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Regata Aratu Maragojipe

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Está chegando o dia da festa maior do Iatismo na Bahia! 47ª REGATA ARATU-MARAGOJIPE. Se você deseja participar, acho bom se adiantar. Informações adicionais veja no site: www.aratumaragojipe.com.br

Regata Aratu/Maragojipe – Relato de um tripulante

IMG_7971A Regata Aratu/Maragojipe, promovida pelo Aratu Iate Clube, em parceria com a Via Náutica Consultoria & Eventos, acontecerá dia 20 de agosto e com a proximidade dessa que é a 47ª edição, publico o texto de Antonio Lima, tripulante do veleiro baiano Desmantelo, do comandante Adriano Hora, relatando de forma bem humorada a participação dele na edição de 2011.

Toda vez que me olho, percebo que meus joelhos já não são mais os mesmos. Correr só com tênis especiais. Aventuras na chapada só com muito planejamento, mas meu espírito de aventura continua o mesmo da minha juventude. Talvez, seja esta minha melhor forma de me atualizar e me reciclar. Apreender nos erros, pois pior é não ter tentado. Vou contar.
Meu amigo e compadre Adriano comprou um veleiro. O Desmantelo. Este é o seu nome. Nada mais apropriado, pois segundo ele, desmantelo: “É vida, alegria e quebra de regras”. Pois é. Quando ele me fez o convite para participar de sua tripulação na regata aceitei o convite de cara, pois aventura é comigo!
Agendamos dia e hora. Encontramo-nos numa espécie de congresso técnico no Aratu Iate Clube, regado a coquetel muito alegre e divertido. Adriano (a partir daqui, pela ordem, capitão!) formava comigo a equipe que na manhã seguinte estaria velejando pela Baia de Todos os Santos rumo a Maragojipe.
Após o show saímos para dormir no barco. Pegamos uma espécie de taxi náutico que nos levou ao barco ancorado num boia com o nome esquisito que não consegui gravar o nome. Aos meus roncos, sob protesto do capitão na manhã seguinte, rumamos à boia de largada. No meio do caminho tivemos um pequeno problema de falha do motor, logo resolvido, mas claro com a tradicional ansiedade do capitão, quase ficávamos a deriva, mas tudo se resolveu. Rumamos à boia.
Ao chegarmos ficamos rodando em círculos aguardando o sinal da largada, pois barco não tem freio de mão, ou seja, não fica parado.
Dado a largada da nossa bateria, começamos a velejar, mas e o vento? Sumiu. Uma calmaria tomou o início da prova. Sem vento, velejar passa a ser caçada. Só que de vento, jargão que aprendi nesta regata junto, proa, popa, calado, vela de popa e muitos outros que enriqueceram meu vocabulário.
Após caçarmos bastante, conseguimos pegar o rumo de Maragojipe. Claro que o capitão indo à loucura em busca de uma melhor posição. Ele estava para “pirão”, ou seja, ele queria ficar pelo menos na primeira divisão. Para mim era mais uma aventura. Mas, comando é comando, ouvi atentamente todas as ordens que vinham em minha direção. Içar velas! Mudar de lado! Manter o leme! Verificar posição de boias de localização! Enfim, me senti assinando um contrato novo de venda de imóvel, pura pressão!
Diante de todas as dificuldades pela nossa inexperiência, inclusive do capitão, conseguimos chegar à entrada do Rio Paraguaçu, mas ainda estávamos na metade do caminho. Nova calmaria, mas chegamos. O Desmantelo sofreu muitas avarias. O capitão ficou decepcionado, pois quase foi para segunda divisão, mas com muita garra o importante foi completar a prova na vela. Valeu capitão!
Tirei desta aventura, algumas lições:
1. Como impressiona o silêncio. Quando todos os barcos desligaram o motor, o silêncio é total. Como somos barulhentos. Fiquei refletindo sobre isto durante o retorno.
2. Planejamento é fundamental. Pecamos por não termos montado uma estratégia de trabalho. Delegação de tarefas. O tradicional plano “B” no caso de ocorrências.
3. Velejar é paciência, logo o controle da ansiedade é fundamental para o sucesso de uma regata.
4. Trabalhar em equipe é fundamental. Bordão fatídico, mas verdadeiro! Fomos pegos pela fadiga mental associada à ansiedade costumeira do meu querido capitão! Fomos penados neste quesito.
5. Às vezes é melhor participar do que competir, principalmente quando ainda não desenvolvemos habilidades especificas necessárias em uma regata, ou seja, tínhamos habilidades para velejar, mas para competir não!
Assim, diante de tamanha aventura, mas uma vez obtive aprendizado. Fortaleci meu elo com Adriano, grande amigo e parceiro, talvez a maior lição. Revi muitos amigos na regata, Cicinho, Almir, Dondon, Aline e muitos outros, por exemplo. Convivi no mundo da vela, onde o senso de amizade e cooperação é muito forte. Espero participar de novas experiências. Viver é me manter jovem na alma, pois para os joelhos existe anti-inflamatório. Minha alma continua leve. Valeu capitão!

