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Passeio de jet no litoral potiguar termina em empurra-empurra

600x400Um passeio dos usuários de motos aquáticas que seria realizado nesta sexta-feira, 11/01, no litoral Sul do Rio Grande do Norte, deu o que falar nas redes sociais, expôs a maluquice das repartições fiscalizadoras que cuidam do bom cumprimento das leis ambientais e tirou os prefeitos, das cidades por onde a flotilha navegaria, do conforto dos alpendres das casas de veraneio. O Idema, órgão ambiental do Estado, navegou pra lá, deu bordo pra cá e sem ter um rumo certeiro passou o comando para o Ibama, que sem saber se acelerava ou parava as motocas voadoras, devolveu o timão para o Idema sem ao menos visualizar o horizonte. Quem botou ordem na derrota foi o prefeito de Tibau do Sul, que numa canetada fechou a barra. O quiprocó teve início quando foi anunciado a navegada que sairia da praia de Barra do Cunhaú, uma das joias do litoral potiguar, com destino ao município de Senador Georgino Avelino, passando por uma extensa área de proteção ambiental na Lagoa de Guaraíras. Segundo os organizadores, o “passeio” tinha como objetivo fazer distribuição de cestas básicas a comunidades carentes, porém, os ambientalista vislumbraram uma possível agressão ao meio ambiente e aí o reboliço foi grande. Procurei nas ondas livres da internet notícias se o “passeio” encalhou ou seguiu em frente, mas não tive resposta, como também fiquei sem saber qual foi o posição da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte diante desse moído. Estou comentando o caso porque navegando por aí deparei com vários passeios de motos aquáticas e vi de tudo: de motonautas bem comportados e seguidores das leis de navegação a turmas que mais pareciam saídos dos filmes de bárbaros sanguinários. As leis de terra podem não ter a clareza necessária, mas as leis marítimas não deixam dúvidas, porém, todas escorregam pelo mesmo ralo por onde escorrem as coisas nebulosas. Já os ambientalistas, nem sempre olham para onde deveriam olhar e muitas vezes se apegam apenas em aspas.          

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hipocrisia ambiental

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Desde que enveredei pelos rumos da navegação não consigo olhar para essa paisagem sem vê-la emoldurando uma bela e movimentada marina, porém, a palavra “marina” é sinônimo do “coisa ruim” para a turma que cuida das regulamentações ambientais e dos pseudos dublês de ecologistas. – O que? – Marina? – Sai pra lá satanás!  É assim que agem os “defensores” das coisas da natureza, sem nem sequer dá uma passada de vista no projeto. Pois bem, essa paisagem é talvez um dos pontos turísticos mais fotografados do Rio Grande do Norte e um dos mais afamados portais do turismo potiguar, se bem que nos dias de hoje a fama anda meio cabisbaixa. A bela e mágica Ponta Negra, praia cantada em verso e prosa, hoje é apenas uma sombra desfigurada de um passado brilhante. Da antiga e tranquila praia de veraneio, das pescas de arrastão, das jangadas, das ciobas, dos caícos, das serenatas ao luar e da velha e boa vila dos pescadores, só sobraram as lembranças. Ambientalmente Ponta Negra é um caos!  E olhem que a praia é berço e parque de diversão de quase todos os movimentos ecológicos que atuam em Natal. No nariz dos “fiscais da natureza” – os mesmos que um dia gritaram, espernearam e fizeram birra, contra a construção de edifícios que impediriam a vista que eles tinham da praia – construíram um calçadão, mais agressor impossível. Fincaram hotéis e  restaurantes praticamente na areia. Esgotos escorrem a céu aberto e desaguam no mar. E para fincar a estaca no coração, despejaram toneladas de pedra sobre a faixa de areia para preservar o mais cruel agressor, o calçadão. Agora vejo nas folhas de notícias que o Idema – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, vários órgãos e ONGs que “fiscalizam” o meio ambiente, se reuniram para discutir propostas – cada uma mais estapafúrdia do que a outra – que visem conter o avanço do mar e consequentemente preservar o calçadão invasor. Hipócritas! Netuno, mostre a eles sua força e exija respeito! – E quanto a marina? – Vixe, deixe quieto, pode não senhor!      

Litoral, energia limpa, paisagem e a ilusão do progresso

10 Outubro (39)

O site Mar Sem Fim, do jornalista João Lara Mesquita, na matéria Litoral, energia eólica e paisagem: Você precisa saber, de dezembro de 2015, alertou para o gigantesco crime ambiental que estava sendo cometido para implantação dos parques eólicos no Brasil e o incrível descaso das autoridades. Em agosto de 2016, na postagem Energia Limpa?, cutuquei a mesma ferida. A paisagem do litoral nordestino mudou, dunas praticamente foram dizimadas e a caatinga, mata nativa do sertão brasileiro, está virando uma triste e cruel lembrança. Muito em breve, se já não foi, até o estonteante parque dos Lençóis Maranhense será cravejado de torres. Dizem que será um parque de grandes dimensões. Georges Braque, pintor e escultor francês: “As aspirações de cada época são limitadas: daí a ilusão do progresso”

Sinais

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No rastro das nossas pegadas

