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Olhando de lá pra cá

parker-view-of-earthSe existem os tais homenzinhos verdes eles devem produzir belas poesias e maravilhosas músicas para o nosso planetinha azul, passeando tão brilhante e faceiro no manto azul do firmamento. O que será que pensam os extraterrestres? Será que procuram saber se por aqui tem água? Será que procuram vida? Será que fabricam naves e telescópios cada vez mais modernosos? Será que tem agências espaciais? E foguetes? E universidades? Será que para eles somos ETs? Será que chamam nosso planetinha de Terra? A imagem que abre este texto foi feita pela sonda solar Parker, a mais de 27 milhões de quilômetros de distância e a um tiquinho de nada para entrar na órbita de Vênus, e a enorme estrela brilhante que se destaca na segunda imagem é a Terra, olhada de lá, tão poética quanto a Lua.  Lançada em agosto de 2018 a sonda solar Parker é o objeto mais veloz já fabricado pelo homem, tendo como missão chegar o mais próximo possível do Sol, ou seja, “tirar um fino” de mais de 6 milhões de quilômetros. A sonda Parker cruza o espaço a mais de 690.000 km/h e após percorrer os 149 milhões de quilômetros entre a Terra e o Sol, dará 25 voltas em torno do astro rei até que dê por encerrada sua missão, em 2025. “…Terra, oh Terra/Estão lhe passando pra trás/Terra, oh Terra/Até já  te roubaram a paz…”    

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Brincando com fogo

1-126-768x512Nos tempos de menino aprendi que nada e nem ninguém poderia chegar perto do Sol sob pena de virar poeira, tamanha era o poder do calor irradiado pelo astro rei. Agora me pego com notícias que falam que a Sonda Solar Parker, a estrovenga que aparece na imagem aí em riba, daqui uns dias tirará um fino de 6 milhões de quilômetros da superfície do Sol e, segundo os cientistas, continuará fria que nem fundo de pote, pois ela é protegida por um poderoso escudo térmico de carbono. Será que esse tal escudo serve para conservar cerveja gelada? Pois bem, a Sonda Parker, em homenagem ao astrofísico Eugene Parker, 91 nos, que acredita e dá fé que dessa missão a humanidade ganhará novos caminhos a ser seguido, fará 24 aproximações ao astro  rei, durante sete anos e depois deve engrossar, se não virar pó, o caldo do chorume da lixeira espacial. O objetivo da missão é desvendar mistérios e o primeiro é saber porque a corona solar, que não é o chuveiro, mas aquele envoltório que observamos durante os eclipses solar, é centenas de vezes mais quente do que a superfície do Sol. Outro objetivo será saber o motivo que faz a atmosfera do Sol se expandir continuamente e aceleradamente, preocupação que foi motivo de estudos de Eugene Parker, em 1958. Os cientistas apostam que o Sol tem 4,5 bilhões de anos e, pelas conta dos nove fora, fica a 150 milhões de quilômetros do nosso planetinha. Agora é esperar para saber se a Sonda Parker aguenta mesmo pressão. Fonte: G1