46ª Aratu Maragojipe

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Não, não foi lapso e nem desatenção que deixei de comentar sobre a 46ª Regata Aratu Maragojipe, que aconteceu dia 22/08. O problema é que me apeguei com uma incomoda hérnia lombar – que minha Mãe diagnosticou taxativamente como doença de velho. Será? – e nessas horas a gente fica assim meio sei lá. Porém, sob os efeitos milagrosos da medicação receitada pelo comodoro Roberto Nadier – médico ortopedista da melhor cepa –, pude comparecer a festa de confraternização e registrar, de longe, algumas cenas da largada. A 46ªAratu Maragojipe, promovida pelo Aratu Iate Clube e organizada pela Via Náutica Consultoria e Eventos Desportivos, contou com mais de 90 veleiros na linha de largada, que como sempre deram um colorido especial as águas do Senhor do Bonfim. O grande vencedor, e Fita Azul, foi o catamarã Maguni, uma fera do mar, que completou as 30 milhas da prova em 2h56m48s. Abaixo estão algumas imagens da abertura oficial, que foi animada pela banda Estakazero e teve participação mais do que especial de Armandinho, Trio Elétrico Dodô e Osmar.

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O Jack Sparrow cervejeiro

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Claro que se o pirata Jack Sparrow tivesse um veleiro lindo assim jamais conseguiria aprontar as estripulias que encantaram as salas de cinema mundo afora, porém, com certeza, deixaria os adversários loucos de raiva, porque nem uma saraivada de balas, dos velhos canhões, o pegaria na carreira. Mas o HPE Jack Sparrow, que está prontinho da silva para fazer bonito na 46ª Regata Aratu/Maragojipe, dia 22/08, carrega um tesouro que muitos piratas adorariam ter a bordo: Uma enorme geladeira de cerveja estupidamente gelada. Claro também que a foto, ou retrato, é uma ilusão de ótica e uma alegria para o retratista, que sou eu mesmo, e confesso até diante do bispo que foi sem querer, porque somente vi o feito depois que fui conferir o mal feito. Mas até que seria divertido ver o capitão Fleury, comandante dessa máquina de regata, cruzando como um raio as águas da Baía de Todos os Santos com uma geladeirinha assim. Quem sabe? De cerveja eu sei que ele gosta! 

Uma regata bem baiana

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A Regata Aratu Maragojipe é realmente uma grande festa embarcada navegando nas águas abençoadas pelo Senhor do Bonfim. Mais uma vez participamos dessa que é a maior regata da Bahia e dessa vez fomos a bordo do catamarã Tranquilidade, BV 43, atendendo o convite do comandante Flávio Alcides e tripulação. Nessa edição, a 45ª, mais de 80 veleiros estavam alinhados em frente a Ilha de Maré para a largada e foi bonito ver o bailado de velas a espera da abertura das cortinas que aconteceu em três atos. Às 10 horas largou o primeiro grupo e às 10 horas e 40 minutos todos já estavam no rumo de Maragojipe, impulsionados pelos ventos da viração que trazem alegria ao iatismo soteropolitano.

Mas como ninguém é de ferro, a festança começou mesmo na noite anterior a largada com uma grande confraternização nas dependências do Aratu Iate Clube, anfitrião do evento, que se estendeu madrugada adentro e sem hora para terminar. O problema foi arranjar disposição para logo cedo levantar velas, aproar a raia da regata e ainda esquecer a ressaca. Mas como todo ano a pisadinha é essa, a turma já calejou e a ressaca que se exploda.

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O Tranquilidade não teve a sua melhor performance, para tristeza de parte da tripulação, mas em compensação a cozinha de bordo funcionou a todo vapor e em plena competição Lucia estendeu na mesa uma deliciosa moqueca de fruta pão, acompanhada de carne de fumeiro e salada, que fez os regateiros de bordo esquecerem os percalços do esporte.

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A tarde já estava avançada quando cruzamos a linha de chegada em frente a histórica Maragojipe, Aliás, nas margens do Rio Paraguaçu tudo é carregado de história, mas ainda deu tempo de jogar âncora e com muita tranquilidade e paz apreciar a beleza de mais um pôr do sol.

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Foi assim que vi a 45ª Regata Aratu Maragojipe. Uma regata bem baiana!

Aratu Maragojipe. Está chegando a hora

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Está chegando a hora de mais uma Regata Aratu Maragojipe, que vem a ser uma das maiores regatas do Brasil e que este ano chega a sua 45ª edição. A Aratu Maragojipe tem a alma e o calor da Bahia! A largada será dia 30 de Agosto e ainda dá tempo de você inscrever sua embarcação para formar o mar de velas que cruzará a Baía de Todos os Santos num colorido todo especial.

44ª Regata Aratu Maragojipe

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O banner acima é do ano passado, mas é apenas para ilustrar que o Aratu Iate Clube anunciou a data da 44ª Regata Aratu Maragojipe. Será dia 24 de Agosto a largada dessa que é uma das regatas mais belas e disputadas do Brasil. Anote em sua agenda e não deixe de participar.