A natureza paga a conta

barreira de coraisA Grande Barreiras de Corais da Austrália, um dos mais importantes patrimônios naturais do planetinha azul, está sendo ferido de morte, segundo os homens das ciências, devido ao aquecimento global, aquecimento que para muitos, que comungam das ideias do galego do topete dos EUA, não passa de uma enorme balela científica para frear o progresso das nações. Balela ou não, o aquecimento global é o terrorista número um quando se fala em crimes contra as causas da natureza e os estudiosos atestam que dois terços da Grande Barreira estão comprometidos e num grau praticamente irreversível. Pois é, e muitas vezes ficamos chateados com os ecochatos! Mas o que restaria hoje da Terra se eles não existissem? Muitas vezes em grupos de bate papo vejo pessoas reclamando da “absurda” proibição para uma simples e “inocente” visita ao magnífico Atol das Rocas, no litoral do Rio Grande do Norte, e me coloco como defensor da proibição é digo que o Atol é frágil, também sofre com os efeitos do aquecimento e infelizmente somos um povo muito mal educado para usufruir e lidar com o  turismo ecológico, basta ver o que acontece na Ilha de Fernando de Noronha, onde tudo acontece, mesmo sob as ordens de normas endurecidas. Não conheço a Grande Barreira de Corais, mas sei que o turismo por lá faz festa e muitas vezes quem faz festa, usa e abusa.      

Estamos no vermelho

pegadaecologica2016Há muito escuto sobre o mal que nossas extravagancias contra os elementos da natureza produzem e até presenciei inúmeros crimes, muitos deles cometidos com as devidas assinaturas oficiais, durante minhas navegadas a bordo do Avoante, mas confesso que nunca havia me deparado com a planilha onde está lançada nossa divida com o planeta, e o pior, soube que estamos vivendo no vermelho desde 8 de agosto, segundo relatório do Global Footprint Network (GFN), organização que mede a pegada ecológica das atividades humanas no mundo, onde diz que quando terminar 2016 teremos consumido 1,6 planetas Terra. O relatório foi divulgado em agosto, mas somente hoje, cascaviando sites ambientais, tive notícia. A matéria está no site Planeta Sustentável e precisa ser vista, revista e divulgada a exaustão, mesmo que poucos se deem ao trabalho de ler.

20161101_120415Pelos estudos do GFN, em menos de oito meses consumimos todos os recursos sustentáveis que a Terra pode nos oferecer em um ano e a planilha que abre essa postagem mostra os países mais gulosos e consequentemente mais endividados ecologicamente. A diferença entre o que o planeta pode nós oferecer e o nosso consumo entrou no vermelho nos anos 80 e de lá para cá o débito não para de crescer. O Brasil ainda não entrou na listagem do SPC ecológico, porque é credor juntamente com Indonésia e Suécia, porém, o saldo positivo está menor a cada ano. Como bem diz a jornalista Vanessa Barbosa, que assina a matéria no site Planeta Sustentável: “Está na hora de organizar as contas e rever os gastos”.   

Energia limpa?

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Negar os benefícios da energia limpa é difícil, mas justificar dizendo que ela é a redenção para o futuro da humanidade, é um pouco demais diante desses tempos estranhos. Ecologistas, dublês de ecologistas, ONGs, órgãos ambientais e pitaqueiros, batem tambores e emitem sinais sonoros para festejar as florestas de torres de geradores eólicos que se espalham aos quatro ventos pelo mundo. No nordeste brasileiro a energia eólica tem trazido esperanças de melhores dias para pequenos municípios e mudado a vida de muita gente. Imensas áreas são disputadas palmo a palmo por investidores antenados na força dos sopros de éolo. No litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará, encontrar uma área desocupada para erguer uma torre eólica é o mesmo que procurar agulha em palheiro. Acho até que tem mais torres do que chão, tamanho é a grandeza do parque já em funcionamento. Os técnicos festejam e anunciam que a energia limpa já responde por 5,8% da produção brasileira e até o Greenpace já canta a bola dizendo que a partir de 2050 o Brasil terá toda a sua matriz energética oriunda das fontes limpas. Quem sou eu para dizer o contrário, mas noto uma cegueira danosa nas palavras dos técnicos e dos ecologistas, porque eles esquecem, ou viram o rosto para não ver, ou se fazem de doidos, ou sei lá o que, de observar e falar do mal, presente e futuro, que os campos de geradores eólicos vem causando as dunas, matas da caatinga, fauna, flora e paisagens brasileiras. As dunas praticamente foram dizimadas do mapa e a caatinga está em terrível e acelerado processo de extermínio. Quem irá pagar essa conta? Vale lembrar que a Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e seu patrimônio biológico não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo. No site do Ministério do Meio Ambiente está escrito assim: “A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos”. Eh, a mistura “científica” entre ecologistas, conglomerados financeiros/empresariais, diretrizes governamentais e interesses multifacetados, dá uma mistura esquisita danada! A imagem que ilustra essa postagem é do blogueiro André Correia, blog Folha de Pedra Grande, e reflete dunas devastadas na praia de Enxu Queimado, litoral norte do Rio Grande do Norte.