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Da mesa dos deuses

12 Dezembro (221)

A Moqueca de Banana com Camarão é uma das especialidades de Lucia na cozinha e sinceramente eu sou suspeito para falar, pois como diz minha Mãe: “– Tudo que Lucia faz eu digo que é bom”. E apois! Ela aprendeu a receita da moqueca de banana em nossa primeira ida a Baía de Camamu e num passeio que fizemos para conhecer a Barra do Sirinhaém. Quem ensinou foi a saudosa Dona Lourdes, proprietária de um restaurante no local e que servia esse prato como carro chefe de sua cozinha. Lucia – comunicativa e indagadora como boa cearense – provou o prato, detalhando os ingredientes, e depois do almoço foi até a cozinha do restaurante pedir para Dona Lourdes ensinar os segredos. Não deu outra! Lucia incrementou o camarão a receita e o resultado foi saborosíssimo. Certo dia ela soube que o programa de Ana Maria Braga estava fazendo chamadas para o quadro Mande sua Receita e as melhores seriam produzidas ao vivo. A receita foi enviada e constou no site do programa. No final de 2015 Lucia fez a moqueca em três oportunidades e em cada uma delas saiu com uma configuração diferentes: Um dia foi só banana; no outro, banana com robalo e no terceiro, Banana com Camarão. Foi difícil saber qual ficou mais delicioso, porém, se você quiser provar um deles aí vai a receita:

MOQUECA DE BANANA COM CAMARÃO

– INGREDIENTES:

6 Bananas da Terra, maduras cortadas em rodelas;

400g de camarão fresco sem casca;

1 cx de leite de coco;

suco de três limões;

1 cebola grande, 2 tomates, 1 pimentão – todos cortados a gosto;

1 xícara de coentro e cebolinha;

uma pimenta de cheiro, duas pimentas malaguetas, um dente de alho socado;

1 colher de chá de pimenta do reino moída;

2 colheres de sopa de azeite de oliva;

2 colheres de sopa de azeite de dendê.

– MODO DE FAZER:

. Reserve o leite de coco e os camarões.

. Em uma panela coloque os outros ingredientes, misture bem, deixe descansar no mínimo por 30 minutos.

. Coloque o leite de coco e ponha no fogo. Deixe cozinhar até as bananas ficarem macias. Acrescente os camarões e azeite de dendê. Quando os camarões ficarem rosa, retire do fogo.

. Sirva acompanhado com arroz e farofa.

Bom Apetite!!!!

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Eita mundo pequeno – Fim

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Mauricio e Simone concluíram a marinização, aliás, eles já chegaram a bordo do Avoante marinizados, pois foi essa a impressão que tive desse casal gente boa e que me fez relembrar bons momentos de um passado que considerava distante. Foi uma semana de aprendizado que passou como um raio pela Baía de Todos os Santos. Apontamos a proa do Avoante em várias direções e em todas elas tivemos as mais diversas situações de ventos e correntes marinhas, que mostraram quão diversa e a navegação na terra abençoada pelo Senhor do Bonfim.

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Navegamos pelo Canal Interno da ilha de Itaparica nos esbaldando com uma paisagem de encher os olhos, numa velejada de encantar o mais cético dos mortais. Passamos por apetitosos fundeadouros até chegar a tranquilidade de uma prainha bonita chamada de Catu. Foi lá que jogamos o ferro e para passar uma noite iluminada por uma bela lua crescente.

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Foi numa Catu tão cercada de um verde exuberante que abrimos a mente para estudar os meandros de uma Carta Náutica e repassar teorias sobre a vela de cruzeiro no Brasil e no mundo. Visitamos latitudes e cruzamos longitudes para ter a certeza que estávamos no caminho certo, mas me surpreendi mesmo com o interesse demostrado pelo casal em fazer valer os conhecimentos aprendidos, o que me levou a ter a certeza que em breve teremos mais dois cruzeiristas cruzando os mares.

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Depois de uma semana do curso/charter, para fechar com chave de ouro, Lucia tirou da cartola uma deliciosa Moqueca de Banana com Camarão que fez Simone e Mauricio ficarem rindo a toa e, com certeza, tendo vontade de voltar muito em breve. 

  

Uma vidinha assim

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Nessas nossas navegadas pelas águas que banham a Baía de Todos os Santos uma das boas coisas são os encontros com amigos nos muitos locais de fundeio que compõem o cenário maravilhoso. A ilha de Itaparica funciona como uma grande base de encontro e é onde podemos trocar informações e saber das últimas novidades, num ambiente eclético, irreverente e bem distante das regras que regem os clubes náuticos.

