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Uma vidinha assim

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Nessas nossas navegadas pelas águas que banham a Baía de Todos os Santos uma das boas coisas são os encontros com amigos nos muitos locais de fundeio que compõem o cenário maravilhoso. A ilha de Itaparica funciona como uma grande base de encontro e é onde podemos trocar informações e saber das últimas novidades, num ambiente eclético, irreverente e bem distante das regras que regem os clubes náuticos.

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Lá podemos mariscar os famosos chumbinhos, ou papa-fumo, e incrementar uma deliciosa receita de espaguete ou outra qualquer que venha dar na telha. Tudo é motivo para encontro com os amigos ou mesmo incluir novos ao rol das amizades.

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Quem não tiver a fim de quebrar a cabeça com as receitas ou mesmo colocar a mão na lama em busca dos pequenos mariscos, pode sentar numa mesa dos muitos restaurantes que cercam a pracinha, ou o Mercado Central, e se deliciar com uma saborosa moqueca acompanhada de uma cerveja bem gelada a preços bem populares e interagir com os nativos. Sempre surge um bom papo.

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Mas se a intenção for mesmo ficar a bordo e aproveitar o que essa vida de velejador tem de melhor, o livro de receitas, combinado com a fartura de chumbinhos da Coroa do Limo, passa a ser um sucesso. Principalmente quando estamos acompanhados de bons amigos, como nesse encontro etílico-gastronômico a bordo da escuna Morena, do comandante Sampaio.

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O mais, é curtir a paisagem e apreciar o quadro mágico da natureza que se renova a cada momento.

Salinas da Margarida é de boa!

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Sinceramente, se me perguntam qual o local mais gostoso para fundear na Baía de Todos os Santos eu fico sem saber o que responder. Na verdade eu gosto de todos e tudo vai depender do vento que estiver soprando no dia da saída. Na gostosura das águas abençoadas por Nossa Senhora da Conceição, padroeira do estado baiano, existem dezenas de lugares fascinantes e imperdíveis. Um deles é Salinas da Margarida, cidadezinha bonita, aconchegante e com uma ancoragem que fascina aos mais céticos.

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Na maré baixa, uma vasta e branca faixa de areia é um convite para uma despreocupante e tranquila caminhada a beira mar. Mas podemos também apenas sentar e, assim como quem não quer nada, tirar da areia o ingrediente para incrementar, com um toque especial, o almoço ou o jantar. As coroas de areias que cercam Salinas da Margarida são conhecidos habitat para o Chumbinho, marisco delicioso que já falei aqui em várias oportunidades e que no Avoante recebe receitas saborosíssimas. Na localidade existe anualmente um Festival Gastronômico do Chumbinho, que Lucia já prometeu um dia participar e eu aposto que sim, mas que infelizmente eu não sei precisar a data.

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Outro programa imperdível para quem vai a Salinas é sentar na pracinha em frente ao píer e se deliciar com os quitutes caseiros a base de peixes, mariscos e crustáceos servidos nas barracas, e para lavar a alma, entre uns goles e outros, mergulhar nas águas mornas para espantar o calor. Mas para quem não aprecia frutos do mar, uma boa pedida é a Galinha ao Molho Pardo servida com um Pirão que é dos deuses. Dia desse fomos lá na companhia de Davi e Vera, veleiro Guma, e do mais novo velejador potiguar, José Mauro, comandante do veleiro Malaika. Nesse dia a farra gastronômica foi de torar meio mundo, pois em vez de galinha nos foi servido Galo ao Molho Pardo que era quase do tamanho de um peru. Eita bixiga que tava bom!  

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A origem do nome da cidade é um mistério, e quando começamos a enveredar pelas várias versões contadas, ai é que ficamos mais conformados em deixar a pesquisa para outra hora. Porém, para não deixar você sem ao menos saber algumas versões vou contar as que eu sei e quem quiser que conte outra: Uma delas diz que o nome foi para homenagear a esposa do Comendador Manoel de Souza Campos, mas a história conta que o nome dela era Guilhermina Gomes Marelim. E ai? Sei lá! Outra versão fala que o nome veio das salinas existentes e que até hoje existem seus traços e ruinas. Mas e o Margarida?

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Porém, independente da versão contada não deixe de viver um pouco da tranquilidade que reina sobre Salinas da Margarida. Não interessa se você esteja passeando pela Bahia de barco, de carro, de bike, de moto, de ônibus ou a pé, mas você não pode deixar de incluir Salinas em seu roteiro viagem. Se não gostar de nada do que falei, pelo menos sente no píer apenas para apreciar a beleza do Pôr do Sol.

Navegando nos sabores

saco do suarez (14) Culinária a bordo de um veleiro de cruzeiro vai seguindo junto com a rota navegada. Pelo menos é assim no Avoante e em quase 100% dos veleiros cruzeirista. Existem alguns livros sobre o assunto e muitas histórias temperadas e recheadas com muito sabor e humor. Sempre que estamos numa roda de bate-papo surge o tema alimentação, e quando dizemos que não temos geladeira a bordo o espanto é geral e é atiçada a curiosidade de saber como viver, nos dias de hoje, sem geladeira. Bem! tentamos explicar e as vezes nem sabemos se as pessoas entendem, mas nesses 6 anos de vida a bordo, a danada da geladeira ainda não fez falta. A partir desse post, a cada semana, vou tentar contar um pouco dessa culinária meio criativa, meio tradicional, meio experimental e tão cheia de sabores do mundo. Lucia é super habilidosa em distinguir sabores e criar suas próprias receitas, muitas vezes basta ela olhar um prato ou sentir o aroma para a receita já surgir prontinha em sua mente. A cozinha do Avoante mais parece uma cozinha experimental e diariamente surge uma nova receita. Como sempre estamos navegando por lugares diferentes e com culturas alimentares diferentes, o rol de pratos vai sempre se multiplicando. A primeira coisa que Lucia procura saber, quando chegamos em alguma praia, é qual a comida típica do lugar. Se existir algum marisco na região ela não sossega enquanto não for mariscar e assim acrescentar novos pratos ao já grande menu do Avoante. Foi assim com o Chumbinho na Bahia, que em Mangue-Seco/BA e Suape/PE chamam de Massunim e alguns chamam de Vongole. Seja lá que nome for, eu sei que o Chumbinho a moda Avoante fica uma delícia e cheio de variações saborosas. Um dia pode ser um delicioso Spaghettti, no outro ele vem fantasiado de Penne e no outro pode vir recheando uma deliciosa Batata Rösti. Assim a gastronomia a bordo vai seguindo saborosa e sempre em busca de novos sabores. Você agora deve estar esperando a receita do Chumbinho, mas isso vai ficar para um próximo post.