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Tradições do mar

viagem no Tranquilidade em 2011 (34)

CONHECENDO O NAVIO

PRAÇAS E COBERTAS

Uns tantos compartimentos são chamados de praças: praça de máquinas, praça d’armas, praça de vaporizadores, etc.

   Os alojamentos da guarnição e seus locais de refeição são chamados de cobertas: coberta de rancho, coberta de praças, etc.

Fonte: mar.mil.br

E agora navegador?

18010027_1233738503414593_8732224621543937981_nEssa imagem periclitante que circula nas redes sociais, que muitos apostam ser verdadeira e outros afirmam que não passa de uma grosseira montagem, e para mim é mais um slide que bem poderia ser exibido em uma sala de aula de navegação. Diz a regra que barcos em rumo cruzado, o que é avistado por bombordo, lado esquerdo, deve dar preferência, ou seja, manobrar para passar por trás do outro, diminuir a marchar, puxar o “freio de mão”, ou simplesmente dar meia volta.  Na imagem mostrada, o navio teria que manobrar e o veleiro seguiria o rumo. Rapaz, discutir essa cena e a regra, sentado numa confortável poltrona e diante de uma telinha brilhante é bom demais. O difícil é estar no mar terrivelmente encrespado, mostrado na imagem, e com um brutamonte navegando em rumo batido e em velocidade de cruzeiro se aproximando. A regra do bom senso do navegante é bem clara para esses casos: Avistou um navio, não tire os olhos dele e manobre sem pestanejar, mesmo que você se ache o rei da cocada preta e todas as teorias, e dizeres das leis, estejam a seu favor.      

Pense numa bronca!

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Ei, olhe eu aqui, viu!

Tradições Navais

03 - março (3)

CONHECEDO NAVIOS E BARCOS

Um navio é uma nave. Conduzir uma nave é navegar, ou seja, palavra vem do latim “navigare”, “navis” (nave) + “agere” (dirigir ou conduzir).

Estar a bordo é estar por dentro da borda de um navio. Abordar é chegar à borda para entrar. O termo é mais usado no sentido de entrar a bordo pela força: abordagem. Mas, em realidade, é o ato de chegar a bordo de um navio, para nele entrar.

Pela borda tem significado oposto. Jogar, lançar pela borda.

Significado natural de barco é o de um navio pequeno (ou um navio é um barco grande…). Mas a expressão poética de um barco tem maior grandeza: “o Comandante e seu velho barco” ou “nosso barco, nossa alma”. Barco vem do latim “barca”. Quem está a bordo, está dentro de um barco ou navio. Está embarcado. Entrar a bordo de um barco, é embarcar. E dele sair é desembarcar. Uma construção que permita o embarque de pessoas ou cargas para transporte por mar, é uma embarcação.

Um navio de guerra é uma belonave. Vem, a palavra, do latim “navis” (nave, navio) e “belium” (guerra).

Um navio de comércio é um navio mercante. A palavra é derivada do latim “mercans” (comerciante), do verbo “mercari” (comerciar).

Aportar é chegar a um porto. Aterrar é aproximar-se de terra. Amarar é afastar-se de terra para o mar. Fazer-se ao mar é seguir para o mar, em viagem. Importar é fazer entrar pelo porto; exportar é fazer sair pelo porto. Aplica-se geralmente à mercadoria.

Encostar um navio a um cais é atracar; tê-lo seguro a uma boia é amarrar, tomar a boia; prender o navio ao fundo é fundear; e fazê-lo com uma âncora é ancorar (embora este não seja um termo de uso comum na Marinha, em razão de, tradicionalmente, se chamar a âncora de ferro – o navio fundeia com o ferro!). Recolher o peso ou a amarra do fundo é suspender; desencostar do cais onde esteve atracado é desatracar; e largar a boia onde esteve é desamarrar ou largar.

Arribar é entrar em um porto que não seja de escala, ou voltar ao ponto de partida; é , também, desviar o rumo na direção para onde sopra o vento. A palavra vem do latim “ad” (para) e “ripa” (margem, costa). Fonte: Marinha do Brasil

Vem ai o Titanic II

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Acho que ninguém que vive ou viveu no mundo até hoje desconhece a história do Titanic, principalmente depois que os atores Leonardo DiCaprio e Kate Winslet engataram uma paixão avassaladora e fizeram fita com os braços abertos tendo como cenário a proa cinematográfica do velho navio. Mesmo quem não assistiu o filme, com certeza, em algum momento, escutou a música my heart will go on, de James Hornes, na voz de Celine Dion. O filme foi um marco para história do cinema. A música e a letra, uma lindeza sem tamanho e é tema na vida de muita gente boa. A história do gigante dos mares deverá ser revivida muito em breve e vamos cruzar os dedos para que dessa vez ela tenha um belo e maravilhoso final feliz. O bilionário australiano Clive Palmer resolveu dar vida ao sonho e investiu uns trocados para construir, na China, uma réplica – não muito perfeita, porque a perfeição naufragou no oceano gelado em 1912 – do gigante preto e branco. O Titanic II deverá sair do estaleiro em 2016, com os mesmos 269 metros de comprimento, mas, dessa vez, bem mais largo. O original tinha 28 metros de boca e a cópia terá 45 metros, com o intuito de melhorar a estabilidade. O interior promete seguir o mesmo desenho, com as divisões de classes, piscinas, banho turco e café parisiense. A rota será a mesma Southampton/Nova York . Os equipamentos de segurança serão reforçados e os botes de salvatagem atenderam a todos os 3.335 passageiros e tripulantes. Na trágica versão original, que foi vendida para o mundo como “inafundável”, os botes atendiam apenas 36% dos passageiros. A segurança do comando será incrementada com os mais modernos equipamentos e seguirá as normas atuais de navegação, muitas delas vieram ao mundo em consequência da tragédia de 1912. As notícias sobre o Titanic II dão conta que 50 mil interessados fazem fila para reviver a história, mas apenas 2.400 terão a alegria, ou tristeza, de contar como foi. Fonte: revista náutica. 

Curiosidade náutica

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Se essa imagem fosse editada e mostrada apenas da meia nau para ré poderíamos até jurar que era uma cidade ou mesmo o pátio de uma grande fabrica, mas esse é o Pieter Schelte, o mais largo navio do mundo com 382 x 117, construído Daewoo na Coreia do Sul.

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Esse gigante dos mares, que custou a bagatela de US$ 1,7 bilhões, navega impulsionado por oito motores de 11,2 megawatts ligados a 13 propulsores de 5,5 megawatts da Rolls Royce. O Pieter Schelte foi projetado para retirar do mar, pela base, uma plataforma de petróleo e levá-la ao porto. Porém, muito em breve o gigante vai perder o posto, porque a empresa que o construiu planeja fazer um ainda maior. Fonte: Gizmodo Brasil.