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“Da água sairei…”

1 Janeiro (179)

Mar

Da água sairei
Assarei meu corpo sob o sol
Um novo Netuno
Um Serafim Ponte Grande com fones de ouvidos
E a música dirigindo os pés na areia fina.

Encontrando búzios, conchas, coisas acústicas
Musas e sereias e tudo mais que dança nas horas
A luta vil, a luta vã
O trabalho diário dos homens
Corpos misturados com o mar.

Entre a terra e o ar
O mar se faz lar dos desvalidos
Dos corações destemidos
Os serenos lutadores
E amores beira-mar
Horizonte pescador
Lombra que o balanço dá.

De alma lavada levarei comigo o abrigo
Tenda que pousa os amigos
Uns poucos perdidos que no mar encontrei
Alguns que cruzaram a Pérsia
E aqui chegaram pela correnteza
Com a proteção de Iemanjá
Guardiã dos navegantes
Rainha mãe d´além mar.

Na praia onde estendo a rede
Relaxo das dores
Relembro os prazeres que às vezes vivi
A rede onde pesco meu pão.

Pedaços de mar
Pedaços de mim
Por fim, estamos distantes
Algumas paixões atlânticas nessa avenida oceânica que transa o coração.

Fagulhas da lua alta
O facho que o horizonte sopra
A sopa de siri na mesa posta
O mar que conheci.

Paulo Sérgio Saldanha Procópio

Dos reinados poéticos

Enxu Queimado julho 2017 - Erico Amorim (2)

A poesia é multifacetada, assim como são as imagens retratadas pelos poetas.  – E o que dizem elas? – O que eu quiser!  Érico Amorim das Virgens é um poeta!

O Avoante e os poetas

Regata Batalha Naval do Riachuelo 170

Poeta é poeta e sempre vai viver a vida em torno de musas, sonhos e paixões. O poeta sempre vai olhar o mundo pela íris da beleza e pelo manto sagrado dos sentimentos, não interessa se esses sentimentos sejam tolos, abstratos ou verdadeiros como a alma humana. O poeta sempre consegue garimpar o perfume suave com a essência mais pura. Na cabeça de um poeta tudo são flores e as palavras passeiam de mãos dadas ao redor de um jardim tão florido e belo que as rosas se multiplicam a cada passada. O meu amigo, velejador e grande poeta Erico Amorim das Virgens, que brinda a vida ao lado de sua amada Renata na foto acima, não se conteve quando viu as homenagens que os leitores Elson Fernandes e Carlos Ferreira fizeram ao Avoante em forma de poesia, que postei aqui com os títulos Uma poesia para o Avoante e Coisas que emocionam, e nos presenteou com essas palavras que agradecemos de todo coração.

Avoante 1

Movimento? Quase sempre.

Aquele som diferente; desconhecido?

Talvez.

A paz como em qualquer lugar

para quem se acha em paz.

Vastidão de tempo e espaço

O tempo corre diferente entre as cavernas.

Os sonhos se concretizam

São aqueles pontinhos brancos no meio do mar.