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Polícia do Pará prende assassino de Peter Blake

sir-peter-blake-no-rio-de-janeiroO caso Peter Blake, velejador neozelandês assassinado no Amapá, em 2001, ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira de cinzas, 14/02, e pelo que conhecemos do nosso benevolente, permissivo, ou sei lá o que sistema jurídico, por aí vem mais coisas vergonhosas. A polícia do Pará prendeu, durante uma revista de rotina, o assassino condenado a 35 anos, porém, foragido há 16 anos. O neozelandês, considerado o maior velejador do mundo, bicampeão da America’s Cup, na época do crime liderava uma expedição científica a bordo do veleiro Seamaster, que percorreria várias partes do planeta, inclusive os rios da Amazônia. Numa ancoragem em Macapá, o Seamaster foi invadido pelos bandidos e durante uma troca de tiros, o velejador, que tinha uma arma a bordo, foi morto. O crime repercutiu no mundo inteiro, criou embaraço para o governo e até hoje mancha a história da náutica brasileira. Fonte: G1         

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Piratas espalham terror nos rios da Amazônia

amazonas

Essa maravilha retratada pelo fotografo do G1 AM, Adneison Severiano, é um pedacinho da floresta amazônica: Um mundo no mundo. Navegar na região amazônica é um sonho de muitos velejadores mundo afora, mas as notícias que chegam de lá é um balde de água fria para a sanha aventureira do povo da vela de cruzeiro. Roubos, assaltos, mortes e crueldade pura e simples são os principais motivos que afasta a vela de cruzeiro desse berçário da natureza. A Amazônia, com toda a sua grandeza recheada de riquezas naturais, só recebe atenção das autoridades, ambientalistas e ONG de toda espécie, quando essa turma se da conta de alguma fumaça no ar ou quando algum índio se mete a tirar satisfações com madeiros, grileiros, mineradores e outros espertalhões qualquer. Nunca fui até lá, nem pelas asas de um avião, mas aquela floresta sempre me pareceu abandonada, esquecida e maltratada por nossas autoridades. “A Amazônia é nossa”. Esse é o lema, mas entre as palavras patrióticas e a vontade de fazer acontecer existe um imenso fosso sem fundo. Navegando na internet, vi uma matéria publicada no site G1 AM que fala da pirataria que cresceu a passos largos nos rios que banham o Amazonas, Rondônia e Para. A Secretária de Segurança do Amazonas registrou entre 2014 e 2015 mais de cem furtos e até sugere a criação de uma Polícia Fluvial nos mesmos moldes da Polícia Rodoviária. As entidades que representam as empresas de navegação e os funcionários alertam e pedem a todo instante para uma ação governamental para coibir tanta violência. O Governo Federal prometeu iniciar agora em Maio uma operação conjunta com as forças policiais dos estados envolvidos, Forças Armadas e Polícia Federal. Velhos discursos, antigas promessas e nada de concreto para um futuro de tranquilidade. O comando do 9º Distrito Naval já se agarrou na Lei 9.537 de 11 de dezembro de 1997, para justificar que a Marinha compete exclusivamente fiscalizar a segurança na navegação, a salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição hídrica. Segundo o G1, a Marinha anunciou em nota que nem possui um levantamento ou registro de ataques de piratas na região, porém, na mesma nota desdiz tudo ao confirmar que foram constatados casos ilícitos de assaltos a mão armada contra embarcações, mas que isso não se caracteriza como pirataria. Como diz uma grande amiga nossa:  Então tá! Afinal de contas: A quem danado compete a segurança e policiamento das nossas águas? Se em terra, que temos tudo bem definido, a coisa degringolou de vez, imagine no mar que ninguém sabe quem faz o que! Quer saber mais: acesse o portal G1 AM

PIRATAS ATACAM NO PARÁ

Em quinze dias dois barcos de pesca de camarão foram assaltados em alto-mar na costa do Pará. O segundo assalto aconteceu sexta-feira, 19/02, quando 20 homens, fortemente armados, a bordo de um barco super veloz, atacaram a embarcação Maguary quando esta navegava a 12 milhas do litoral de Belém. Além das 5 toneladas de camarão rosa avaliados em R$ 150 mil, foram roubados GPS, eco-sonda, 10 mil litros de oléo diesel, pertences dos tripulantes e até a alimentação. Os piratas sabem que a legislação brasileira não alcança os casos de pirataria. Nenhum orgão se acha responsável para proteger ou mesmo policiar o mar. A Marinha do Brasil até que tenta fazer um trabalho de orientação, controle e fiscalização, mas sua responsabilidade não ultrapassa essa linha. Quando ocorre um caso de roubo, assalto e latrocínio a situação fica mesmo na boa vontade de policiais civis ou militares que mesmo sabendo que estão fora de sua área de atuação ainda assim se esforçam um pouco. Isso quando a ocorrência acontece numa ancoragem ou em águas abrigadas. Quando acontece um caso de pirataria, como o ocorrido com a embarcação Maguary, em alto-mar, o jogo de empurra é flagrante e quase sem solução. Tenho visto barcos da Polícia Federal navegando por ai, inclusive patrulhando os Parrachos de Pirangí, de um departamento chamado DEPON ou NEPON, não me lembro agora, que dizem ser o orgão que vai comandar a guarda costeira brasileira. Tomara que isso seja verdade e que possamos ter alguém a proteger o cidadão que faz uso do mar para seu trabalho ou laser. Se não houver uma reação policial efetiva por partes dos orgãos públicos, em breve estaremos vendo cenas muito parecidas com a que vemos no mar da Somália.