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Um punhadinho de história

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Para os amantes do mundo náutico Bracuhy é sinônimo de um porto seguro, apaixonante e que esbanja charme em seu canal margeado por belas residências, apartamentos e duas marinas. E de onde vem esse nome que deixa louco o corretor ortográfico embutido nas feitiçarias reminiscentes desse meu computador de origem argentina? O nome Bracuhy, segundo o Wikipédia, vem do tupi-guarani e se escreve Ybyrá-ku’i, que traduzido para o português brasileiro quer dizer “farinha de pau ou serragem”. Os índios, donos sem direito e sem justiça, dessa terra abençoada, batizaram de Bracuí um rio que nasce no município paulista de Bananal e deságua no município de Angra dos Reis. O rio banhava uma fazenda que se chamava Bracuhy – ou será o rio que deu nome a fazenda? – terras onde hoje se localiza o condomínio Porto do Bracuhy e adjacências. A fazenda era uma imensa plantação de cana de açúcar e lá foi construído um engenho em 1885, que se chamou Engenho Central do Bracuhy, que foi considerado o mais moderno e bem equipado do país, pois suas máquinas trabalhavam a vapor em vez das tradicionais moendas. Com o decorrer do anos e com a produção de cana de açúcar entrando no rolo compressor das esquisitices governamentais, o modernoso engenho seguiu o mesmo destino dos seus irmãos mais simplórios e escafedeu-se. O que restou da sua história de riqueza e poderio econômico pode ser visto no centro do condomínio que herdou o nome e que registrei no retrato que ilustra essa postagem. Esse Brasil tem muita história para contar! Para produzir essa postagem me socorri nas páginas virtuais Wikipédia e Frade On Line.

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A Vila do Zungú e o Toucinho à Pururuca

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Rapaz, quem anda na companhia do Hélio Viana não tem como fugir das cervas geladas e muito menos das indicações botequianas que somente ele e Mara sabem decifrar o mapa da mina e nos deixa tentados a conferir. Foi assim que pegamos a estrada no rumo de uma região conhecida como sertão do Bracuhy e ao chegar numa placa indicado Zungú entramos. A Vila do Zungú é um povoado pequeno e sem nenhum predicado turístico, apesar de ter paisagens de tirar o folego. Não sei – apesar de imaginar – o porquê dos homens das governanças acharem que as terras do Zungú poderia acolher um lixão. Dizem que a mácula já virou aterro sanitário, já desvirou, voltou a virou e agora, segundo os moradores, desvirou novamente. Mas deixa pra lá que não é disso que eu quero falar e nem foi por isso que fomos até o Zungú. Fomos até lá em busca de um petisco delicioso e que só em lembrar me enche a boca de água. Toucinho à Pururuca.  

20151110_10292620151110_10313620151110_12303520151110_103059Eita que muitos hão de pensar que nossa estadia no Bracuhy foi apenas com a finalidade etílico-gastronômica e será difícil para mim provar o contrário, porque ganhei uns bons quilos e garanto que venci para sempre a anorexia. O Toucinho à Pururuca dos deuses é servido no Bar do Breves e é ponto de parada obrigatório para quem passeia pelos caminhos cercados pela mata que cobre o Zungú e posso garantir que tem sabor sem igual no mundo. Eu e Lucia fomos no bugie do casal Maracatu com Mara servindo de cicerone e detalhando a região com a precisão de quem conhece de verdade, pois nada passou em branco. O Hélio, tirando onda de pedalista juramentado, queimou as calorias antes e depois e nem sentiu a consciência pesar enquanto degustava o Toucinho. Sabe de uma coisa: Eu também não, e até estou com vontade de retornar ao Zungú e meter a cara no Toucinho do Bar do Breves. E para quem acha, como eu achava, que em Angra dos Reis a vida gira apenas em torno do mar e para o mar, é melhor começar a reavaliar as rotas e roteiros, principalmente os gastronômicos.

