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hipocrisia ambiental

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Desde que enveredei pelos rumos da navegação não consigo olhar para essa paisagem sem vê-la emoldurando uma bela e movimentada marina, porém, a palavra “marina” é sinônimo do “coisa ruim” para a turma que cuida das regulamentações ambientais e dos pseudos dublês de ecologistas. – O que? – Marina? – Sai pra lá satanás!  É assim que agem os “defensores” das coisas da natureza, sem nem sequer dá uma passada de vista no projeto. Pois bem, essa paisagem é talvez um dos pontos turísticos mais fotografados do Rio Grande do Norte e um dos mais afamados portais do turismo potiguar, se bem que nos dias de hoje a fama anda meio cabisbaixa. A bela e mágica Ponta Negra, praia cantada em verso e prosa, hoje é apenas uma sombra desfigurada de um passado brilhante. Da antiga e tranquila praia de veraneio, das pescas de arrastão, das jangadas, das ciobas, dos caícos, das serenatas ao luar e da velha e boa vila dos pescadores, só sobraram as lembranças. Ambientalmente Ponta Negra é um caos!  E olhem que a praia é berço e parque de diversão de quase todos os movimentos ecológicos que atuam em Natal. No nariz dos “fiscais da natureza” – os mesmos que um dia gritaram, espernearam e fizeram birra, contra a construção de edifícios que impediriam a vista que eles tinham da praia – construíram um calçadão, mais agressor impossível. Fincaram hotéis e  restaurantes praticamente na areia. Esgotos escorrem a céu aberto e desaguam no mar. E para fincar a estaca no coração, despejaram toneladas de pedra sobre a faixa de areia para preservar o mais cruel agressor, o calçadão. Agora vejo nas folhas de notícias que o Idema – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, vários órgãos e ONGs que “fiscalizam” o meio ambiente, se reuniram para discutir propostas – cada uma mais estapafúrdia do que a outra – que visem conter o avanço do mar e consequentemente preservar o calçadão invasor. Hipócritas! Netuno, mostre a eles sua força e exija respeito! – E quanto a marina? – Vixe, deixe quieto, pode não senhor!      

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