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Catu. Mais uma delícia baiana

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Muito bem, vamos voltar a falar de velejadas, ancoragens gostosas, comidas e de tudo que a vela de cruzeiro pode nos proporcionar. Nos últimos posteres falei muito sobre o livro Diário do Avoante, o lançamento em Natal/RN e naveguei nas águas suaves que molham de alegria a alma de um escritor, como também daqueles metidos a escritor, que é o meu caso. O assunto hoje é sobre um lugarzinho fascinante lá pras bandas de Cacha Prego, no final, ou começo, sei lá, da Ilha de Itaparica. Esse lugar é Catu, uma prainha sossegada e, dependendo do vento, um ancoragem perfeita para uns dias de ócio a bordo de um veleiro. Chegar em Catu é fácil, o difícil é querer levantar âncora e ir embora. A navegada até lá é pelo canal interno de Itaparica, partindo da marina, num trajeto gostoso e emoldurado por uma paisagem espetacular, em que cada metro das margens é um convite para uma parada e um banho de mar em uma água morna e apetitosa. O canal é profundo, largo e sem sustos, onde o velejador pode, e deve, aproveitar a força da maré de enchente ou de vazante para navegar. Mais tem um detalhe: A partir da Ponte do Funil, que cruza o canal, a correnteza se inverte. A Ponte, para a navegação de barco a vela, faz o papel de uma peneira, pois barcos com mastreação acima de 16 metros ficam impedidos de passar e assim essa parte do canal, que vai até Cacha Prego, fica mais seletiva. Para os velejadores mais afoitos, existe a opção de adentrar a Barra Falsa, vindo do mar, porém, devesse fazer somente com bom conhecimento da região ou com ajuda de um prático local, já que a Barra é sobre um imenso banco de areia que se move a cada estação do ano. Catu é uma pequena vila ribeirinha que ainda tira boa parte de seu sustento das águas e fica olhando de frente para a foz do Rio Jaguaripe. Durante o dia, é uma alegria sentar embaixo de uma arvore, que se esparrama sobre as águas, para um bate papo com nativos, uma turma animada que tem na ponta da língua um monte de causos engraçados. Durante a noite, um silêncio tranquilizador cerca a ancoragem e um vento fresquinho espanta o calor do dia deixando a cabine do veleiro super arejada. Esse é o momento de abrir um bom vinho e brindar a delícia de uma ancoragem mais do que perfeita. O mar da Bahia é simplesmente fantástico! 

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