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Lá podemos mariscar os famosos chumbinhos, ou papa-fumo, e incrementar uma deliciosa receita de espaguete ou outra qualquer que venha dar na telha. Tudo é motivo para encontro com os amigos ou mesmo incluir novos ao rol das amizades.

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Quem não tiver a fim de quebrar a cabeça com as receitas ou mesmo colocar a mão na lama em busca dos pequenos mariscos, pode sentar numa mesa dos muitos restaurantes que cercam a pracinha, ou o Mercado Central, e se deliciar com uma saborosa moqueca acompanhada de uma cerveja bem gelada a preços bem populares e interagir com os nativos. Sempre surge um bom papo.

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Mas se a intenção for mesmo ficar a bordo e aproveitar o que essa vida de velejador tem de melhor, o livro de receitas, combinado com a fartura de chumbinhos da Coroa do Limo, passa a ser um sucesso. Principalmente quando estamos acompanhados de bons amigos, como nesse encontro etílico-gastronômico a bordo da escuna Morena, do comandante Sampaio.

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O mais, é curtir a paisagem e apreciar o quadro mágico da natureza que se renova a cada momento.

É da Ilha de Maré

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Essa é das boas! Essa saborosa moqueca baiana nos foi servida no Bar do Mano, na famosa Ilha de Maré e um dos bons redutos náuticos da Baía de Todos os Santos. Ancoramos por lá como quem não quer nada e logo chegou um rapaz numa canoa a motor perguntando se queríamos ir em terra. Na hora ficamos em dúvidas se aproveitaríamos o cockpit do barco ou iriamos aceitar o convite do canoeiro. Lucia, para variar, decidiu que iriamos e fomos.

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O canoeiro nos levou ao Bar do Mano, que era seu pai, e depois de lavar a goela com uma cerveja estupidamente gelada, pedimos, para experimentar, uma salada de Peguari. Peguari é um molusco que vive dentro desses búzios: Strombus pugilis.JPG que enfeitam muitas casas pelo litoral brasileiro. Essa foto eu fui pescar lá no Wikipédia apenas para ilustrar o post. Tem sabor e consistência que lembra a lula e que na Ilha de Maré é servido como  moqueca e salada, que foi o que escolhemos. E dizem que é um excelente afrodisíaco.

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Como velejador forma um grupo unido e quando se reúne a ordem é comemorar, enquanto fazíamos o nosso pedido chegou a tripulação do veleiro Divã e assim formamos uma grande confraria ao sabor de Peguari, moqueca e muito bate papo acompanhado e servido pela simpatia do dono da casa.

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Lucia, que não deixa barato, ainda foi conhecer na cozinha a mulher do Mano, Dona Raimunda, que mesmo sem querer teve que posar para uma foto.

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Na Ilha de Maré é assim: Barco ancorado em frente ao bar e muita amizade e simpatia para nos agradar.

Mais uma do caderninho de receitas do Avoante

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Não me levem a mal se vocês procuram o nosso blog com o intuito de se aprofundar nos assuntos de velejadas em um barco de oceano, ainda mais sabendo que moramos a borco do Avoante há vários anos, mas tem alguns assuntos que tenho a obrigação de contar por aqui e a gastronomia é um deles. 

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A moqueca baiana entrou no caderno de receitas do Avoante desde a hora em que aportamos com o Avoante em frente a ilha de Campinho, na belíssima baía de Camamu/BA, em janeiro de 2005, início de nossa jornada a bordo. Por falar em Camamu, aquilo lá é o lugar mais bonito do mundo.  Mas nesse post eu não vou contar mais nada além disso, pois já estou com um delicioso texto saindo do forno. Por enquanto vou apenas encher os olhos de vocês com essa noitada baiana que Lucia preparou na casa dos amigos Sandra e Vinício Gama em que até eu fiquei surpreso. O vatapá estava muito acima da média! 

Nessa panela de barro estava a moqueca de Peixe com Camarão de fazer inveja a muita baiana arretada.

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A cara de Vinício, enquanto Sandra preparava o prato, era de quem pensava assim: Pelo amor de Deus, isso está bom demais!

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Mais satisfeitos estavam Iraneide e Eudes, apreciadores de carteirinha das receitas de Lucia.

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E para deixar esse post com uma imagem de dar água na boca, como fazem os grandes chefes de cozinha, ai está a foto do prato pronto que eu não me cansei de reperir algumas vezes.