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Festejando o dia da pizza

Pizza

Hoje, 10 de julho, é o dia da pizza, uma data no calendário brasileiro criada pelo então secretário de turismo de São Paulo, Caio Luís de Carvalho, em 1985. Iguaria de origem italiana e apreciada em quase todo mundo, a pizza encontrou no Brasil e principalmente na capital paulista, o público mais apreciador. Hoje é praticamente impossível viajar pelos mais recônditos lugares do país sem se deparar com uma pizzaria oferendo o produto nos mais variados sabores e que deve deixar muito italiano boquiaberto com as pizzas sertaneja, matuta, x-tudo e ao gosto do freguês. Adoro fazer pizza, inclusive era uma tradição a bordo do Avoante, a minha preferida é de calabresa, com massa bem fina, receita que aprendi com um italiano. De tanto preparar pizzas para os amigos, que incentivam para montarmos uma pizzaria, a ideia está tomando forma e muito em breve a praia de Enxu Queimado/RN ganhará mais um estabelecimento dos discos de massa que encantam o mundo. E viva a pizza! 

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Olhe a pizza!

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Como domingo é dia de pizza, vou lembrar de uma rodada dessa delícia da cozinha italiana na Marina Bracuhy, durante nossa estadia por lá no começo do novembro, e que reuniu um grupo afinado de bons amigos da vela. Tudo começou quando Mara Blumer comentou sobre um forno que havia acabado de ser construído em um dos blocos do condomínio, debruçado nas margens da enseada do Bracuhy, e que a turma pretendia inaugurar em grande estilo. Lucia falou que eu era um excelente pizzaiolo – na visão apaixonada dela – e assim Mara pegou na palavra, engrenou a primeira e atiçou a gula da galera que comprou a ideia de imediato. Não sei porque, mas velejador de cruzeiro adora um reboliço.

20151110_18183720151110_185427IMG-20151110-WA0014Novembro (193)20151110_185353Novembro (198)20151110_205212

Foi uma noitada típica de velejadores em que cada um colaborou com um pouquinho para o sucesso da empreitada, mas não poderia deixar de destacar a ajuda providencial de Celso, veleiro Blue Bird, como forneiro, Mara na assistência geral, Lucia na coordenação e preparação dos sabores, Hélio nos pitacos, Ivan nas observações sintéticas, a síndica Tereza que cedeu o espaço e aos abnegados comensais que aprovaram a receita da massa e se esbaldaram no regime de engorda. Basta ver a felicidade estampada no rosto de cada um.

 

 

