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Inspeção naval e a polícia marítima

ad50da85b3c142a3af0e5526b8306821Em 2012, ao comandar um veleiro entre Natal e a Bahia, fui abordado no litoral de Sergipe, a 12 milhas da costa, por um Navio Patrulha da Marinha do Brasil, numa operação padrão de inspeção naval. Fui chamado pelo rádio, pediram-me identificação e em seguida pediram educadamente permissão para uma equipe de inspeção vir a bordo. Perguntei se era para cortar o seguimento do barco, porém, fui orientado a seguir navegando, mas em menor velocidade. Beleza! Folguei as escotas e fui navegando na manha até que a equipe se aproximou e dois inspetores embarcaram. Pediram para ver os documentos, perguntaram nosso destino, Lucia ofereceu um lanche – que foi recusado, agradeceram a nossa presteza, desejaram boa navegada até o nosso destino, informaram que estariam naquelas imediações até por volta da meia noite e se foram. A abordagem aconteceu às 13 horas. Fiquei feliz, confiante no trabalho da Marinha do Brasil e de maneira nenhuma me senti ultrajado. Ao relatar o acontecido em um grupo de velejadores, fiquei surpreso com as reações contrárias e as palavras desabonadoras com relação a essa abordagem, em que muitos acharam, e acham, ser um abuso. Quantas vezes já ouvi reclamações quanto ao trabalho da inspeção naval. Quantas vezes ouvi através do VHF navegantes fazendo alerta aos amigos sobre ocorrência de blitz. Quantas vezes vi colegas fechar o barco e desembarcar para não ser fiscalizado numa ancoragem. Hoje, diante da violência que já descamba para os lados do mar, o que mais se pede nos grupos e clubes náuticos é a criação de uma polícia marítima. Aí eu pergunto: – Para que mesmo? Será que ela não vai ser escrachada e mal falada quando cumprir seu papel? Será que dirão que ela incomoda demais? Será que um dia surgirá uma barqueata com faixas e bandeiras com a frase, abaixo a polícia marítima? Sei lá, somos um povo tão esquisito!    

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Cadê a Polícia Marítima?

barcofim

Essa história do Brasil não ter uma polícia marítima tem causado grandes transtornos pelo litoral. Precisamos mudar esse quadro e todos que tem o mar como paixão deve se engajar nessa luta. Mais uma vez o Ceará é palco de assalto a mão armada a uma embarcação. Já é sabido em todo mundo que próximo ao Porto de Mucuripe é um território sem Lei. Por lá existem vários relatos e por isso mesmo que o Hotel Marina Park, apesar de oferecer uma decadente e cara infraestrutura náutica, é o local escolhido por quem pretende ancorar em Fortaleza. Dessa vez foi esse catamarã que rumava para o Caribe e por problemas mecânicos teve que parar em Fortaleza. Nem bem atracou os bandidos fizeram a festa, e teve até ladrão roubando ladrão, pois enquanto um primeiro grupo fazia o assalto, outro grupo chegou arregaçando e mandou ver em todo mundo. Foi bandido se atracando e outros sendo atingindo, para saber quem era mais forte. No final sobrou mesmo para a tripulação, que ficou sem nada e também para a embarcação que foi literalmente depenada. Os bandidos, depois do arranca rabo, saíram de fininho para dividir o roubo em um acordo de cavalheiros. E a polícia, mais uma vez ficou a ver navios! fonte e foto: G1