Arquivo da tag: pesca oceânica

Pode, não pode, pode. Depende

whatsapp-image-2018-02-16-at-12.26.54-1-Este é um pesqueiro espanhol, com tecnologia hispano-japonesa que vasculha o litoral do Rio Grande do Norte, capturando peixes das espécies Meca e Atum. Mas ele não é um pesqueiro qualquer, na verdade o Nuevo Rodrigo Duran é um navio-fábrica com capacidade de passar mais de quatro meses no mar, pescando, processando, armazenando e ao chegar ao porto, entrega o pescado prontinho para exportação. A última pescaria do Rodrigo Duran, redeu 62,5 toneladas, porém, a carga foi proibida de ser exportada por um nó cego entre o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca – e as empresas exportadoras. A birra teve início com uma auditoria realizada pelos europeus, mercado consumidor, que apontaram irregularidades sanitárias em algumas empresas do Sul e Sudeste, porém, como pau que bate em Chico, bate em Francisco, sobrou para todo mundo e sendo assim a exportação de pescado está proibida, ou melhor, estava, pois a empresa potiguar, que recebe o peixe do navio-fábrica, conseguiu uma autorização da justiça – como nessa seara um ponto nem sempre é um ponto – e mandou ver. Agora vamos nós. Aí eu pergunto a Pedrinho, meu amigo e pescador artesanal da praia de Enxu Queimado/RN.:– Tem um peixinho hoje? Ele responde –Tem não, homi, peixe tá difícil. Também com uma fábrica navegando por aí, não tem peixe que escape. E ainda dizem que tem um tal de defeso valendo verdade!   

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Pesca com segurança

Pescar-en-Kayak-Seguridad-en-el-mar-2-1Confesso que não sou muito fã de pescaria, mas sempre jogava uma isca artificial quando navegando por aí e de vez em quando um peixinho esfomeado se iludia com minha armadilha e tinha como destino a frigideira com dendê. Peixe fresco é outra história! Pois bem, para aqueles que acham que para empreender uma boa pescaria embarcada é preciso possuir, ou alugar, uma super lancha, podem tirar a crença da cabeça. O site Nauti Spots apresenta uma matéria dando dicas para a pesca em caiaque, embarcação há muito utilizada por inúmeros amantes da pesca mundo afora, com informações sobre segurança, forma de navegar, estabilidade e tudo mais para a brincadeira acontecer em brancas nuvens.  Gostei da matéria e divido com vocês através do link, A pesca de caiaque com segurança. 

Surf em alto mar no Rio Grande do Norte

Point de surf no RN. Crédito Rogerson Barroso

Desde que enveredei pela vida no mar a bordo de um veleiro, não canso de afirmar, e sem medo de errar, que o litoral brasileiro tem belezas e riquezas difíceis de serem encontradas em outros lugares do mundo, porém, infelizmente, ou felizmente, não sabemos aproveitar e nem procuramos saber. Talvez seja até melhor, porque assim retardaremos o violento processo de agressão a algumas das muitas maravilhas da natureza que existem em nosso território. Dia desses, navegando nos mares da internet, me deparei com uma matéria, de novembro de 2015, no site Surfar, em que falava de um segredo em alto mar localizado no mar do nordeste. Pela bela imagem acima, que também abre a matéria da Surfar, fui devorado o texto em passos lentos, na tentativa de descobrir onde ficava o tal segredo, já que era no litoral do Rio Grande do Norte. Pelas imagens que se seguiam ao texto, logo percebi que a base da “expedição” era a península de Galinhos e o segredo devia estar situado em alguma das urcas em frente aquele pedaço de paraíso. Mostrei as fotos ao amigo de fé e pescador Manoel Correia, da praia de Enxu Queimado/RN, conhecedor como poucos dos segredos daquele mar, e ele disse que das duas uma: Ou seria a Urca do Tubarão, ou a Urca da Pedra Seca, porém, ele apostava no Tubarão. E Manoel disse mais: De Enxu Queimado a Galinhos existem várias urcas que oferecem todas as condições para a prática do surf da melhor qualidade, inclusive, na Urca da Cotia, em frente a Enxu e a 8 milhas da costa, as ondas são mais perfeitas e maiores do que no Tubarão e na Pedra Seca – conhecida também como Urca das Oliveiras. Marquei com ele para ir até lá e em breve mostrarei as fotos e comentarei o que vi. Pois é, o litoral brasileiro tem pareia não! Veja a matéria da Surfar no link sublinhado.