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Aviso aos navegantes e afins

7 Julho (119)

Confirmando as informações publicadas aqui, em 01 de agosto, a Marinha do Brasil, através da Diretoria de Hidrografia e Navegação, emite nota a imprensa alertando para as condições de mar grosso, com previsões de ventos de até 40 nós, entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, entre os dias 5 e 7 de agosto. Passando o olho nós gráficos dos institutos meteorológicos, podemos notar que o amuo das forças de Netuno se estenderá um pouco mais e com maior intensidade. 

MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE HIDROGRAFIA E NAVEGAÇÃO

NOTA À IMPRENSA

Niterói, RJ.  Em 4 de agosto de 2019.

A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), participa que a persistência de um sistema de alta pressão sobre o oceano poderá provocar ventos de direção Sudeste a Leste com intensidade até 74 km/h (40 nós) entre os estados de Alagoas e do Rio Grande do Norte, ao sul de Natal (RN), entre o dia 4 à noite e o dia 7 pela manhã. Este sistema também poderá provocar ondas, em alto-mar, de direção Sudeste a Leste entre 3,0 e 4,0 metros nas proximidades do litoral entre os estados da Bahia, ao norte de Salvador (BA), e do Rio Grande do Norte, ao sul de Natal (RN), entre o dia 5 pela manhã e o dia 7 pela manhã. Haverá condições favoráveis à ocorrência de ressaca com ondas de direção Sudeste até 2,5 metros entre Salvador (BA) e Touros (RN), entre o dia 5 pela manhã e o dia 7 pela manhã.  A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor no endereço eletrônico https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-tempo. Adicionalmente, as informações meteorológicas podem ser visualizadas na página do Serviço Meteorológico Marinho no Facebook, no link: https://www.facebook.com/servicometeorologicomb/, e por meio do aplicativo “Boletim ao Mar”, disponível para download na internet, tanto para o sistema Android quanto para iOS, desenvolvido em parceria entre a Marinha do Brasil e o Instituto Rumo ao Mar (RUMAR). Alerta-se aos navegantes que consultem essas informações antes de se fazerem ao mar e solicita-se ampla divulgação às comunidades de pesca e esporte e recreio.

Contato:  Assessoria de Comunicação Social da Diretoria de Hidrografia e Navegação

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O que eu uso

Enseada de Garapuá BaEnseada de Garapuá CCD GoldEnseada Garapuá BlueChart Carta oficialQuando me perguntam qual o melhor programa de carta náutica digital que conheço, não pisco nem o olho para responder: CCD Gold. Claro que muitos hão de discordar, porque cada um tem suas preferencias, razões e justificativas, mas para mim não existe nada mais perfeito para a navegação amadora, principalmente no litoral entre a Argentina e a cidade do Natal/RN. O Clube de Cartas Digitais – CCD Gold, fundado pelo argentino Rodolfo Larrondo, tem o propósito de corrigir a lacuna existente entre as cartas náuticas oficiais, que priorizam basicamente a navegação comercial, coletando informações – extremamente precisas – levantadas por inúmeros navegantes amadores. Para se aventurar em pequenas enseadas, barras, canais e rios o navegante amador, ao utilizar as cartas oficiais, navega praticamente as cegas devido aos detalhes do desenho da costa estarem mal representados. Veja nas imagens acima a enseada de Garapuá, litoral sul da Bahia: A primeira imagem é do Google Earth; A segunda é da Carta CCD Gold e a terceira é o mostrado em outro programa que utiliza a carta oficial.

Itacaré GoogleearthItacaré CCD GoldItacaré Carta oficial

Nessas imagens de Itacaré/BA, temos mais um flagrante do que acontece quando não estamos utilizando um programa de qualidade. A última imagem é de um GPS que utiliza a carta digital oficial. Claro que os novos modelos já trazem cartas bem atualizadas e quem navega em baías, rios e portos de interesse da navegação comercial não sente o problema com maior ênfase, mas basta se aproximar das margens para que se acender uma luz amarela na cuca. As informações da CCD Gold são atualizadas a cada ano, ou quando surgirem, que é uma raridade, possíveis erros. O Clube não tem fins lucrativos, mas os interessados em adquirir a carta paga uma taxa para cobrir custos de elaboração e atualização permanente. Na Bahia o representante oficial é o velejador Michael Gruchalski, (71) 99879797. Saiba mais acessando matéria, de 2008, no blog Popa.com.br e o link: CCDGPS.

