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O relato emocionante de uma travessia

08032013

“Era para ser uma viagem sem muitas novidades, a não ser, o fato de que a faríamos no sentido contrário ao da quase totalidade dos velejadores. Pois não estaríamos vindo de Cabo Verde para Natal/RN, a favor das correntes e dos ventos, mas indo de Natal para Cabo Verde (CV), com esses elementos todos na cara.
A tripulação era o Jorge, um português dono do barco, e eu. Ele com mais de 40 anos de experiência em delivery e eu com muita vontade de aprender. O barco, um veleiro modelo clássico de 28 pés, construído na Inglaterra, chamado Oliver.”

Assim começa o relato da travessia Natal/Cabo Verde, feito pelo velejador Antônio Carpes, o gaúcho mais potiguar do Brasil. O que era para ser uma tranquila navegada pelo Oceano Atlântico acabou sendo uma lição de vida que deve marcar para sempre a vida do Antônio, inclusive com uma demonstração sem sentido de abuso de autoridade por parte de alguns oficiais da imigração de Cabo Verde, fato noticiado aqui no Diário do Avoante em dois posts, Notícia preocupante e O Sol voltou a brilhar para Antônio. Viva!, e que gerou uma enorme onda de solidariedade e apoio. Agora saiba como tudo aconteceu acessando o blog Papo de Velejador, editado pelo gaúcho de alma boa e muito bom de papo.

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Demorou, mas chegou!

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aniversario de lucia saraiva (22)

No finalzinho de Fevereiro de 2013 recebi um telefonema do amigo Antônio Carpes dizendo que tinha sido convidado para fazer parte da tripulação do veleiro Oliver, de bandeira portuguesa que estava em Natal/RN havia mais de um ano. Antônio e sua Rosângela são dessas pessoas amigas por natureza e donos de um coração bem maior do que o mundo. Em matéria de bate papo ninguém é mais eficiente do que ele, pois quando o interlocutor acha que a assunto acabou ai é que ele começa. Antônio fala mais do que o homem da cobra! Pois bem, Antônio embarcou no Oliver e junto com o comandante Jorge, proprietário do barco, se fizeram ao mar em rumo batido e direto de Natal/RN a Cabo Verde, parede e meia com a costa africana. Olhando as posições informadas pelo SPOT, já deu para notar que não foi daquelas velejadas mais satisfatórias. Avançavam, retornavam, tornavam a avançar, retornavam, andavam em círculos, avançavam e seguindo na média de 30 milhas diárias conseguiram enfim atracar o Oliver, nessa Segunda-Feira, 15/04, em Fogo, uma das ilhas de Cabo Verde, depois de 40 dias de travessia. Agora vamos aguardar o relato dessa odisseia pelas palavras e escritos do Antônio no blog Papo de Velejador. Pelo que ele gosta de falar vai ser assunto para mais de ano.