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Bandeira Azul para a praia de Ponta de Nossa Senhora do Guadalupe

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A praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada na Ilha dos Frades, na Baía de Todos os Santos, deverá receber em 2015 o certificado internacional Bandeira Azul, passando a ser a primeira praia do Norte e Nordeste brasileiro a receber a comenda. O certificado Bandeira Azul é um reconhecimento as praias e marinas em todo o mundo que promovem o uso sustentável das áreas costeiras, com o intuito de unir o turismo as questões ambientais. No Brasil apenas duas praias receberam o certificado: A Prainha, no Rio de Janeiro e praia do Tombo, litoral paulista. Ponta de Nossa Senhora faz parte da rota de todos os guias náuticos da Bahia e não pode deixar de ser visitado. Veja a matéria completa acessando o site: Revistabmais.com.br   

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Um Domingo de alegria

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Moramos em um veleiro, mas também aproveitamos tudo o que a vida urbana tem de bom. Foi assim que no Domingo, 24/08, aceitamos o convite do casal Ana e Luiz, ela secretária do Angra dos Veleiro e ele professor de Jiu-jitsu e marinheiro do catamarã Bahia Cat, e rumamos para o histórico bairro da Liberdade, em Salvador/BA, para uma deliciosa feijoada com sobremesa de churrasco na casa deles. Para nossa surpresa o convite era para participar de uma verdadeira festa de largo entre amigos, onde as mesas foram colocadas na rua e a churrasqueira, bastante concorrida, num cantinho de esquina. Familiares do casal anfitrião e vizinhos fizeram a alegria se estender até que a última gota de cerveja e o último pedaço de carne fossem consumidos. Foi um Domingão bem baiano em que fomos na companhia do casal Luiz Sérgio e Cristina, veleiro pernambucano Kireymbaba. Ana, Luiz, familiares e amigos se desdobraram em gentileza e carinho para que tivéssemos um dia maravilhoso. E assim foi e assim mostram as fotos!

Chuva, vento e frio

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O Sol até que tenta colocar o rosto de fora, mas é com um jeitão tão cheio de timidez que nem chega a esquentar a cidade. Tem sido assim os últimos dias de Julho na capital baiana: Chuva, frio, muito vento e de vez em quando um momento de descanso dos deuses da natureza para a beleza de mais um pôr do sol. Fazia muito tempo que não via Salvador com tanta chuva. Certa vez escutei de um amigo a seguinte frase: Se quiser saber se chove em Salvador basta comprar uma moto. Hoje, 29/07, depois de mais uma enxurrada, eu digo assim: Se quiser saber se chove em Salvador basta programar uma manutenção no barco. É muita chuva e com promessa de mais.   

Você já navegou na Bahia? Então vá!

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Comentário do velejador Sérgio Netto, que colabora com esse blog enviando histórias maravilhosas, no port sobre o tufão Ramassun que atingiu o sudeste asiático.  

“Quem quiser velejar em paz que venha para a Baía de Todos os Santos, sem dúvidas o melhor local do planeta terra para esse tipo de atividade: 1000 km2 de águas abrigadas, 26°C no verão e 24°C no inverno, ventos alísios na medida certa, meso-maré de 2,5m , fontes de água doce sempre disponíveis. Ao por do sol o vento cai deixando uma brisa suave para as velejadas noturnas. Vinte anos atrás, Charlie Gauglième, do Feijão me disse: vocês até que velejam direitinho, mas raramente alguém se aventura a uma travessia. Eu que todo ano venho velejando da França para cá para fugir do inverno do hemisfério norte agora entendi: o melhor programa do mundo é sair da Ribeira para Itaparica num final de semana.”

Velejando de Salvador às Granadinas – Final

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Nesse Sábado, 14/06, de Copa do Mundo no Brasil chegamos ao fim de mais uma história do mundo da vela vivida pelo velejador baiano Sergio Netto. Pinauna, como ele é mais conhecido, tem sim muita coisa para contar. Velejando de Salvador às Granadinas é o terceiro texto que ele nos presenteia e que publicamos aqui, mas sei que seus arquivos são recheados de coisas valiosas e boas informações. Vamos torcer para que ele se lembre sempre de nós e assim vamos aprimorando os conhecimentos. Obrigado Sergio Pinauna e saiba que o Diário do Avoante sempre lhe será grato.   

