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Cadê a chuva?

800px-usina_hidreletrica_de_sobradinho-ba“O nordestino é antes de tudo um forte”. Já dizia o escritor Euclides da Cunha, em 1902, no livro Os Sertões. Não é fácil a vida no Nordeste, mais incompreendido impossível, mas é uma vida onde a alegria, a fé, a perseverança e a certeza de povoar um mundo de magias, faz do nordestino um povo de inestimável valor. Não existe Nordeste sem as agruras da seca e é daí que brota a força que move essa terra de valentes. É um olho no Céu de Nosso Senhor e outro na terra de todos os santos, sob o comando do Padim Cíço Romão Batista. É assim a vida no sertão. Os relâmpagos já alumiam as barras do poente e os meteorologistas se esforçam para retirar a melhor leitura das lentes dos satélites, mas não é fácil convencer um povo acostumado a ler os sinais da natureza. Estamos vivendo talvez uma das mais severas secas sobre as paragens nordestinas e os açudes e barragens estão aí para provar a verdade. A população cresceu, as cidades ficaram enormes e cadê a água? A velha promessa das águas do Velho Chico tropeça na interminável briga de egos e o que era para ser, não passa da mais barata demagogia, arrotada sobre um palanque enfeitado de bandeirolas, cordão de luz, meia dúzia de babões e aplausos orquestrados. Que venha logo as águas das torneiras de São Pedro, porque a coisa está periclitante e, segundo dados oficiais, os reservatórios do Nordeste estão com os níveis mais baixos de toda a história e juntando tudo chega a míseros 4,7% de capacidade e a Usina Hidrelétrica de Sobradinho, que gera mais de 60% da energia da região, está com apenas 1,98% de reserva. Valei-me Menino Jesus! 

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Cartas de Enxu 11

3 Março (7)

Enxu Queimado, 19 de março de 2017

Fernando meu amigo, como vão as coisas por aí nesse dia de São José? Por aqui estou com um olhar que beira o pessimismo, porque sempre ouvi falar que quando não cai chuva boa no dia do Santo anunciador de esperança, a vida tende a ser difícil para os lados do sertanejo, como se já não fosse sempre, pois sertanejo é povo sofrido, mas trabalhador que só vendo. Quando eu andava pelo meio do mundo aboletado em um veleiro, as esperançosas chuvas de 19 de março passavam meio que despercebidas, apesar de ser uma data em que os ventos vindos do Sul começam a tomar gosto e era chegada a hora de rever rotas e aprimorar as regras de navegação, pois vento do quadrante das terras geladas são malcriados que só vendo, pelo menos para quem navega pelos maravilhosos mares nordestinos é assim.

Mas continuando na mesma linha da esperança, continuo apostando pesado que o inverno será mais invernoso do que o dos últimos cinco anos, e tem que ser, porque faz tempo que São Pedro não lembrava do Nordeste e nesse 2017 ele de vez em quando abre uma torneirinha mais à vontade. Só espero que ele não venha com a aquela normalidade tão anunciada pelos homens que estudam o tempo, pois sendo assim o milho de São João não vinga. E por falar em milho, pois num é que me arvorei a espalhar uns leirões pelo terreno da nossa cabaninha de praia e lá plantei feijão, inhame, batata doce e milho. Lucia pegou gosto e ainda fez uma horta com coentro, cebolinha, alface, espinafre, tomate e mais um bocado de coisa boa. A fartura vai ser grande e já estou preocupado com o tamanho do caminhão para carregar a produção. Se for pequeno, não dá! Não ria que a coisa é séria!

Meu amigo, estou curtindo essa nova vida meio praieira, meio do campo, porém, juro que a saudade do veleiro é grande e tomara um dia voltar para o seio de Iemanjá e seu reinado acolhedor. Tem quem diga que em terra a vida é mais segura, mas eu os perdoo, pois eles não sabem o que dizem.

Sim, diga aí como vai Dona Marta, espero que tudo esteja nas mil maravilhas e até prometemos tomar um vinho ao sabor de um gostoso bate papo. E por falar em bate papo, você tem visto como anda as coisas pelas terras da ordem e do progresso? De ordem eu não tenho visto muita coisa e de progresso, ainda estão nos devendo, é com juros. Ei a conta é grande! Estamos caminhando igualmente aqueles jogos que mandam pular uma casa e na jogada seguinte os dados mandam retornar três. Rapaz, está complicado. Você já viu o cara soltar uma ruma de caranguejo na calçada, para tanger? Meu amigo, num é serviço bom não, viu! Pois assim está sendo escrita as recentes páginas de nossa história. Porém, os intelectuais apostam que é assim, e assim será! E por falar em intelectual: Você viu quantos tem espalhados por esse Brasil de meu Deus? Dia desses vi uma lista que fiquei espantado com as figuras que colocaram o jamegão. Bordo!!!

