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Coisas que passam longe das redes

mais-modernos-os-satelites-vao-substituir-outros-dois-lancados-em-2002-1527028351181_615x300 Gastamos água a vontade e sem medida? – Claro que sim, pois somos “homens sábios” e nada pode nos frear! Quando assistimos aqueles filmes com roteiros de guerras pela posse de uma simples pocinha de água barrenta, onde guerreiros andam montados em assustadoras latas velhas e armados até os dentes com facas, bazucas e mais alguma coisa que tiver ao alcance da mão, somos levados a achar que tudo não passa da mais pura ficção. – Será que algum dia a humanidade chegará a tal estado de calamidade? – Duvida? – Duvido não! Desde 2002 a água no planeta, principalmente as geleiras da Groenlândia e da Antártica, são monitoradas por satélites da missão GRACE, lançados em conjunto pelos EUA e Alemanha, e muito do que se sabe hoje sobre os mananciais, sabemos graças a eles. Na última terça-feira, 22/05, os bisbilhoteiros espaciais foram substituídos por versões mais modernosas, denominada missão GRACE-FO, que além das geleiras polares, ajustarão suas lentes para cascaviar oceanos, subterrâneos, lagos, rios e, se brincar, até cacimbão cavado em quintal de casa, com o objetivo declarado de medir e gerenciar as gotas sagradas que entregaremos as gerações futuras. Os “satélites da água” foram lançados pelo foguete reutilizável Falcon 9, que como bom cargueiro, levou também cinco satélites da rede de comunicação Iridium.    

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Vida ligeira

Somos sim criaturas apressadas e que acorda a cada dia com a ideia fixa de mostrar ao relógio que ele não tem o poder que acha que tem para frear nossos ímpetos pelas conquistas. Que saber? Estamos a beira de mais uma olimpíadas para provar aos ponteiros a nossa razão – mesmo que para isso tenhamos que se apegar com o subterfúgio das drogas – de que somos capazes de correr mais do que nossas pernas para cravar um segundinho a menos no limite anteriormente estabelecido. Até onde chegaremos ninguém jamais saberá, mas é assim desde que nossos ancestrais enveredaram pela trilha dos humanos. Na semana passada a NASA divulgou um vídeo que mostra o desenrolar de um ano terrestre em apenas dois minutos. O filme é a junção de 3 mil fotografias tiradas pelo satélite Deep Space Climate Observatory, que está estático em algum lugar no espaço, onde as gravidades da Terra e do Sol se igualam, e durante 365 dias bateu um retratinho do nosso planetinha azul a cada duas horas. O objetivo, segundo os cientistas bisbilhoteiros, é monitorar as nuvens e, a partir das imagens, estudar a temperatura e ter um importante fator para os estudos das mudanças climáticas. Pois é, dizem que apressado come cru, mas será na pressa de um ano em minutos que descobriremos boas verdades sobre nós mesmos. Deve ser por essas e outras que a sabedoria popular diz que a vida está por um segundo.