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XXVIII REFENO. É amanha!

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É amanhã, sábado, 24/09, precisamente às 11 horas da manhã, a largada da XXVIII REFENO, Regata Recife/Fernando de Noronha, e quem quiser acompanhar ao vivo, basta se adiantar e marcar presença na Praça do Marco Zero, Centro do Recife, logo cedinho, porque as largadas da Refeno sempre viram festa e o povo comparece em grande número. Como foi dito aqui anteriormente, a previsão é de uma prova em mar de almirante e vento Leste/Sueste, em torno dos 15 nós de velocidade. O quadro acima, copiado do CPTEC/INPE, mostra como serão as condições da ancoragem na ilha maravilha, mar azul, vento gostoso e tomara que os golfinhos de Noronha marquem presença no Porto do Santo Antônio, passeando entre os barcos para conhecer a flotilha. Vale lembrar aos tripulantes mais afoitos, que é terminantemente proibido ficar na água quando aparecem golfinhos e aqueles que insistem, podem se meter em sérias complicações com os órgãos ambientais. 

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As cidades

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Cais José Estelita/PE. Sempre me encantei com os lugares meio que abandonados das cidades, pois para mim eles falam por si só. Adoro olhar de frente os prédios abandonados, caminhar pelas ruas cheias de mato crescido, sentir o cheiro de mofo que exala das paredes, ver o descaso do poder público encravado nas fezes e córregos de xixi que lavam as calçadas. Gosto de ouvir o pulsar da história que existe em cada grãozinho de areia ali exposto. As cidades são assim mesmo, abandonadas e lindas em sua alma. O Cais José Estelita, paisagem linda de doer, merece sim um olhar mais atento e carinhoso da sociedade recifense. Ao longo do apetitoso calçadão que margeia a Bacia do Pina seria maravilhoso que pudéssemos caminhar com tranquilidade e segurança, sentar para tomar um sorvete, uma água de coco ou mesmo namorar recebendo a brisa do oceano que paira no ar, pois ali a cidade mostra uma face mais bela. Adoro navegar com o Avoante no estreito e raso canal rente a avenida, apreciando aquele quadro de tintas vivas. A cidade do Recife merece ter o direito de receber aquela paisagem revigorada e cheia de vida, mas vou dizer uma coisa: Aquele projeto futurista cravejado de arranha-céus é de muito mau gosto, já basta a feiura das torres gêmeas no extremo da Ilha de Antônio Vaz. Tomará que prevaleça o bom senso e que os ânimos sejam amainados com muita parcimônia. As cidades precisam de modernidade para oferecer ao seu povo uma vida cada vez mais digna, mas não precisam perder a beleza. Chamem os Caboclos de Lança e rufem os bumbos!