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Tradições Navais

10 Outubro (155)

Agulha e Bússola

O navio tem agulha, não bússola.

A origem é antiga. As primitivas peças imantadas, para governo do navio, eram, na realidade, agulhas de ferro, que flutuavam em azeite, acondicionadas em tubos, com uma secção de bambu. Chamavam-se calamitas. Como eram basicamente agulhas, os navegantes espanhóis consideravam linguagem marinheira, a denominação de agulhas, diferentemente de bússolas, palavra de origem italiana que se referia à caixa – “bosso” – que continha as peças orientadas.

Fonte: marinha.mil.br

Inspeção naval e a polícia marítima

ad50da85b3c142a3af0e5526b8306821Em 2012, ao comandar um veleiro entre Natal e a Bahia, fui abordado no litoral de Sergipe, a 12 milhas da costa, por um Navio Patrulha da Marinha do Brasil, numa operação padrão de inspeção naval. Fui chamado pelo rádio, pediram-me identificação e em seguida pediram educadamente permissão para uma equipe de inspeção vir a bordo. Perguntei se era para cortar o seguimento do barco, porém, fui orientado a seguir navegando, mas em menor velocidade. Beleza! Folguei as escotas e fui navegando na manha até que a equipe se aproximou e dois inspetores embarcaram. Pediram para ver os documentos, perguntaram nosso destino, Lucia ofereceu um lanche – que foi recusado, agradeceram a nossa presteza, desejaram boa navegada até o nosso destino, informaram que estariam naquelas imediações até por volta da meia noite e se foram. A abordagem aconteceu às 13 horas. Fiquei feliz, confiante no trabalho da Marinha do Brasil e de maneira nenhuma me senti ultrajado. Ao relatar o acontecido em um grupo de velejadores, fiquei surpreso com as reações contrárias e as palavras desabonadoras com relação a essa abordagem, em que muitos acharam, e acham, ser um abuso. Quantas vezes já ouvi reclamações quanto ao trabalho da inspeção naval. Quantas vezes ouvi através do VHF navegantes fazendo alerta aos amigos sobre ocorrência de blitz. Quantas vezes vi colegas fechar o barco e desembarcar para não ser fiscalizado numa ancoragem. Hoje, diante da violência que já descamba para os lados do mar, o que mais se pede nos grupos e clubes náuticos é a criação de uma polícia marítima. Aí eu pergunto: – Para que mesmo? Será que ela não vai ser escrachada e mal falada quando cumprir seu papel? Será que dirão que ela incomoda demais? Será que um dia surgirá uma barqueata com faixas e bandeiras com a frase, abaixo a polícia marítima? Sei lá, somos um povo tão esquisito!    

Marina Aven, na toada do boi

Marina-Noite

A Aven, Associação de Vela e Esportes Náuticos do Maranhão, que ilustrou postagem aqui em Junho de 2012, foi criada com o intuito de reunir os velejadores do Boi Bumbá em um espaço totalmente voltado para o mar. Agora a Aven virou marina e oferece suas dependências para os navegantes que desejarem conhecer o litoral brasileiro de ponta a ponta, ou para aqueles que, seguindo no rumo da venta, tiram uma reta direto para as ilhas caribenhas sem conhecer o que o Brasil tem de bom. A Marina Aven, que disponibiliza 4 vagas no píer e poitas para barcos visitantes, oferece serviço de abastecimento de água, energia, restaurante e bar. Somado a tudo isso, o visitante recebe ainda todo o carinho e atenção dos velejadores maranhenses, que não é pouco. No site da Aven o navegante encontra todas as informações e a rota, com waypoints, para conhecer as belezas de um estado maravilhoso, de cultura riquíssima e que respira o mar.  

Aviso aos navegantes

anima_alturaO mar na costa do nordeste não está prometendo vida fácil para o jangadeiro por esses dias invernosos e os satélites do CPTEC/Inpe anunciam ondas que devem variar entre 2 e 4 metros de altura entre os dias 28/06 e 03/07. Os surfistas estão rindo a toa, mas a Marinha do Brasil alerta aos navegantes de pequenas e médias embarcações para terem parcimônia e observem os avisos meteorológicos. Quem vai ao mar avia-se em terra.

A Ribeira

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O bairro da Ribeira, em Salvador/BA, é um recantinho gostoso em que a água salgada pulsa nas veias de seus moradores e inebria a alma dos felizes visitantes que caminham encantados por largos calçadões a beira mar, vislumbrando e sonhando com o desfile de belas embarcações que oferecem um espetáculo a parte. O pôr do sol da Ribeira é uma pintura da natureza que enche os olhos dos mais céticos dos mortais e me considero suspeito de falar, porque sou um observador abobalhado desse momento ímpar dos fins de tardes. Para o navegante, a Ribeira é um mundo encravado no solo do Senhor do Bonfim, devido a sua localização privilegiada, oferecendo o conforto de seis marinas e dotado de águas tranquilas, mas devido a astúcia dos incautos administradores públicos desse reino benevolente chamado Brasil, com elevados níveis de poluição. Porém, nem por isso deixo de admirar e gosto de ancorar o Avoante por lá e receber o abraço amigo e carinhoso dos que fazem o clube náutico Angra dos Veleiros.

Aviso aos navegantes

8 Agosto (260)

A consideração e o reconhecimento são dois princípios que fazem os verdadeiros homens do mar.