Uma declaração surpreendente de um secretário estadual de turismo

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Uma declaração do secretário estadual de Turismo do Rio Grande do Norte durante um encontro na Companhia Docas do RN para incluir Natal em uma rota de navios de cruzeiro entre Portos do nordeste, traduz um pouco da linguagem existente entre nossas autoridades e que faz o universo náutico brasileiro ser tão sem importância, discriminado e com horizontes nebulosos. O secretário que é empresário do ramo hoteleiro e presidente da Associação Brasileira da Industria de Hotéis, foi um dos debatedores do encontro proposto pela Associação Brasileira das Empresas de Cruzeiros Marítimos (Abremar), e quando chegou sua vez de falar partiu para logo para o ataque numa declaração surpreendente: “Eu acho que é uma concorrência desleal com a rede hoteleira. Hotel paga ISS e ICMS e gera 350 empregos, no meu caso, e mais de 10 mil empregos em Natal. Navio não paga ISS, só ICMS e não gera nenhum emprego”. Na entrevista apos o encontro a assessora de imprensa da Abremar lembrou que o navios de cruzeiro geraram 15 mil empregos em 2014. O secretário respondeu que em Natal não havia gerado nenhum e foi quando a assessora perguntou se ele estava ali na condição de presidente de hotel ou com secretário de Estado. Resposta: – Como secretário também. E como secretário, sou contra esse projeto porque dá prejuízo de R$ 300 milhões. Assessora de imprensa: – Prejuízo na sua conta ou na do Estado? Resposta: – Na do Estado. Li a matéria assinada pelo jornalista Dinarte Assunção, publicada no site Portal no Ar, abismado, e fiquei matutando com meus botões: Se um secretário estadual de Turismo diz uma coisa dessas e se posiciona contrário a um setor que movimenta milhões de dólares e que recentemente recebeu fortunas em investimentos governamentais somente nos modernosos terminais de passageiros, imagino o que ele diria se alguém fosse lhe pedir incentivo para projetos de instalação de marinas públicas para apoiar a vela de cruzeiro.    

Navegação amadora – II

1 janeiro (63)

Prosseguindo nos caminhos que traçam as normas da autoridade marítima que regula a navegação amadora, veremos um resumo do que está estabelecido. É preciso dizer que tudo o que está contido nos escritos abaixo foram copiados da Normam 03, Capítulo 1 – Item 0107

 

RESUMO DO ESTABELECIDO NA NORMAM  

a) Construção e Alteração de Embarcações

Para construir uma embarcação com comprimento maior ou igual a 24m, ou iate, é obrigatório obter uma Licença de Construção através Capitania dos Portos local. Para embarcações menores, não há tal exigência, bastando a apresentação de determinados documentos para que a embarcação seja regularizada (Capítulo 3). Não é permitido introduzir alterações nas embarcações com comprimento maior ou igual a 24m, ou iates, sem autorização (o Capítulo 3 descreve as providências – 1-3 – NORMAM-03/DPC Mod 18 necessárias para a obtenção dessas licenças).Para as demais, conforme o caso, será necessário apenas apresentar determinados documentos para regularizar as alterações efetuadas.

b) Inscrição e Registro

As embarcações devem ser inscritas nas CP, DL e AG, adotando-se a inscrição simplificada para as embarcações com comprimento menor ou igual a doze metros e embarcações miúdas motorizadas. As embarcações miúdas estão definidas no item 0108. Para os iates, ou seja, embarcações com comprimento maior ou igual a 24 metros e com arqueação bruta (AB) maior que 100, é obrigatório o Registro no Tribunal Marítimo (os documentos necessários e demais exigências constam do Capítulo 2).

c) Termo de Responsabilidade

É o documento formal necessário à inscrição da embarcação, através do qual o proprietário assume o compromisso legal de cumprir todas as normas de segurança previstas. (Capítulo III – item 0341).

d) Classificação das Embarcações

Ao ser inscrita, a embarcação será classificada de acordo com suas características e emprego previsto, da seguinte maneira (Capítulo II – item 0215):

1) Para Navegação Interior, isto é, aquela realizada em águas consideradas abrigadas, dentro dos limites estabelecidos pela Capitania local para esse tipo de navegação;

2) Para Navegação de Mar Aberto, a que é realizada em águas marítimas consideradas desabrigadas.

e) Áreas de Navegação

Para os efeitos de dotação de equipamentos de navegação, segurança e salvatagem, nível de habilitação de quem a conduz e para atendimento de requisitos de estabilidade deverão ser consideradas as seguintes áreas onde está sendo realizada a navegação:

1) Navegação Interior 1 aquela realizada em águas abrigadas, tais como lagos, lagoas, baías, rios e canais, onde normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas que não apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações (Arrais-Amador, veleiro ou motonauta)

2) Navegação Interior 2 – aquela realizada em águas parcialmente abrigadas, onde eventualmente sejam observadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais, tais como vento, correnteza ou maré, que dificultem o tráfego das embarcações (Arrais-Amador, veleiro ou motonauta);

3) Navegação Costeira – aquela realizada entre portos nacionais e estrangeiros dentro do limite da visibilidade da costa, não excedendo a 20 milhas náuticas (Mestre-Amador);

4) Navegação Oceânica – também definida como sem restrições (SR), isto é, aquela realizada entre portos nacionais e estrangeiros fora dos limites de visibilidade da costa e sem outros limites estabelecidos (Capitão-Amador).

f) Dotação de Material de Navegação, Segurança e Salvatagem

Independente da dotação de materiais mínimos estabelecidos por esta norma, é responsabilidade do comandante dotar sua embarcação com o material de navegação, segurança e de salvatagem compatível com a singradura que irá empreender e com o número de pessoas a bordo. A dotação de material de navegação, segurança e salvatagem encontra-se discriminada no Capítulo 4 e resumidos nos itens 0435, 0436, 0437 e 0438.

