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Notícias do fim do mundo

Novembro (269)

Um grupo de tenebrosos cientistas, travestidos de cavaleiros das trevas, se reuniram para anunciar que estavam antecipando em alguns minutos um tal Relógio do Juízo Final, por causa de algumas desgraças ambientais e principalmente pela eleição e posse do novo presidente das terras do Tio Sam, o galego mal falado Donald Trump. Aliás, o galego e o mais novo arquiteto de muros, que só perde em criatividade para uns arteiros que se arvoraram em construir um exemplar numa prisão potiguar. – Será que esse povo nunca leu livros de história? – Estou achando que não e se leu, não aprendeu nadica de nada. Pois bem, os homens do tal Relógio afirmam que agora o planetinha azul vai para o espaço de uma vez por todas, como se a palavra deles fosse palavra de rei. Ainda bem que o Relógio não tem mecanismo algum e é adiantado e atrasado pelas mãos trêmulas dos homens das ciências e duvido que eles acertem os ponteiros na justa hora da cinderela, pois se assim fizerem, terão que dar um ops e retroceder o tempo. – Fico imaginado o lugar que meu amigo Pedrinho me mandaria ir se fosse dar essa notícia a ele. Sim, já ia esquecendo: A imagem acima não tem nada de apocalíptica, é apenas um pôr do sol registrado nas estradas do Mato Grande, região norte-riograndense localizada entre o mar e o sertão.       

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Estamos no vermelho

pegadaecologica2016Há muito escuto sobre o mal que nossas extravagancias contra os elementos da natureza produzem e até presenciei inúmeros crimes, muitos deles cometidos com as devidas assinaturas oficiais, durante minhas navegadas a bordo do Avoante, mas confesso que nunca havia me deparado com a planilha onde está lançada nossa divida com o planeta, e o pior, soube que estamos vivendo no vermelho desde 8 de agosto, segundo relatório do Global Footprint Network (GFN), organização que mede a pegada ecológica das atividades humanas no mundo, onde diz que quando terminar 2016 teremos consumido 1,6 planetas Terra. O relatório foi divulgado em agosto, mas somente hoje, cascaviando sites ambientais, tive notícia. A matéria está no site Planeta Sustentável e precisa ser vista, revista e divulgada a exaustão, mesmo que poucos se deem ao trabalho de ler.

20161101_120415Pelos estudos do GFN, em menos de oito meses consumimos todos os recursos sustentáveis que a Terra pode nos oferecer em um ano e a planilha que abre essa postagem mostra os países mais gulosos e consequentemente mais endividados ecologicamente. A diferença entre o que o planeta pode nós oferecer e o nosso consumo entrou no vermelho nos anos 80 e de lá para cá o débito não para de crescer. O Brasil ainda não entrou na listagem do SPC ecológico, porque é credor juntamente com Indonésia e Suécia, porém, o saldo positivo está menor a cada ano. Como bem diz a jornalista Vanessa Barbosa, que assina a matéria no site Planeta Sustentável: “Está na hora de organizar as contas e rever os gastos”.   

Vida ligeira

Somos sim criaturas apressadas e que acorda a cada dia com a ideia fixa de mostrar ao relógio que ele não tem o poder que acha que tem para frear nossos ímpetos pelas conquistas. Que saber? Estamos a beira de mais uma olimpíadas para provar aos ponteiros a nossa razão – mesmo que para isso tenhamos que se apegar com o subterfúgio das drogas – de que somos capazes de correr mais do que nossas pernas para cravar um segundinho a menos no limite anteriormente estabelecido. Até onde chegaremos ninguém jamais saberá, mas é assim desde que nossos ancestrais enveredaram pela trilha dos humanos. Na semana passada a NASA divulgou um vídeo que mostra o desenrolar de um ano terrestre em apenas dois minutos. O filme é a junção de 3 mil fotografias tiradas pelo satélite Deep Space Climate Observatory, que está estático em algum lugar no espaço, onde as gravidades da Terra e do Sol se igualam, e durante 365 dias bateu um retratinho do nosso planetinha azul a cada duas horas. O objetivo, segundo os cientistas bisbilhoteiros, é monitorar as nuvens e, a partir das imagens, estudar a temperatura e ter um importante fator para os estudos das mudanças climáticas. Pois é, dizem que apressado come cru, mas será na pressa de um ano em minutos que descobriremos boas verdades sobre nós mesmos. Deve ser por essas e outras que a sabedoria popular diz que a vida está por um segundo.         