Meu doutor, o que você me diz dessa minha mania de fazer um churrasquinho básico? Será que ainda dará quórum para aquelas picanhas suculentas? Homi, colocaram até a cervejinha gelada na fritura. Agora condenou tudo! A carne é podre e já inventaram que colocam tanta milacria na cerveja que sei não, viu! Até pombo moído! Vots! Mas também, o que danado aqueles pombinhos vão fazer na boca de um sugador de cereais? Será brincadeira de roleta russa? Sei lá, cada pombo com sua mania, né! Sim meu amigo, e as águas do Velho Chico? No começo todo mundo protestava diante do projeto e até um bispo quase morre de fome, agora cada um que queira assumir a paternidade da criança. Como diz o velho sábio: Casamento quando é novo tudo é bom, o problema é quando surgem os arranhões. E eu ainda estou para ver uma obra nas terras dos pindoramas que não esteja corroída nas estruturas. Quando surgir o primeiro processo de “pensão alimentícia” aí sim, veremos quem é o pai dessa transposição. Por enquanto é só festa, falatório e banho de rio.

Rapaz, ontem à noite fizemos mais uma rodada de escaldaréu, na beira da praia, e o bicho estava bom que só a peste. Era para o comandante Flávio, mas ele mordeu a corda e não apareceu, sendo assim, e já que estava programado, metemos o sarrafo na panela e fomos dormir de bucho cheio.

Caro amigo Fernando Luiz, estamos sentindo a falta de vocês por aqui e é sempre uma alegria tê-los sob o teto de nossa cabaninha. Apareçam mais vezes que prometo servir, além dos deliciosos pescados saídos das águas de Enxu, umas deliciosas saltenhas produzidas por Lucia, que por sinal são divinas. As encomendas não param e estou até ensaiando pedir um salário de degustador e um auxíliozinho extra para justificar e reparar o aumento da protuberância na barriga.

Até mais ver.

Nelson Mattos Filho

Da Canastra ao Atlântico nas telas de um poeta

O Velho Chico Ilustrado é mais do que um trabalho maravilhoso do pintor Otoniel Fernandes Neto, musicado pelo seu irmão, o velejador, violeiro e bom de prosa Elson Fernandes Mucuripe. O vídeo divulgado pelo YouTube é uma apologia a grandeza e a beleza de um dos mais importantes rios desse imenso país abençoado pelo arquiteto da natureza. O São Francisco sempre foi desejado pelo povo do mar e os segredos e mistérios de sua navegação atiça o sonho de velhas e novas gerações de navegantes. O Velho Chico é grande, pequena é a alma daqueles que assumem a caneta que transforma homens em bestas-feras e faz com que o grande rio nordestino agonize em desespero ao longo dos séculos. Em 1999 o artista Otoniel Fernandes, seguindo o instinto de sua origem temperada com o suor da terra brocada pelo sol, foi até a nascente do Rio, na Serra da Canastra, e meteu-se a pintar e a caminhar até se deparar com a imensidão do meio do mar. A poética viagem do pintor, musicada em verso e prosa pelo violeiro Mucuripecabra da peste que só vendo –, no disco “Velho Chico, Uma viagem musical”, rendeu 70 pinturas que foram expostas nas cidades ribeirinhas ao longo do Chico e seguiu oceano adentro até desaguar em Miami/EUA. Otoniel é um apaixonado pelo Rio São Francisco e já o retratou em mais de 150 telas, e não era para menos, porque o velho rio nordestino é um modelo amostrado e dono de um arquivo infinito de poses. Pela maravilha de trabalho, pela importância do Rio São Francisco, pelo amor as coisas encantadas desse Brasil mais lindo, pela emoção de assistir coisa tão bela e mágica, trouxe o vídeo para ilustrar e iluminar as páginas desse Diário.  

A carranca

IMG_0085Carranca é um dos símbolos mais conhecidos do Rio São Francisco e muitos exemplares ornamentam salões nos quatro cantos do mundo. Elas são esculturas em madeira com forma humana ou animal e originalmente foram talhadas para serem colocadas na proa das embarcações com o intuito de trazer proteção e espantar o mal olhado.  

Cruzeirando na Foz do Rio São Francisco – Capítulo III

Sao francisco

Prometi postar a história enviada pelo velejador baiano Sérgio Netto, Pinauna, em três capítulos e como promessa é dívida, hoje chegou a hora de arriar as velas e trazer o barco para o porto. Não tenho como agradecer ao amigo Pinauna o envio desse belo material que enriquece os anais da náutica de esporte e recreio no Brasil. Navegar o São Francisco, mesmo que seja na sua Foz, sempre foi um sonho de boa parte dos velejadores brasileiros e a riqueza de detalhes exposto aqui atiça ainda mais esse sonho. Caro Pinauna, em nome dos leitores deixo aqui um muito obrigado.

