Arquivo da tag: Petrobrás

A energia eólica avança mar adentro

10 Outubro (78)

Quando a presidente Dilma Rousseff, em discurso na ONU, falou em “estocar vento”, o mundo veio abaixo nas redes sociais e até hoje, vez por outra, Éolo traz de volta as lembranças das palavras presidencial, porém, errada ela não estava de tudo e a ciência prova isso, basta pesquisar por aí os estudos que estão bem adiantados, principalmente no Reino Unido, inclusive com participação de cientistas brasileiros. Pois bem, o Brasil ainda não consegue “estocar vento”, mas está entre os maiores produtores de energia eólica do mundo e o Rio Grande do Norte aparece na liderança com o maior parque instalado. A energia dos ventos alísios que sopram no RN transformam o cenário de dunas, cidades litorâneas e caminha a passos largos para modificar a paisagem das serras e matas do sertão. O potencial é enorme e despertou interesses até na estatal do petróleo, e esta, entabulou estudos e anunciou investimentos para invadir o mar com torres, pás e geradores. A primeira planta-piloto da eólica, em alto mar, da Petrobras será instalada no campo petrolífero de Guamaré/RN e tem previsão de entrar em funcionamento até 2022. Se algum dia conseguiremos estocar vento, eu não sei, mas que vamos produzir uma danação, isso vamos.     

Anúncios

Tomada de cena

IMG_20170107_181932

RETRATO DE UM FILME TRISTE

Tristeza e alerta

image-3756142_1

O acidente com um navio-plataforma FPSO no litoral norte do Espírito Santo que deixou mortos e feridos espalha no ar um sentimento de tristeza e serve de alerta para os navegantes amadores. FPSO é a sigla para Floating Production Storage and Offloading, que é um navio adaptado para funcionar como plataforma de produção, armazenamento e transferência de gás ou petróleo para outras embarcações. São verdadeiras bombas flutuantes. Não é raro encontrar veleiros e lanchas navegando próximo a esses monstros que cospem fogo e nunca param de trabalhar. Certa vez navegando a noite no litoral de Sergipe passei um pouco mais de uma milha náutica de um deles e senti a força do coração endiabrado do monstro. Naquela noite sem Lua, senti um forte calor e um ronco ensurdecedor envolver o Avoante e fiquei imaginando a coragem dos homens que ali trabalhavam. Nunca esqueci. Peço conforto as famílias dos tripulantes do navio acidentado e deixo registrado que reconheço a bravura daqueles homens.