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Polícia do Pará prende assassino de Peter Blake

sir-peter-blake-no-rio-de-janeiroO caso Peter Blake, velejador neozelandês assassinado no Amapá, em 2001, ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira de cinzas, 14/02, e pelo que conhecemos do nosso benevolente, permissivo, ou sei lá o que sistema jurídico, por aí vem mais coisas vergonhosas. A polícia do Pará prendeu, durante uma revista de rotina, o assassino condenado a 35 anos, porém, foragido há 16 anos. O neozelandês, considerado o maior velejador do mundo, bicampeão da America’s Cup, na época do crime liderava uma expedição científica a bordo do veleiro Seamaster, que percorreria várias partes do planeta, inclusive os rios da Amazônia. Numa ancoragem em Macapá, o Seamaster foi invadido pelos bandidos e durante uma troca de tiros, o velejador, que tinha uma arma a bordo, foi morto. O crime repercutiu no mundo inteiro, criou embaraço para o governo e até hoje mancha a história da náutica brasileira. Fonte: G1         

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Tradições navais

10 Outubro (182)

CORDA E CABO

Diz-se que na Marinha não há corda. Tudo é cabo. Cabos grossos e cabos finos, cabos fixos e cabos de laborar…, mas tudo é cabo.

Existem porém, duas exceções:
– a corda do sino e
– a dos relógios

Fonte: site mar.mil.br

Uma viagem para poucos – IV

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Caro tripulante desse Diário, juro que não pensei que essa história iria se estender tanto e ao acrescentar o número quatro após o título me dei conta do tamanho da encrenca que estou tentando descrever sem deixar você cansado. Já recebi alguns e-mails de amigos querendo que eu adiante os fatos e parta logo para os finalmentes, mas não é bem assim, pois a vida precisa de calma para ser vivida e o melhor dela está nas entrelinhas.

Encerrei o capítulo três aproado no rumo da praia de Caiçara do Norte/RN, uma das mais belas praias do litoral potiguar. Rumamos para lá na esperança de reabastecer os tanques de combustível do Argos III, porque até ai não conseguimos abrir as velas em nenhum momento da viagem. Bem que poderíamos tentar, mas isso tornaria a navegada um pouco mais desconfortável do que já estava, além de que, tínhamos data para chegar a Cabedelo/PB.

Chegamos a Caiçara no finzinho de uma bela tarde emoldurada com um esplendido pôr do sol. Jogamos âncora umas três vezes e em nenhuma delas tivemos sucesso. O vento estava forte e o fundo de areia dura não permitia que a âncora unhasse. Um pescador indicou uma poita de um barco de pesca e afirmou que não teríamos problemas, porque era um ferro muito pesado. Continuar lendo