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Amyr, um brasileiro

Amyr Klink - divulgaçãoO navegador Amyr Klink é uma daquelas pessoas irrequietas, porém, que mede e analisa meticulosamente os passos a ser dado. Dono de um invejável currículo escrito sobre as águas dos oceanos do mundo, Amyr é um brasileiro que faz acontecer. Em entrevista ao jornalista Rodrigo Lopes, no jornal gaúcho Zero Hora, o navegador fala do novo livro, Não há tempo a perder, dos seus empreendimentos, dos últimos acontecimentos do cenário político brasileiro, dos novos planos, entre eles o projeto de navegar a passagem Nordeste, que liga o Oriente e o Ocidente pelo Ártico, flerta com polêmicas e abre o verbo sobre o descaso histórico e a ultrajante burocracia com que nossos governantes tratam os assuntos ligados a navegação amadora. Veja a entrevista.      

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O mundo perde um grande navegador

Oleg Belly - capitão gutemberg.blogspot

“O homem do mar deixa pegadas sobre os oceanos que jamais se apagarão”. Oleg Belly, lendário e mitológico velejador, desembarcou do veleiro Kotik para traçar rotas nos oceanos celestiais. Oleg faleceu sexta-feira, 20/05/2016, vítima de câncer. O velejador deixa um legado maravilhoso para a vela de cruzeiro, principalmente para quem pretenda navegar pelo oceano austral. A bordo do Kotik, um veleiro fantástico, ele foi inúmeras vezes a Antártida e era um especialista na travessia do estreito de Drake, um dos mares mais amuados do planeta. Conheci Oleg em Natal/RN no final dos anos 90, quando de minha iniciação no mundo náutico. Ele navegava ao largo da costa do Rio Grande do Norte em direção aos EUA, quando decidiu alterar o rumo e adentrar em Natal para rever e abraçar o velejador Zeca Martino, veleiro Borandá. Ao se aproximar do Iate Clube do Natal, ele, a esposa Sophia e um dos filhos estavam no convés e olhavam para o clube, quando o saudoso marinheiro Galego, que estava fazendo manutenção no alto do mastro de um veleiro no píer do clube, deu o alarme que o KotiK estava pegando fogo e a tripulação não havia notado. Foi um corre corre geral. Naquela época existia uma balsa que fazia a travessia dos automóveis entre a zona leste e norte da cidade do Natal e por sorte existia uma base do corpo de bombeiros em um terminal da Petrobras, nas proximidades do porto. O clube acionou os bombeiros e uma das balsas ficou a espera do caminhão para apagar o incêndio do Kotik, tudo numa rapidez espantosa. O interior do veleiro queimou quase que por inteiro e a única vítima foi o gato de estimação de bordo que morreu queimado. O fogo foi causado por um curto-circuito no motor elétrico que suspende a quilha do veleiro. O Kotic teve que permanecer em Natal por vários meses e Oleg refez pessoalmente todo o interior do barco. A imagem que ilustra essa portagem foi retirada do blog Capitão Gutemberg, onde o autor conta relato de uma viagem feita a bordo do Kotic para a Antártida.    

Sobre barcos

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“O navegador Amyr Klink, em um de seus livros, define barcos como sendo de brinquedo e de verdade. Busco entender as razões para tal definição e me divido entre o sim e o não. Porém, sempre que passo diante do veleiro Meu Velho, no píer do Aratu Iate Clube, me vem a lembrança da frase do navegador e me vejo diante de um barco de verdade.”