CRUZEIRANDO NA FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO – CAPÍTULO III

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Acima: Ruínas do Cabeço (2006) e a retrogradação da linha de costa(2011), 200m para dentro; abaixo o farol antigo em Sergipe, já fora do canal, e o novo em Alagoas.

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Dia 23 fomos de novo na praia de fora na baixa mar, porque o navegador queria caminhar nas ruínas da vila que o mar levou à procura de alguma coluna que pudesse estar no caminho de saída do Pinauna. Caminhou pelo canal com água pelo pescoço e não topou com nada alto. Depois fomos visitar o Flávio, que nos recebeu com água de coco, e mostrou a opção de vida que escolheu após se aposentar, há 12 anos. Ele está fazendo um trabalho de conscientização regional, integrando os descendentes dos Caetés que foram escorraçados da região após o episódio do bispo Sardinha, os descendentes dos holandeses, de olhos claros como Alexandre, e os quilombolas. Pela tarde as meninas fizeram uma ornamentação de natal dentro do Pinauna, com árvore, papai Noel, presentes e muita comida. Depois da faina festeira Mila aproveitou as habilidades do navegador e fez um corte de cabelo de verão. Eu recolhi o motor de popa e subi o caíque, ficando tudo pronto para retornar no dia 24, que Liana tem que chegar dia 26 para atender a um cronograma de viagens denso até 12 de janeiro.

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Dia 24, lua nova, a maré grande começou a encher às 09:30. Às 12:45 estávamos fora da barra, com 5m de água por baixo da quilha, vento E 15-18 nós, correnteza favorável de 1 nó apesar da enchente. Vela em cima, SOG 8,2, COG 210 true, Tagua 25,1, Tar 29,9°C, P=1014mb, UR62%. Às 14:30 o vento caiu para 10 nós e subimos o gennaker novo no magazinador, arribamos 5° para COG 215 T para passar por fora das atividades petrolíferas em Aracaju, e o SOG acelerou para 8,3 com vento aparente a 87° por bombordo. Às 17:15 cruzamos a isóbata de 1000m descendo para o talude continental, o vento cresceu para 15 nós, enrolamos o gennaker, abrimos a genoa e o SOG passou para 8,5-9 nós. Velejada confortável, mas Lara Pocotó enjoou de novo. sao francisco.6jpgTentei de tudo Tpara ela descer e ver o deep blue na gaiuta de escape dentro da cabine, mas nada. Às 19:30 já tínhamos passado Aracaju, com a foz do Vaza Barris a 20 milhas no través e haviam 9 indicações no AIS: navio por todo lado, mais as plataformas de petróleo lá por dentro. Parou a falação no rádio VHF, um tal de Apoio deve ter encerrado o expediente. A noite foi tranqüila e Liana fez o turno de Beto, das 2 às 5. Durante a madrugada a pressão atmosférica subiu para 1016mb e o vento merrecou. Ao amanhecer André assumiu, enrolou a genoa e abriu o gennaker, mas a velocidade ficou abaixo de 6 nós; sem correnteza no talude continental. Tagua 24,3, Tar 28,7°C. Quando eu acordei às 8, havia um déficit de carga nas baterias de 200 Ampèrs, o gerador eólico parado e a gente andando a 4 nós. Liguei os dois motores e passamos a andar a 6, empurrando 30 A.h nas baterias.

Às 12:45 registramos um progresso de 154 milhas em 24 horas, bom para quem está cruzeirando com a neta. O vento E-NE chegou com 15 nós. Desliguei os motores e passamos a andar a 8. Soltei a linha de arrasto e depois do peixe arrebentar três rapalas enferrujadas, incluindo a lula vermelha matadora, embarcamos uma cavalinha de 2 kg. André num surto de cooperação com a Rainha tratou o peixe lá na popa. Às 15h aterramos na Laje da Espera, em Guarajuba, fizemos um jibe no gennaker e fomos costeando perto da praia. Às 18 horas tínhamos o farol de Itapuã no través, mas mantivemos o rumo sudoeste. Quando passamos defronte ao Rio Vermelho foi que arribamos em popa para oeste admirando a imponência do farol da Barra, que numa enquete Lara votou como a visão mais bonita da viagem.

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Às 24h atracamos no píer em Aratu, o hodometro do GPS marcando 220 milhas em 36h14min desde a saída dentro do rio, hodometro do velocímetro marcando 219,3 milhas, o que nos ensina que subindo para o norte no verão o melhor é ir pelo talude continental para evitar a forte correntada que experimentamos na ida velejando na plataforma perto da costa.