g) Habilitação

As exigências de nível de habilitação para conduzir embarcações de Esporte e Recreio são:

1) Veleiro – para embarcações miúdas à vela, empregadas em águas interiores;

2) Motonauta – para as moto aquáticas, empregadas em águas interiores;

3) Arrais-Amador – para qualquer embarcação dentro dos limites da Navegação Interior;

4) Mestre-Amador – para qualquer embarcação na Navegação Costeira;

5) Capitão-Amador – qualquer embarcação, sem limitações geográficas. Para obter essas habilitações, o interessado deve inscrever-se nas Capitanias para os exames pertinentes, conforme estabelecido no Capítulo 5, ou em órgão ou entidade que venha a ser credenciado pela DPC para esse fim. As Carteiras de Habilitação expedidas por autoridades marítimas estrangeiras são aceitas no Brasil.

h) Clubes Náuticos e Marinas

A norma estabelece também que os Clubes Náuticos e Marinas devam ser cadastrados e que devam cumprir determinadas exigências, tais como, manter o registro das embarcações filiadas, manter controle de saída e chegada, prover determinadas facilidades (o Capítulo 6 detalha esses aspectos).

i) Regras Específicas das Capitanias:

Regras específicas são estabelecidas nas Normas e Procedimentos para as Capitanias dos Portos/Capitanias Fluviais, NPCP/NPCF. Elas determinam as prescrições locais de cada Capitania que devem ser observadas, entre as quais se destaca a fixação dos Limites da Navegação Interior. Essas NPCP/NPCF determinam também os procedimentos a serem adotados para a realização de regatas e outros eventos náuticos, definindo o que deve ser providenciado, caso possam interferir com a Segurança da Navegação e para garantir o apoio aos participantes. Estabelecem obrigatoriedade de informação, por meio de modelo próprio, de toda saída e chegada de embarcações de suas bases, os procedimentos para Salvaguarda da Vida Humana, a utilização de dispositivos rebocados, aeronaves que pousam n’água, operações de mergulho Amador, aluguel de embarcações e permanência de embarcações estrangeiras.

Lembre-se sempre que a segurança da navegação, a salvaguarda da vida humana no mar e a prevenção da poluição no mar não são responsabilidade única da Marinha do Brasil, cabendo a todos que, direta ou indiretamente, estejam envolvidos com a navegação. Assim, é de suma importância que o navegador Amador, clubes náuticos, marinas, entidades desportivas, empresas locadoras de embarcações e outras, estejam conscientes de suas responsabilidades para com a navegação segura e a preservação da vida humana no mar.

Resultado da prova de Capitão Amador – Abril 2014

 A DPC – Diretória de Portos e Costas anunciou a relação dos aprovados na prova de 25 de Abril de 2014 em que Noventa (90) candidatos obtiveram êxito. Veja no link, Novos Capitães, se o seu nome está entre os aprovados. Aos novos Capitães damos os parabéns e desejamos que novos sonhos e horizontes sejam descortinados na proa de suas embarcações.

Defesa na Copa – Aviso aos navegantes

Segurança e defesa cibernética Para quem acha que a postagem anterior, Atuação da Marinha do Brasil durante a Copa do Mundo, é mais uma das muitas lendas que pulalam em torno da Copa 2014 para trazer incertezas e mal estar, publico abaixo o comunicado que a Capitania dos Portos de Pernambuco fez circular entre os Clubes Náuticos, Agências Marítimas e Colônias de Pesca. Faço uma observação para as interdições assinaladas no item 2 do Comunicado, que se referem as manobras do navio de passageiro MSC Divina, um gigante de 333 metros de comprimento e quase 68 metros de altura, que foi motivo da crônica, A Copa e a Ponte, postado aqui em 14 de Abril. O navio que trará torcedores mexicanos para assistir os jogos em Natal/RN, onde jogará a seleção deles, pretendia atracar no Porto da capital potiguar, mas pelo bem da segurança da navegação e conforto aos passageiros o rumo foi alterado para a capital do Frevo, causando ciumeira, falatório e discursos inflamados entre autoridades norteriograndeses.    

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Um bom programa para quem é do mar

logo simpósioVem ai a XII edição do Simpósio de Segurança do Navegador Amador no Rio de Janeiro, que vai acontecer na Escola Naval, de 4 a 6 de Outubro. O Simpósio tem por objetivo transmitir noções de segurança aos navegantes amadores através de palestras e demonstrações práticas. Um dos eventos do Simpósio será a aplicação de provas para Arrais, Mestre, Motonauta e Capitão Amador. Entre os palestrantes estão: Aleixo Belov, Amyr Klink, Axel Grael, Beto Pandiani, Carlos Brancante, Marçal Ceccon, Vilfredo Schurmann e Lars Grael. É um excelente programa, principalmente para aqueles que estão nos Estados do sudeste e seria muito bom que a organização da Refeno incluísse o Simpósio nas edições futuras.