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Marina de Natal

buscada do comodoro (25)

Sobre a Marina de Natal, parece que a coisa começa a tomar rumo. Pelo menos foi essa notícia que li no site Portal no Ar e que trago através do link: Prefeito recebe grupo francês interessado em construir marina em Natal.

E a Marina de Natal?

forte dos reis magos

Há pouco mais de cinco anos vibrei com a notícia que Natal/RN ganharia uma marina de padrão internacional, o que colocaria a capital potiguar entre os melhores destinos para cruzeiros a vela nacionais e internacionais. Mas não ficaria apenas nisso, a marina credenciaria Natal a ficar de frente para as grandes competições mundiais da vela, traria também valiosa contribuição social em forma de cursos, empregos e renda. Além de que, abriria uma imensa fronteira para o Rio Grande do Norte. Porém, a boa nova teve apenas um leve e sofrível sopro de vento e se perdeu nos escaninhos da maledicência politiqueira, que não visualiza nenhum futuro para o Estado, a não ser acordos e vantagens pessoais. É assim desde que um certo cacique avistou as Naus dos nossos descobridores e os seus olhos brilharam. “Cara pálida querer terra. Eu querer dindin.” E assim dindin chegou e índio se escafedeu. Mas vamos voltar a marina para não perdemos o rumo da prosa. Como no Brasil dificilmente um governante continua o que o outro começou e tudo é jogado na conta dos perdidos, já que não tem viva alma para cobrar, a marina não poderia ter outro destino. Um alcaide idealizou e teve que sair, o outro, ou a outra, assumiu e logo tratou de jogar lama no ventilador e uma pá de cal no local escolhido. Resultado: Por birra e egos nas alturas, Natal ficou sem a marina. Agora escutei da boca de um amigo que o novo prefeito, o mesmo que havia iniciado a história da marina, vai dar prosseguimento a navegação. Juro que ainda não vi nada sobre o assunto nas páginas dos jornais da cidade, mas vou torcer para que aconteça o mais breve possível. Natal vai ser uma das sedes da Copa do Mundo e por ser uma cidade litorânea, devera receber muitos veleiros nacionais e estrangeiros durante a competição. Hoje a capital potiguar conta apenas com o Iate Clube do Natal, que tem uma pequena e deficiente estrutura náutica, para receber os visitantes que chegam pelo mar em seus próprios barcos. A área de fundeio para a navegação amadora em frente ao Iate Clube é mínima e, apesar de ser uma área pública, não comporta nem as embarcações dos sócios. Na minha visão, a marina só trará benefícios para Natal e para o desenvolvimento dos esportes náuticos. Tomara que os homens que tem o poder de decidir, deixem de lado os seus egos, suas birras, seus interesses pessoais e seus descasos com a cidade dos Reis Magos e nos livrem de mais um daqueles costumeiros vexames politiqueiros que tanto mal trás a bela cidade do Natal. A foto que ilustra esse post foi tirada do alto da ponte Newton Navarro e foca o local onde a marina seria, ou será, construída.     

Marina da Glória de sobreaviso

A Marina da Glória, no Rio de Janeiro, comprada pelo Grupo EBX, do empresário Eike Batista, está sendo alvo de críticas não só do mundo náutico, mas de vários segmentos da sociedade. Tudo por causa de um um projeto radical para ampliação e mudanças em toda sua estrutura física. Portanto fico aqui no meu cantinho lembrando do projeto da Marina de Natal que pretendiam implantar no Rio Potengi, em Natal, que nem bem saiu do papel já foi fortemente torpedeada e naufragou no vazio das vaidades ideológicas.

Turismo náutico – Surgiu uma velinha no horizonte

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O texto abaixo foi publicado na coluna Diário do Avoante, no Jornal  Tribuna do Norte, no mês de Setembro/2011. Sobre o simpósio, nunca mais ouvi falar mais nada, apesar de fazer menos de um mês da sua realização. Nada diferente dos vários foguetões lançados dessa aldeia do povo comedor de camarão: Muito barulho, muita fumaça, muitas palmas e um belo mergulho nas profundezas do oceano no rumo do ostracismo. Na hora dos debates no simpósio, eu falei que a Marina de Natal já havia recebido uma pá de ca, mas alguém disse que não e até prometeu lutar e espernear. Agora eu vou corrigir minha afirmação: O cal já foi misturado ao contreto e uma enorme lage já fecha todos os acessos.   

Vou pedir desculpas a vocês para dar uma breve pausa nos textos sobre a velejada que fizemos no veleiro Itusca até Trinidad e Tobago. Hoje era para estar publicada aqui a segunda parte da viagem, mas vou escrever um pouco sobre um assunto que há muito venho falando e que foi tema de um simpósio da Fecomércio/RN: Turismo Náutico.

O turismo náutico, em veleiros ou grandes iates, vem crescendo em muitas milhas por hora em todo o mundo. Ele tem gerado empregos e trazido divisas as cidades que teve a felicidade de contar com gestores públicos voltados para os interesses coletivos, bem estar da população e o olhar vidrado nas velinhas brancas que navegam no horizonte azul do mar.

