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Uai! Parte 3

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“… Eu nasci no celeiro da arte/No berço mineiro/Sou do campo, da serra/Onde impera o minério de ferro…” Paula Fernandes

Se existe um lugar que não falta o que fazer esse se chama Belo Horizonte, cidade emoldurada pela Serra do Curral e elevada 852 metros acima do nível do mar. A capital mineira, no alto dos seus 119 anos, é um labirinto de cultura e história tão rico como as minas de ouro e diamante que lhe trouxeram riquezas. Não vá a BH, como ela é carinhosamente chamada, pensando apenas nos 14 mil botecos e nos milhares de restaurantes que oferecem cardápios que botam por água abaixo o mais xiita regime alimentar. Vá também, e calçado com um bom par de “conga”, com vontade explícita de bater pernas por museus, igrejas, praças e ruas, pois se não for assim, você vai ficar em divida com sua consciência. Consciência pesada é a peste!

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No terceiro dia de nossa viagem pelas paragens mineira, tiramos para conhecer um pouco da história da capital e sendo assim, desembarcamos em plena Praça da Liberdade, onde as coisas acontecem, e ficamos na indecisão de todo turista quando se vê cercado por tantos monumentos históricos. A Praça em si já é dotada de uma altivez sem igual e a cada ângulo visado os nossos brilham de encantamento. Jardins bem cuidados, pessoas passeando, outros apenas sentados nos bancos em longos e animados bate papo. Os que procuram uma vida mais saudável gastando o solado em suadas corridas e caminhadas. Alguns apenas olhando o mundo em volta e nos ali tentando entrar no clima de uma cidade convidativa, exuberante e com um sotaque arretado de ouvir.

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Como em um jogo de par ou ímpar, escolhemos o nosso primeiro destino nas cercanias da Praça e mergulhamos nos salões do Centro Cultural Banco do Brasil, um imponente prédio inaugurado em 1930 para servir de instalação para a Secretaria de Segurança e Assistência Pública, porém, o órgão foi extinto na data da inauguração. No mesmo ano de 1930 o prédio passou a ser sede do Comando Geral das Forças Revolucionárias. Tempos depois acomodou a Secretaria de Defesa Social e a Procuradoria Geral do Estado. Em 2009 foi iniciada ampla reforma e em 2013 foi inaugurado o Centro Cultural Branco do Brasil que tivemos a alegria de visitar.

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Com amplos corredores e salas com um acervo espetacular, o museu ocupa uma área de 8 mil metros quadrados e diante de tantos e relevantes registros históricos, fica quase impossível apressar o passo. O resultado é que o relógio anda e a gente fica perdido entre o que ver após sair de lá. Ainda mais que eu me ative com a amostra do artista Nuno Ramos, intitulado “O Direito à Preguiça”. Claro que não é o que você está pensando, foi apenas que gostei.

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Novamente de volta aos bancos da Praça, miramos na fachada de um prédio localizado na esquina da Alameda da Educação com a Gonçalves Dias, caminhamos em sua direção e descobrimos ser o Memorial Minas Gerais – Vale, mais um museu incrivelmente encantador e que leva o visitante a conhecer um pouco mais sobre a história e as características do Estado.

20160526_113344O prédio, inaugurado em 1897 para ser a Secretária de Estado da Fazenda, por si só já é uma coisa de ser admirada de boca aberta e a história contada de forma interativa nos 31 espaços do museu nos deixa babando. Descobrimos que foi naquele espaço que foi lançada a pedra fundamental de Belo Horizonte. De sala em sala, de corredor em corredor e de escada em escada vislumbramos as obras de Guimarães Rosa, Carlos Drummond, Milton Nascimento, Sebastião Salgado e outros mineiros famosos.

20160526_11335920160526_113439Passeamos pelo panteão da política mineira, pelo ativismo dos heróis da inconfidência, pelos anais da construção da cidade, pela riqueza do ciclo do ouro, dos diamantes, arregalamos os olhos e rimos com as incríveis lendas urbanas e sentimos a força da fé que protege um povo. Toda a história mineira está apresentada e representada nos salões do Memorial e a vontade era de permanecer horas infinitas escarafunchando tudo nos pormenores, mas o relógio não parava, a fome apertava e ainda tínhamos muito a caminhar e conhecer.

20160526_113554E agora? Vamos prá onde? Lucia bate o pé e diz querer conhecer o Museu de Arte Popular Cemig. Vamos! Não vamos! – E a fome? – É bem ali do outro lado! – Então vamos, mas bem ligeirinho! – E os outros museus e obras do Circuito Liberdade? – Vai ficar para outra vez, pois dá tempo não!

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O folheto anuncia que o Museu de Arte Popular é um mergulho na cultura de raiz e fica na Rua Gonçalves Dias, 1608, parede e meia com a Praça da Liberdade. Caminhamos até lá e demos com o nariz na porta, pois estava fechado. Lucia ficou entristecida e para compensar, decidimos ir ao Mercado Central para pegar o rango e conhecer um pouco de sua fama.