VELEJANDO DE SALVADOR ÀS GRANADINAS – FINAL

Sergio Netto (Pinauna)

Dia 7, sem receber qualquer resposta positiva, exceto que era para entregar o barco para um tal de Tucker West, em Fort Lauderdale, que tinha uma companhia chamada The Catamaran Co., com filial em Tortola. Sem endereço nem telefone. Quando sai de Granada, fiz a saída na Alfândega local para Tortola, nas Ilhas Virgens e pela nona vez pedi a Jairo via telefone e via e-mail, para que providenciasse uma informação completa. Fizemos uma feirinha e às 10:30 estávamos com âncora em cima. O vento rondou para nordeste e endureceu, fazendo a gente derivar muito para oeste. Contornamos Granada por sotavento, mas quando chegamos na metade do caminho para Cariacu e o nordeste descobriu de trás do morro, recebemos uma rajada de 40 nós que arrancou a capa protetora da genoa e a ferragem da bicha. Machuquei a mão ao segurar a contra-escota fora da catraca na hora de enrolar a vela. Foi contra-vento duro até ancorarmos em Cariacu imediatamente após o por do sol, com lua cheia.

Dia 8, um sábado, acordei cedo, fiz um desjejum de suco de caju, ovos mexidos com cebola, tomate e farinha para mim e para Bruno e fui até o Iate Clube defronte de onde estávamos. Liguei para o celular de Jairo que estava na Fonte do Tororó, dizendo que era a décima tentativa que eu fazia durante a viagem, e que ia deixar o barco em Union Island. Ele não retrucou, disse que mandasse um e-mail e que segunda-feira ia tomar providencias.

A genoa sem a proteção uv azul e o temporal chegando em Union Is.

Saímos motorando pelas Granadinas, com parada para almoço em Sandy Is, onde ainda deu para mergulhar no recife. Cheguei cedo em Union Is. e ancorei em Clifton Harbour, em frente ao Anchorage Iacht Club. Clifton Harbour at Union Island é uma laguna com 10-15m de profundidade, com um recife no meio. Aqui é o coração das Granadinas, tem base da Moorings e é considerada a área classe A do Caribe. 2/3 dos barcos presentes são catamarãs, a maioria Lagoon 38 de charter. No domingo dia 9, fiz Costums & Immigration no aeroporto que é logo atrás do Iate Clube, com permissão de permanecer até 20 de novembro. Começou a chover a cântaros, e a previsão era que o temporal demoraria pelo menos mais cinco dias. Não vi ninguém se arriscando a sair da laguna, quem fez reserva para esta semana se deu mal! Continuar lendo

A guerra da Copa

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“Qualquer embarcação que cometa desvios das normas das autoridades marítimas será passível de ser abordada e de passar por averiguação militar”. Por essa frase do comandante Rafhael Vidal, do Centro de Operação de Combate, dá para sentir que o nosso País vai entrar em real estado de guerra durante a Copa do Mundo. Atracaram hoje em Salvador/BA as fragatas Niterói e União, os dois navios de guerra da Marinha do Brasil que guarnecerão o mar entre Salvador e Natal/RN. A Niterói ficará nas águas do Senhor do Bonfim e a União segue para a capital potiguar. A ronda no mar da Bahia terá apoio de outros cinco navios e 11 embarcações menores. Como bem disse um leitor em seu comentário numa postagem anterior: Não sei nem o dizer. Veja mais no site do jornal A Tarde.  

Até quando vamos tolerar o intolerável?

11 Novembro (34)

Essa é Itaparica, lugar em que a natureza caprichou nos detalhes e os engenheiros do passado cuidaram de não perder a linha. Sou fã do ajuntamento dos traços entre a natureza e o homem, que fazem da ilha baiana um marco de beleza histórica. Itaparica é maior, muito maior do que a sanha daqueles que tentam macular a sua imagem. Essa semana, depois de um longo período de tranquilidade, o fundeadouro foi sacudido pelo reflexo da violência desenfreada e sem controle que assola o nosso país de ponta a ponta. Violência assistida de braços cruzados por governantes abobalhados e inábeis que veem no populismo barato a senha para continuar se dando bem na vida e ainda conseguem eleitores para saudá-los de punho, olhos e ouvidos fechados. Até quando vamos tolerar isso tudo eu não sei, mas já passamos do tempo e agora vamos somente pagando a conta com traumas e medos, enquanto eles, governantes, riem da nossa cara de besta. Aviso aos navegantes: O silêncio assusta mais.