Tem 500 asteroides nos ameaçando e nem damos por conta

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Nesses dias de chuva e preguiça, ficamos a bordo assistindo a vida passar pela telinha do computador e pescando assuntos curiosos. Vejam esse:  Se já não bastassem os amuos da natureza sobre a Terra, que nos castigam como fazem os gigantes contra os pigmeus nos contos infantis,  os cientista ainda vêm encher nossa cabeça com o perigo que representa as “pedrinhas” extraterrestres que navegam doidivanas pelo espaço. E não isso é coisa da natureza? Pois é, sempre ela a nos fazer tomar ciência! Os homens do saber anunciam que 500 asteroides ameaçam esbarrar com a Terra em pelo menos daqui a 100 anos. Porém, os caras tentam aliviar nossa angustia dizendo que as pedras voam sim e ameaçam, mas a probabilidade de uma delas dar um leve toque em nosso planeta é de 1 em 1 milhão. Ufa! Os estudiosos alertam para o fato e muitos deles projetam ações mirabolantemente engenhosas para combater a ameaça, como se a vida verdadeira não passasse de um colorido vídeo game. Um tal de Richard Tremayne-Smith, copresidente da Conferência de Defesa Planetária, brinca dizendo que é mais fácil chamar o ator Bruce Willis para resolver a bronca. Se é assim, para que a Conferência? Sabe de uma coisa: A gente brinca, mas a coisa é mais séria do que parece ser. Os dinossauros que o digam. Os bichamos levaram um peteleco de uma pedrada no meio do quengo e se foram para sempre. Quer saber mais? Acesse o G1.

Num buraco entre o Brasil e o Japão

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Pense num assunto interessante para se discutir em família, ou com amigos, em um Domingo de começo de primavera em que o tempo fica assim meio sei lá, entre o inverno que se foi e a flores que enchem a nossa alma de felicidade. Fui buscar esse papo lá nas páginas da Revista Super Interessante e fiquei imaginando até onde vão as ideias que afloram em nossa mente e em todas elas se estende toda uma filosofia científica. O que aconteceria com um objeto atirado num buraco que unisse o Brasil ao Japão? Esse é o mote da matéria assinada pelo jornalista Tarso Araújo e que copiei na integra na intenção de puxar assunto com você leitor:

É claro que seria impossível realizar essa experiência (entre outras razões, porque o centro da Terra é feito de metal fundido), mas dá para prever o que aconteceria aplicando a lei da gravitação universal, formulada por Isaac Newton. “Em uma situação ideal, sem atrito, o objeto atravessaria a Terra até o outro lado do tubo”, diz Elcio Abdalla, físico da USP. Com a aceleração da gravidade, o objeto desceria com velocidade cada vez maior, atingindo cerca de 20 mil quilômetros por hora no centro da Terra. A partir daí, ele continuaria rumo ao Japão, por causa da inércia, e a gravidade, que puxa tudo para o centro da Terra, passaria a funcionar como força de desaceleração. O objeto viajaria com velocidade decrescente, chegando ao Japão com velocidade zero. “Em seguida, ele voltaria ao ponto inicial, cumprindo um movimento harmônico ideal, como se fosse uma mola”, afirma Abdalla. Dá para calcular até o tempo de viagem, fazendo uma conta que considera a aceleração da gravidade e o diâmetro da Terra. Seriam cerca de 90 minutos para ir ao outro lado do mundo e voltar.

Mas… e se considerássemos a força do atrito? “Numa situação real, o objeto enfrentaria o atrito do ar, o que o faria parar”, diz Abdalla. A partir de um determinado momento, que depende da forma do objeto, a velocidade se estabiliza por causa da força de atrito. “Com a perda de aceleração, ele diminuiria gradualmente a distância percorrida, até parar no meio da Terra, onde está o centro de atração gravitacional.” O professor estima que, se o objeto fosse um corpo humano, a velocidade-limite ficaria em somente uns 100 quilômetros por hora, e a viagem ao centro da Terra demoraria cerca de 100 horas.

Deve existir outro caminho

01 Janeiro (18)

Guerras, violência desenfreada, vírus fatais, doenças sem controle, agressões e mortes por nada, caos, intimidação a cidadania… . O que vai ser do nosso planeta? Para onde estamos caminhando?