Bowteco – um bar que é a cara da vela de cruzeiro

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Tem certas coisas que é a cara de outra e por mais que a gente tente dissociar uma da outra dificilmente conseguiremos. Proa em inglês é Bow e teco sinceramente juro que não sei a tradução, mas se juntar os dois fica BowTeco e nada mais original um bar com nome de Bowteco em um lugar que é cara da vela de cruzeiro no Brasil. Foi sobre as mesas e diante de boas cervejas geladas desse barzinho gostoso, que surgiu a ideia de um encontro de cruzeiristas anos atrás e daí para criação da ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro – foi apenas questão de subir as velas e seguir o rumo, coisa que todo velejador sabe fazer com louvor. Nas nossas andanças pelos mares do sudeste a bordo do veleiro Compagna, prometemos que assim que desembarcássemos iriamos dar um pulo no Bracuhy para abraçar o casal Hélio e Mara, veleiro MaraCatu, e cumprimos a promessa. Porém, ir ao Bracuhy e não ir ao Bowteco, nem que seja para tirar um retrato, é um pecado que um velejador de cruzeiro jamais deve levar para o Céu e para não ter que chegar lá em cima devendo, fomos ao aconchego do barzinho dos velejadores e ainda tivemos a alegria de sermos recebidos pelo Hugo Nunes, proprietário do recinto. Alguém a de perguntar pela foto da cerveja, mas digo que tomei sim e só não vou postar para não dar água na boca. O Bowteco fica estrategicamente localizado na barra de acesso ao canal do Bracuhy e se você quiser tirar a prova dos nove do que estou falando, vá até lá e comprove.

Notícias do mar – IV

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Nesses tempos de facebook, whatsapp e outras mídias sociais os furos de reportagens passaram a fazer parte de um passado distante e quando queremos relatar o nosso dia a dia, aí é que o cheiro de mofo sobe no ar. Mas tem nada não, vou seguir o rumo e dar um ponto final nessa série de Notícias do Mar. O Rio de Janeiro continua lindo!   

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Na última postagem dessa série estávamos com a proa do Compagna apontada para o Clube Naval Charitas, em Niterói, e foi lá que aportamos no finalzinho da tarde do dia 04/11. Os anúncios de ressaca no mar do Rio de Janeiro continuaram sendo divulgados, via VHF, o tempo vestiu uma roupagem cor de chumbo e durante a noite choveu muito bem obrigado, porém, o vento e o mar continuaram incrivelmente tranquilos. – E a ressaca do mar? Sei lá! Assim que o dia amanheceu, reabastecemos o Compagna e tomamos o beco para o mar de Paraty, onde atracamos na Marina do Engenho na manhã do dia 05. A navegada, alias, motorada, porque o vento insistiu em não dar o ar da graça, foi muito gostosa e sobre um mar que desmentiu todas as previsões. Ainda bem!

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A região de Paraty é mesmo dotada de muita beleza e a mistura de aromas do mar e da mata, espalha no ar um perfume de encantamentos e nos faz sonhar acordado.

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Na beleza de Paraty fomos recepcionados pelos amigos Carlão e Gisele, que vieram a bordo nos dar boas vindas e a noite organizaram um churrasco que teve a participação dos velejadores Maurício Rosa, Valmir e Dani. Foi uma noite de alegria, bons papos e degustada ao sabor de uma deliciosa Panceta.

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Bem, a viagem do translado do Compagna entre Salvador e Paraty foi maravilhosa e deixou saudades, mas a vida segue seu rumo e é chegada a hora de retorna ao nosso Avoante que ficou solitário nas águas da Bahia. Ainda terei muito a comentar sobre essa navegada e até escrevi um diário de bordo que em breve farei a publicação, porém, antes retornar resolvemos dar uma esticadinha até a marina Porto Bracuhy, para abraçar o casal Hélio Viana e Mara Blumer, veleiro Maracatu. Essa visita promete!