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Marina de Natal no encontro de velejadores

A Marina de Natal foi tema de palestra no encontro de velejadores do Iate Clube do Natal ontem a noite. O ex-secretário de turismo de Natal, Fernando Bezerril, um grande entusiasta do projeto, foi o palestrante da noite e mostrou o potencial de Natal para receber a marina. O projeto é arrojado e de grande importância para Natal, mas infelizmente esta encalhado em algum gabinete oficial a espera de alguém de decisão firme e com interesses voltados para o bem da cidade. O encontro de velejadores do RN acontece toda Quarta-Feira a noite no Iate Clube do Natal.

Marina de Natal – Já era!

Tudo indica que a Marina de Natal, uma obra que colocaria Natal na rota das grandes regatas internacionais e traria novos ventos para a náutica do Rio Grande do Norte, naufragou na burocracia e na má vontade das autoridades sem nenhuma visão do horizonte náutico e suas virtudes. O mundo náutico representa crescimento, emprego, turismo, serviços, dinamismo e recursos para as cidades que se abrem para suas rotas. Um projeto apresentado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, vetou a construção da Marina de Natal no local onde estava sendo planejado. O local foi regulamentado como Zona de Proteção Ambiental 7 e a partir de agora somente poderá ser usada de forma institucional. Mais um prejuízo para o Rio Grande do Norte e para Natal. 

UM MAR MUITO AGITADO

                                                                       Natal é uma cidade praieira, com um litoral fantástico, varrida por ventos alísios e localizada na esquina do continente sul americano. Aqui o vento faz, literalmente, a curva. Sua localização, de tão privilegiada, já foi palco de grandes arsenais de guerra. E segundo grandes estrategistas militares e historiadores, por aqui passou a bomba que mudou a humanidade. Se passou eu não sei, mas essa história de bombas, guerras e bases estrangeiras, parece que até hoje mexe com o imaginário e atiça a desconfiança dos nossos governantes.

                                   Estamos a quatro anos de um grande evento esportivo e até agora ninguém tem a certeza se ele vai chegar por aqui. Tem gente que anda tão desnorteada com o ano de 2014 que parece que ele já vai ser na próxima segunda-feira. Fala-se na Copa do Mundo de 2014 num modo tão íntimo que estamos à beira da Copa de 2010 e parece que nossos futebolistas e torcedores nem se deram conta. A onda é demolir, demolir e demolir. Já tem até autoridade clamando o povo para uma tal marcha da demolição. No mínimo vai todo mundo armado de martelos e picaretas, sem trocadilho, acompanhado por uma banda de forró e com um cantor incitando a multidão: Cadê o gritinho da Galera?

                                   Mas, como não sou tão fanático por futebol assim, a ponto de fechar os olhos para a beleza poética de um Estádio que já foi considerado um dos mais belos do Brasil. E que agora, para suprir algumas necessidades financeiras de grandes espertalhões, vai ser demolido sem apelação, apenas para que Natal receba dois jogos de uma Copa do Mundo. Vou ficando do lado dos querem construir uma boa infra-estrutura social ao invés de demolir o que está pronto.

                                   Em outras oportunidades já falei sobre Natal ser um grande destino turístico náutico. Já não somos considerados um porto de chegada, estamos relegados a porto de passagem, aonde veleiros de outras partes do mundo e do Brasil, vem aqui apenas em último caso. Simplesmente não temos a menor infra-estrutura náutica. Perdemos espaço para a vizinha Paraíba e sua pequena praia do Jacaré, com várias marinas construídas e outras em vias de ficarem prontas.

                                   Pelo que eu entendo de Copa do Mundo, olhando pela visão náutica, o mar é uma grande via de acesso de torcedores e visitantes interessados no evento. Ter um bom local para fundeio e acolhida desse povo que usa o mar como estrada é o básico. E olhe que não são poucos barcos. Estamos falando em centenas de veleiros e iates, sem falar nos navios de passageiros que terão o Brasil pela proa.

                                    A Paraíba de mulher macho sim senhor, já vislumbra o poder de uma Copa do Mundo no Estado vizinho é investe pesado no turismo náutico. Aqui, ficamos no oba-oba e numa briga feroz para derrubar tudo. Um simples píer flutuante para acolher umas poucas embarcações vira motivo de ira santa de descontentes e pitaqueiros de plantão.

                                   No Rio Grande do Norte, rico em praias e com um litoral de mais de 400 quilômetros de extensão, aprovar um píer ou uma marina é uma das coisas mais complicadas do mundo. Uns não sabem por que estão proibindo e outros não sabem por que foram proibidos.

                                   O projeto da Marina de Natal, que se olhado por quem tem olhos no futuro traria mais benefício e melhorias para Natal do que um novo estádio de futebol, encalhou em meio à burocracia deslavada e sem nenhuma perspectiva de sair de lá. A marina abriria as portas de Natal para os grandes eventos náuticos que hoje movimentam bilhões de dólares ao redor do mundo. Sem falar que toda a estrutura seria montada com dinheiro de investidores privados, o que não é o caso do Estádio da Copa que vai torrar o Real que poderia ser destinados a saúde, segurança, educação e transparências das Leis.

                                   Na esteira da Marina de Natal viriam outras marinas, mais empregos e uma nova cara para o turismo do Rio Grande do Norte, como acontece com os nossos vizinhos paraibanos. 

                                   Que venha a Copa de 2014, mas em primeiro lugar o desenvolvimento de nosso Estado.

Nelson Mattos Filho

Velejador