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“… Meu caminho primeiro/Vi brotar dessa fonte/Sou do seio de Minas/Nesse estado, um diamante…”

Nelson Mattos Filho/Velejador

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Sergipe – Um litoral que merece muito mais

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Foi com uma pontada de alegria que li uma manchete no blog e-Turismo, editado pelo jornalista Antonio Roberto Rocha, no jornal potiguar Tribuna do Norte, periódico que acolhe todos os domingos a coluna Diário do Avoante. A manchete diz assim: Sergipe quer apoio do Ministério do Turismo para píer, atracadouro e esculturas no rio que banha Aracaju. No corpo da matéria, que inicia falando de um encontro entre o governador sergipano e o ministro do turismo para tratar dos festejos juninos e manifestações culturais, entrou o tema náutico como fonte de incentivo aos anseios do progresso. Foi ai que minha alegria se transformou na velha certeza de que nossos governantes realmente desconhecem o poder que tem o mar como fonte de riquezas turísticas. O píer pretendido pelo governo, as margens do Rio Sergipe,  é para criar um novo cartão postal para a cidade. Diante dele, no meio do rio, serão plantadas oito esculturas de personagens do folclore sergipano. A ideia é louvável e acho mesmo que o Rio Sergipe merece essa repagina. As imagens que abrem essa postagem foram feitas no povoado de Pontal, as margens do Rio Real, e do alto da ponte Gilberto Amado, que cruza o Rio Piauí. Do alto da ponte retratei a Barra de Estância, uma barra larga, instigante e que deixa muitos velejadores de cruzeiro com água na boca. Já adentrei essa barra em duas oportunidade com o Avoante e me declaro um apaixonado pelas belezas que compõem aquelas pairagens que denomino de Explosão de Beleza. Não consigo uma definição melhor!

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Pois bem, o Governo de Sergipe deve mesmo apostar no píer do cartão postal, mas poderia também estender suas apostas para transformar o litoral de Sergipe em um novo ponto de atracação para veleiros de todo o mundo. Todos que navegam a costa brasileira olham com olhos de pidão para a costa sergipana, mas infelizmente suas barras são rasas, difíceis, desaconselháveis, porém, incrivelmente desejáveis. Não precisaria muito além de dragagem e balizamento, pois a divulgação seria feita no boca a boca entre os velejadores e tenho certeza do sucesso. Os rios que compõem o estuário do Rio Real são todos navegáveis e isso pude comprovar nas vezes em que estive por lá com o Avoante. Naveguei por mais de 7 milhas entre os rios Real, Piauí e Priapu até jogar ferro em frente ao povoado de Terra Caída. Quando os amigos do mar sabem que adentrei ali – muitos conhecem como Mangue Seco – me procuram em busca de mais informações e até dos waypoints de entrada, porém, toda a rota que fiz em 2009 passou a ser desautorizada pela natureza, que a cada período do ano modifica o formato e o local dos bancos de areia. Sergipe, com um litoral tão belo e dotado de rios encantadores, é o único estado do litoral brasileiro que não recebe regularmente veleiros de oceano. Taí um bom tema para a próximo encontro do governador com o ministro do turismo. As duas últimas imagens são de canoas do município de Indiaroba, as margens do Rio Real, e coberturas para pequenas embarcações no povoado de Terra Caída.      

Simpósio sobre Turismo Náutico foi um sucesso

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O simpósio, Turismo Náutico: Conciliando desenvolvimento e sustentabilidade, promovido pela Fecomércio, cravou a pedra fundamental num assunto que há muito o Rio Grande do Norte e a cidade do Natal navegam em arribada. Os palestrantes Axel Grael, presidente do Instituto Grael, e Ricardo Moesch, coordenador geral de serviços turísticos do Ministério do Turismo, esbanjaram conhecimentos e  indicaram novos rumos a serem seguidos. A Marina de Natal e o turismos náutico em veleiros de cruzeiro foram os assuntos mais discutidos e que renderam os mais calorosos debates, levando todos os presentes a pensar positivamente sobre o assunto. O velejador Axel Grael falou da importância dos projetos sociais voltado para a vela e o sucesso do Projeto Grael. Até o Projeto Navegar, que outrora já foi implantado em Natal e hoje não passa de uma intenção que não  vingou, foi assunto do simpósio da Fecomércio. Axel Grael falou da importância do Projeto Navegar na área social e da necessidade dele acontecer, porque ele não é apenas uma escolinha de vela, o objetivo maior é transformar a vida de crianças carentes e desassistidas abrindo-lhes novos horizontes. Hoje os barcos e equipamentos do Projeto Navegar, que foram trazidos para Natal, estão dentro de um galpão nas dependências do Iate Clube do Natal a espera de uma melhor sorte. Diante de tantas autoridades, empresários, estudantes e profissionais de várias áreas que estavam presentes, senti a falta de representantes da Marinha do Brasil e do Iate Clube do Natal, que, com certeza, enriqueceriam o debate. Parabéns a Fecomércio pela iniciativa e aos palestrantes pelo brilhantismo.