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Reflexão

8 Agosto (23)

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”

Madre Teresa de Calcutá

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Palavra de um pescador

03 - março (88)

“O mar é um paraíso. Quem já passou uma noite embarcado, olhou o céu estrelado, sabe do que estou falando. Mas, apesar da beleza, o mar é um lugar perigoso. Não é para qualquer um”. Pescador, ator de cinema e cantor, José Maria Alves, natural de Baía Formosa/RN.

Retina

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O lusco fusco

É assim!

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“ Muitos desejam possuir um barco, porém, matam o desejo quando primeiro pensam nos equipamentos que pretendem ter a bordo”

Algumas gotas de sal

9 Setembro (42)

“Onde muitos veem o feio eu enxergo o belo e onde muitos gritam troças eu sussurro poesia. O mar é o ser que me faz enxergar a polidez das coisas diante do infinito palco da natureza e com ele aprendi que a simplicidade é mágica e torna nossa alma livre.”  

As frases e os homens

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“A decisão quando vem maculada da desfaçatez escâncara a pobreza da alma.”

Poderia até dizer que a frase acima havia sido dita por mim em algum momento em que me vi cercado pela incongruência de mentes voltadas para o distorcido uso das ideias do italiano Nicolau Maquiavel, mas não, prefiro achar que ela navega serelepe sobre o grande oceano das palavras que movem o mundo.

Do meu cantinho no cockpit do Avoante costumo parar por longos e deliciosos segundos, minutos ou horas para escutar os sussurros do mundo. Naquele momento tão meu, mas acompanhado atentamente, fielmente e silenciosamente pelos olhares de Lucia, o eco de sons distantes vagueiam ao redor impulsionados pela leveza dos ventos e a cada lufada mais forte sou despertado pelos gritos de ódio e rancor de corações desarmoniosos.

Não sou nenhum privilegiado, porém reconheço que: Olhar para as cidades, que estão cada vez mais envolvidas nos mais bárbaros traumas civilizatórios, quando se está no mar é um conforto.

Dizem que o mundo é dos mais sabidos ou daqueles que tem nas entranhas as armas letais do egoísmo e da vaidade, mas sinceramente não acredito, pois se assim fosse ele não mais existiria.

Para mim o mundo é das almas boas, dos que fazem por amor, dos que vivem na verdade, dos puros de espírito, dos que buscam a felicidade, dos que não veem no dinheiro a solução dos problemas, dos que abominam a guerra, dos que buscam a paz. O mundo e lapidado na rocha maciça da ética, afora isso é apenas ilusão dos que se acham.

Do meu cantinho de observação as cidades não me trazem nenhum encanto. Quisera eu navegar pelos oceanos sem portos, sem amarras, sem destinos e sem nada que me alvoroçasse a alma. O mar me faz mais vivo e me envolve com os melhores sentimentos. Me acolhe sem prometer nada e me amedronta com o simples tremor de suas pulsações. Mas ele é o maior dos seres da natureza, aquele em que ninguém jamais conseguira domar. Eu o respeito por sua grandeza e a ele entreguei meu destino e debruço os meus sonhos.

As cidades não, as cidades são traiçoeiras, desumanas e escamoteáveis. São traçadas e administradas por mentes nem sempre valorosas. São cheias de vontades e promessas vazias. São fontes de batalhas em que a crueldade dita às regras da razão. As cidades não têm face e infelizmente não têm a honradez do mar.

Mais uma vez acordo de meus devaneios cockpitianos e me vejo envolvido pelas maledicências urbanas. Ali em minha frente às vaidades e os desmandos se enfrentavam. De um lado a fúria das marretas destroçava um sonho, do outro, o espanto e o choro de um homem diante de tanta estupidez. Nem os pedidos e os olhares angustiados dos que observavam a cena conseguiram amolecer tanta rudeza daquele ato embrulhado com o papel das ordens ditas oficiais.

Em pouco tempo, o que era uma simples e pequena marina particular, no bairro da Ribeira em Salvador/BA, que há anos acomodava dezenas de embarcações virou um amontoado de escombros fantasmagóricos. O proprietário, que acenava com uma liminar assinada por um juiz de primeira instância, proibindo a demolição, teve apenas o dissabor de ver que nem tudo nesses tempos modernosos vale o que é.

Ainda assisti um secretário municipal se valendo da força endeusada de um cargo público, disparar na televisão com uma voz carregada de impostação: “… a prefeitura não precisa de ordem judicial nenhuma para demolir obras em desacordo com normas…”. Fiquei ali matutando, olhando para o amontoado de casas simples encravadas no alto dos morros que cercavam a paisagem e pensando com meus botões: O que danado ele quer dizer com isso? Sei lá!

Como soam falsas as palavras ditas com negligência. Como são inconsequentes as decisões tomadas no afã de apenas querer fazer o mal. Como é pequena a alma de um administrador público ou privado que recorre ao revanchismo para satisfazer o ego. Coisas das cidades que o mar não acoberta.

O poeta disse um dia uma frase que decora instalações náuticas no mundo todo: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Olhando lá do alto mar a vida em terra sendo travada no extremo da insensatez, fico pensando: Que bom seria se as palavras dos poetas tivessem a precisão de transformar os homens que as aplaudem.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Gotas de água salgada

Mar

O amigo Myltson Assunção enviou essa frase que é uma perola.