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Acidente marca a VOR no mar da China

vestas-11th-hour-racing-compete-in-the-around-the-island-raceUm acidente no mar da China tirou a alegria da chegada da  quarta etapa da regata Volvo Ocean Race, em Hong Kong, na noite de sexta-feira, 18/01. O veleiro da equipe Vestas chocou-se com um barco de pesca, a 30 milhas da linha de chegada, causando a morte de um dos tripulantes do pesqueiro.

trafego-hong-kongA imagem ao lado mostra o movimento de embarcações no dia fatídico. Não é fácil cruzar a mais de 20 nós de velocidade, perpendicularmente, um pedaço de mar com um tráfego monstruoso de embarcações, que em sua maioria trabalha de forma artesanal e sem dar muito cabimento para regras de navegação. Quem já teve a oportunidade de navegar em áreas de pesca sabe que a coisa não é de brincadeira. Quem já participou da Refeno deve lembrar muito bem da bronca. Li alguns comentários nas redes sociais e me espantei com os julgamentos, muitos deles baseados nas teorias das regras de navegação e feitos por pessoas com pouca, ou nenhuma, afinidade com o cotidiano de uma embarcação, porém, o que mais me assustou foi ler comentários desairosos de navegantes experientes, como se no mar nada fosse além das certezas, das regras e dos feitiços malabarescos dos brinquedinhos modernosos. A VOR é uma prova que leva o homem e as embarcações ao limite do extremo e infelizmente em competições desse porte acontecem acidentes e muitos com vítimas fatais. Que venham as prevenções para as próximas etapas, mas o risco é uma constante.

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Uma regata para valentes

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Para quem gosta de proezas, taí uma que deixa muito marmanjo roendo as unhas de vontade de enfrentar, porém, tem coisas na vida que não é para qualquer um, ainda mais quando a proeza tem que ser conseguida sobre os domínios encantados de Netuno e Iemanjá. Largou hoje no porto de  Les Sables d”Olonne, na baía da Biscaia, costa atlântica francesa, a mais instigante e indecifrável das regatas de volta ao mundo, em que homem, barco, mar e os elementos que regem as forças da natureza, precisam conviver em perfeita sintonia pelos oceanos mais mal humorados do planeta, que são os mares do sul. Essa é a Vendée Globe, uma prova onde os barcos são tripulados por apenas um homem e conta apenas com duas regras básicas: Não parar em lugar nenhum (quanto muito podem regressar à partida para reparações e voltar a partir); e não serem de forma alguma assistidos a partir do exterior. Os franceses, donos da prova, praticamente dominam a competição, que este ano comemora a oitava edição e conta com 29 barcos inscritos. Para desbancar a supremacia francesa, o inglês Alex Thomson, uma lenda viva do iatismo mundial, é um dos participantes internacionais que aposta todas suas fichas que subirá ao alto do pódio, e nesse primeiro dia de competição já se adiantou na frente da flotilha. A organização da prova acredita que o primeiro colocado cruzará a linha de chegada em menos de 78 dias – que foi o recorde estabelecido na edição 2012/2013 – de insana velejada, devido a uma novidade estrutural nos veleiros, um foil em cada lado – dois patilhões – que dizem parecer com os bigodes de Salvador Dali, que faz com que os veleiros alcancem velocidades acima dos 30 nós. No site da regata, vendeeglobe.org, você acompanha a prova minuto a minuto.