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Primeiro navio movido, parcialmente, a energia eólica

E-Ship-1-foto-jens-smit-580x458E-Ship-1-EShip1_1 1 Num belo dia de Abril de 2011 vislumbrei a silhueta de um moderno navio atracado no Porto de Natal. Quatro torres no convés lançavam no ar uma imagem que lembrava uma plataforma de petróleo. A cabine de comando situada no limite da proa deixava a embarcação ainda mais charmosa e futurista. Tentei saber que navio era aquele e ninguém no clube soube me responder. Palpites, e achos, eram as respostas mais convincentes, mas sempre que olhava para o navio a curiosidade me atiçava. Mas, infelizmente o navio foi entrando no cotidiano da paisagem e a curiosidade foi se espalhando no vento. Na noite em que navio saiu do Porto, eu me encantei com toda aquela beleza que desfilava pela escuridão da noite nas águas do Rio Potengi. O navio desapareceu em busca do oceano e eu fiquei me perguntando o que representava aquelas 4 torres. Não me lembro de ter visto nada nos jornais de Natal e nem nos noticiários televisivos, mas com certeza aquele navio deve ter sido alvo de alguma matéria jornalística, pois ele representa o futuro para a navegação, e somente agora eu fiquei sabendo. Foi lendo o Informativo Marítimo V.19 da Diretoria de Portos e Costa, que recebo trimestralmente, que fiquei sabendo que aquele navio era o E-SHIP 1, um moderno projeto movido parcialmente a energia eólica. O E-SHIP 1, com 12 mil toneladas, de bandeira alemã, chegou ao Brasil em 12 de Janeiro de 2011, atracando no Porto de Pecém, Ceará. Vinha carregado de pás de aerogeradores para um parque eólico gaúcho. O navio é movido a energia eólica que auxilia os motores a diesel e gera uma economia de 30 a 40 por cento no consumo de combustível. As 4 torres, que me impressionaram, são na verdade rotores com cilindros de 27 metros de altura por 4 metros de diâmetro. Os rotores giram em torno do próprio eixo devido a ação motora e do vento. A velocidade de cruzeiro do E-SHIP 1 é de 16 nós.  O E-SHIP 1 é um grande salto para o futuro da navegação, assim como foi o barco a vela. O que me deixa triste é que ele esteve bem perto de mim e eu o transformei apenas em uma mera curiosidade.

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