Cruzeirando na foz do Rio São Francisco – Capítulo II

Cruzeirando9Nesse Domingo, 13/04, em que o mapa do Brasil se divide entre chuvas, ventanias, muitas nuvens, Sol, seca e muito calor em Natal/RN, vamos seguir navegando no texto do velejador baiano Sérgio Netto, Pinauna, lá pelas águas rasas e misteriosas do velho Rio São Francisco.

CRUZEIRANDO NA FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO – CAPÍTULO II

Na imagem acima, de 2011, a barra N-S que deixamos a barlavento protege as passagens de oeste da arrebentação. Esta barra conforme mapeada na carta náutica (compare acima), tinha uma posição bem diferente, mostrando a dinâmica da foz do São Francisco. A entrada de leste, mais ampla e usada pelos barcos de pesca maiores estava quebrando todo o tempo que ficamos por lá. Do lado de Sergipe, a vila do Cabeço foi totalmente destruída com a erosão, e o antigo farol que ficava na vila hoje é deixado por boreste por quem entra; o canal agora está sobre as ruínas da vila.

Cruzeirando10Puxamos a âncora com meia maré, contornamos a barra no extremo sudeste de Sergipe e ancoramos na praia a sotavento da barra filado com o vento, no ponto que no mapa da p.4 está a norte de onde está marcado Vila, e na carta 1002 da DHN, desatualizada, está registrada uma estação maregráfica. Esta vila é o novo Cabeço, com seis casas e uma igreja pequena na parte alta da barreira. A vegetação rasteira de hidrofiláceas serve de pasto para os búfalos.

Cruzeirando11Beto Lia e Lara foram de caíque na vila e foram recebidos por Flavio, reformado da Policia Militar como enfermeiro. Ele fez um caminho de tábuas por onde passa com o carrinho de mão por sobre o areião. Plantou um pomar de 0,3 ha. na parte alta do areião, que ele rega toda madrugada com água dos poços rasos que perfurou e completou a 4,5m de profundidade. Da próxima vez que for lá vou levar para ele um rolo de tubo de polietileno de irrigação. O ribeirinho aqui é muito hospitaleiro, e à tarde um canoeiro foi nos oferecer um xaréu de 3kg. No processo de assar o xaréu no forno acabou um bujão de gás.Cruzeirando12No dia 21 saímos na enchente da manhã para deixar Beto em Piaçabuçu, almoçar em terra e reabastecer o bujão de gás. Na subida do rio o piloto automático deixou de funcionar, o que me deu um frio na espinha. Liguei para Igor, que perguntou a mensagem de erro do piloto, fez um diagnóstico e me deu instruções de como proceder. Fui executando os procedimentos e localizei um fusível de 25 ampères com corrosão, que André que é mais jeitoso lixou e o piloto voltou a funcionar. Ufa! Nem pensar em timonear por dois dias no retorno. Em Piaçabuçu Liana adotou um garoto de 11 anos, Alexandre, muito esperto, que operou como nosso guia e almoçou conosco. No retorno ancoramos no perau ao lado das dunas móveis na costa alagoana, no ponto onde param os barcos de turismo. Nos anos 60, quando havia exploração de petróleo por aqui, uma manhã o tratorista estava futucando as dunas migratórias com uma vara. – O que você está fazendo? – Procurando um D8!Cruzeirando13Cruzeirando14

.Dia 22 o pessoal ficou de leseira fazendo nada, e eu troquei as válvulas da bomba da latrina que estava com vazamento. Lara passou a escova na linha d’água e limpou o casco de uma das canoas impregnado de algas oceânicas; quando eu elogiei o trabalho, ela disse ‘foi até divertido’. À tarde fomos caminhar na praia de fora da barreira e observar a barra arrebentando na maré cheia. A areia da barra emersa em Sergipe é de grã média e mergulha para dentro com estratificação horizontal, que interpretei como o registro do back-shore, formado quando o nível do mar estava mais alto 5m, o que na curva de variação eustática feita para a Bahia ocorreu há 5,1 mil anos, na época que cresceram os recifes de Abrolhos. A alimentação de sedimentos na foz do rio São Francisco, que tem uma vazão média de 2700m3/seg, manteve a barra estável enquanto o nível do mar descia para a altura atual, desenvolvendoCruzeirando15

vegetação, mas dois fatores contribuem para a erosão que André mediu de 120 metros em 5 anos: as barragens das usinas hidroelétricas no médio S.Francisco, que retém a carga de fundo a montante, e a elevação do nível do mar, que mata a vegetação desestabilizando a barreira que é levada pela corrente litorânea. No processo, da antiga vila de Cabeço, onde nasceu o Flávio, restam as ruínas da escola e do cemitério que engancham as redes de pesca, e o farol abandonado para fora do canal atual. A Marinha instalou um farol novo a barlavento sobre as dunas no lado alagoano do rio.