial! Dona Cármen, a senhora foi preconceituosa sim e por isso suas desculpas não cabem. Qual seria o seu julgamento diante de um caso semelhante que chegasse as suas mãos? A senhora aceitaria um simples pedido de desculpas do réu e daria o caso por encerrado? Não Dona Cármen, a senhora com certeza não abonaria as desculpas do réu sem uma reprimenda. As pessoas com necessidades especiais, os pais e os familiares precisam do respeito que a senhora não teve para com eles. Dona Cármen, não lhe quero mal, porém, não posso aceitar suas desculpas.