Uma noitada alto astral

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No final de semana passado tivemos um encontro com o casal arretado de bom, Paula e Fernando, veleiro Andante, que estão de passagem pela Bahia no rumo da Refeno 2015. Como o casal adotou um filhote batizado de Chopinho e infelizmente, apesar das boas regras e leis que protegem os bichos nos dias atuais, não é todo barzinho ou restaurante que acolhem de bom grado os animais, levamos o casal e o filhote para conhecer e apreciar os bons momentos da varanda espetacular do clube náutico baiano Angra dos Veleiros, no bairro da Ribeira, porque lá eles são bem vindos. A varanda do Angra é uma alegria e possui uma das mais belas vistas da capital soteropolitana. As cervejas, estupidamente geladas, servidas pelo João, melhor barman do pedaço, é um maravilha a parte. Mas o encontro com o casal Andante foi recheado de boas risadas e em clima de alto astral, pois é assim que eles levam a vida e conseguem contagiar a todos. A noitada teve cenas hilárias como foi a nossa esticada até uma das boas pizzarias da Ribeira que servem pizza de massa de batata. Propaganda bem feita, fomos a elas: Lucia já sabendo da restrição a entrada de animais numa das pizzaria, tratou logo de se dirigir ao proprietário na esperança de receber o sinal verde para o acesso do Chopinho. Eu e o Fernando adiantamos o passo e buscamos as mesas que estavam sobre a calçada e em frente a outra pizzaria, que depois descobrimos pertencer ao mesmo dono. Nesse pequeno trajeto começou a lambança, pois tratei logo de pisar na maionese e daí em diante aconteceu uma divertida sequência chapliana. O saquinho de maionese estava no chão e, sem perceber, meti o pesão bem em cima e o que estava lá dentro saiu como um jato e se espalhou pelos meus pés e pernas. Com aquela velha cara de paisagem, tratei de sorrir e tentar limpar a melequeira, que quanto mais mexia mais a gosma se espalhava. Lucia e Paula, que haviam conseguido a liberação intimidatória para a entrada do Chopinho na outra pizzaria, acenaram nos chamando, porém, como já estávamos muito bem estabelecidos, apesar da maionese, resolvemos ficar por ali mesmo apesar dos protestos de Lucia. Pedimos a primeira cerveja e descobrimos que seria em latão, mais um protesto, porém, resolvemos aceitar. O garçom trouxe os copos e recebeu mais um protesto, pois esses eram de plástico. Volta tudo e logo apareceu os copos de vidro, mas a cerveja estava meia boca, dessas que para ficar gelada precisaria de boas longas horas no freezer. Mais um protesto, mais uma ameaça de ir a outra pizzaria e entre o sim e o não resolvemos dar novos créditos ao garçom e pedimos a pizza: Metade Baiana e outra metade de Rúcula com Tomate Seco. Bom! O Céu que até aí estava limpo, resolveu ficar enuviado e uns pingos despencaram sobre nós. – Vai chover, acho melhor a gente entrar. – Será?Acho melhor a gente se adiantar, porque lá dentro tem poucas mesas. Entramos! Como só havia uma mesa próximo a geladeira das cervejas, foi a ela mesmo que recorremos. Ao sentar senti o piso molhado e no segundo seguinte Lucia protestou novamente: Eita bixiga, está cheio de água aqui! E estava mesmo, pois era água que escorria da geladeira. Novos protestos e dessa vez o proprietário, que estava passando, teve que ouvir algumas verdades, mas como sorriamos bastante, o protesto não teve o resultado esperado. Mais uma cerveja, novamente meia boca, e assim ficamos papeando e esperando a pizza sair do forno. Chegou! – Quem vai na Rúcula? – Quem vai na Baiana? Distribuídas as partes demos início a degustação. Ao colocar o primeiro pedaço da Baiana na boca, senti que a danada estava abaianada de verdade. Pense numa pimenta da gota serena! Fernando que também estava na Baiana, arregalou os olhos, puxou o copo de cerveja e deu um longo gole. – Tá forte mesmo! Do outro lado da mesa chegou outro tipo de reclamação: – Essa Rúcula só tem arreia! Danou-se! Eu ainda tentei apaziguar  e disse: – É bom para amola os dentes! Não colou! Lá vem novamente o garçom, já esperando a bronca, e levou as folhas de rúculas para serem substituídas por outra bem lavadas. E a pimenta? Bem, essa não teve jeito, mas ainda bem que tinha cerveja meia boca, se não a coisa estava feia. Como a cada pedaço que colocávamos na boca os olhos ficavam marejados, Lucia resolver provar da Baiana e a sequência foi assim: Pegou o pedaço, dizendo que éramos manhosos, colocou na boca e na mesma hora arregalou os olhos, tentou falar e não conseguiu. Quando falou a voz falhou e num passe de mágica correu até o proprietário para registrar um novo protesto, mas como a voz estava rouca e quase inaudível, novamente o protesto falhou e ao olhar em nossa direção o proprietário só viu alegria e boas gargalhadas. E sobrou alguma coisa? Coisa nenhuma! Pagamos a conta e entre boas gargalhadas fomos embora felizes da vida. Nem tudo são flores, mas com boa vontade e alegria podemos construir e regar um jardim!       

Recebendo amigos

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Uma das boas coisas a bordo de um veleiro é o prazer de receber os amigos para um bate papo descontraído. Na última quarta-feira, 06/05, recebemos os casais Luiz Sérgio e Cristina, veleiro Kyre’ymbaba, e Luciano e Arlene, veleiro Toa Toa, numa noitada para se jogar conversa fora até a madrugada dar os primeiros passos e a adega de vinhos chegar ao fundo poço. O cardápio foi uma verdadeira salada que começou com filé com fritas, prosseguiu com umas coxinhas de frango sem massa – receita que Lucia copiou do site de Ana Maria Braga – e terminou com um rodízio de pizzas. Para variar, ainda degustamos uma deliciosa cachaça produzida na município baiano de Ibicoara, que me foi presenteada pelo Luciano.