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O mar

1 Janeiro (90)

“Quem não se atira no mar alto não conhecerá nunca a profundidade da água azul, nem a embriaguez da onda e das vagas, nem a calma das noites durante as quais o navio traça em silêncio o sulco…

Quem não se atira no mar alto não compreenderá nunca a profunda alegria de ter soltado as amarras e de só se apoiar em Deus, mais seguro que o oceano.

Quem fica na margem nunca perderá o gosto pela terra firme, a terra da gente razoável, segura de si mesmo, sensata e bem pensante. Considera-se rico e está nu. Pensa que construiu, mas acumulou ruínas das quais terá que prestar contas…”

Citação a P.Hoest, no livro Karitós – Viagem em terras do Brasil.

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Coisas do mar

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Porém, o que mais se ouve é: “O que estou fazendo aqui”

Obrigado mar

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Obrigado mar, por nos proporcionar dias maravilhosos, por nos embalar com tanto carinho, por acalentar tão bem o nosso veleirinho, por tantas e boas velejadas, por nos ter trazido tantos e bons amigos e tantas e boas lembranças. Obrigado mar pelos momentos de aprendizado e por nos fazer reconhecer sua força e respeitar sua grandeza. Obrigado mar por nos permitir navegar sobre você e nos deixar passar sempre que precisamos. Obrigado mar e nos permita humildemente pedir para que continue nos recebendo nos próximos 365 dias. 

O Diário do Avoante na Moana Livros

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O livro Diário do Avoante agora faz parte do catálogo de obras oferecido pela Moana Livros, que tem a mais completa coleção de livros sobre mar e aventura. Entre no site da Moana Livros e adquira já o seu. Por sinal, fiquei muito lisonjeado com a crítica literária feita pela Moana

Um livro especial para quem quer se iniciar na Arte de Bem Viver a Bordo! Um coletânea de pequenos artigos, publicados na Tribuna do Norte (Natal-RN), com todas as perguntas que você gostaria de fazer para alguém que vive em um veleiro, e respondidas de forma direta e bem humorada. Pequenas crônicas de nosso litoral, aventuras de quem leva a vida na brisa e na velocidade das lufadas do terral. Um texto cheio de amor pelo mar e pela vida, muito bom de ler e bom de guardar, para dar uma renascida de vez em quando.

Era uma vez um menino

4 abril (193)

Era uma vez um menino que gostava muito de velejar… . Poderia começar assim esse texto, mas ai ele ficaria muito parecido com os muitos contos que encantaram e ainda continuam encantando gerações mundo afora. Mas é porque não?

Faz tempo que queria escrever sobre o menino, mas sempre tive medo de ser traído pela emoção e de não conseguir dizer o que queria sobre ele. Para mim ele era o máximo que uma criança poderia chegar nos quesitos educação, carinho e atenção para com os adultos. Simplesmente ele era o menino que todos adoravam.

Do mar e principalmente de barcos a vela, ele além de saber tudo era um atento observador. Nada do que fosse relacionado com veleiros e competições a vela passava despercebido da sua visão aguçada. Ele era o menino que todos gostavam.

– Tio, você está vendo as linhas daquele barco? Pronto, a partir daí ele destrinchava um rosário de especificações técnicas de fazer inveja a qualquer projetista naval. O menino tinha sete anos.

Tive a felicidade de estar a bordo de um veleiro onde ele era a criança que de tudo queria saber e nós, os adultos que não tínhamos respostas para tudo o que ele queria. O menino era inquieto por respostas.

Todos queriam estar junto a ele e ele queria estar próximo a todos que tivessem o mar e os barcos a vela como paixão, pois os veleiros eram seu mundo. Certa vez ele me falou que o Avoante era um excelente barco e que eu havia feito uma boa compra. Perguntou se eu iria dar uma volta ao mundo e disse que um dia ainda faria isso.

Sempre olhei para o menino com alegria, mas nunca achei que ele fosse realmente um menino feliz. Faltava alguma coisa na vida daquela criança abençoada que eu não conseguia imaginar o que fosse. O menino vivia as coisas do mar e o mar o acolhia com muita alegria, mas eu não conseguia ver o menino feliz, apesar do riso fácil que iluminava sua face meiga.

A última vez que vi o menino ele tinha oito anos. Saímos para uma rodada de sorvete na Sorveteria da Ribeira, em Salvador/BA, onde ele morou, na companhia dos meus filhos, Nelsinho e Amanda, e ele se encantou com Nelsinho, que para mim é o mais especial das crianças especiais. O menino não tomou sorvete, pois saiu de casa recomendado que não poderia e até hoje não entendi o motivo. O menino era super obediente, apesar do desejo ardente pelo sorvete. Por que será que nós adultos fazemos questão de tolher os desejos mais desejosos das crianças?

Crianças não são para sempre, mas algumas passam tão rápido que ficamos sem acreditar. E o menino se foi! Cadê o menino? Por que será que ele se foi? Quem será que julga a vida das crianças? Será que é Deus? Será por falta de anjos? E o menino foi velejar no Céu. E no Céu têm veleiros? Lógico que sim, pois se não tivesse, o menino não estaria lá. O menino adorava o mar e os veleiros. O menino era adorado por todos que o conheciam.

Dez anos. Nesse último mês de Outubro de 2013 fez dez anos que o menino se foi para os mares do Céu. Hoje ele estaria com 20 anos de dedicação ao mar e aos veleiros que tanto amava. Quando ele se foi, tenho certeza que os seres do mar pararam estarrecidos diante da deslealdade da morte. Foram pegos de surpresa com a passagem da sombra daquele menino num caminhar entristecido sobre as águas a caminho do abraço fraterno dos céus. Netuno deve ter ordenado toque de silêncio e luto de três dias em todos os oceanos do mundo. Éolo deve ter ordenado o mesmo aos fazedores de vento e o mundo da natureza deve ter parado para ver o caminhar entristecido daquele menino franzino no rumo das alturas.

Dez anos sem Thulio Mudri, o menino que um dia veio ao mundo para ser um dos reis dos mares. Aquele que Netuno depositava todas as suas esperanças e Éolo fazia questão de produzir o vento mais que perfeito. Thulio se foi e deixou dentro daqueles que tiveram a felicidade de conhecê-lo a tristeza da saudade.

Thulio era meu amigo/menino em vida e há dez anos é um anjo da guarda a proteger todos aqueles que navegam em barcos a vela pelos mares do mundo, pois é isso que ele sabe fazer de melhor e é isso que ele ama.

Era uma vez um menino que gostava muito de velejar e que num descuido da vida virou um anjo… .

Nelson Mattos Filho/Velejador

MERGULHO EM NATAL

Nem só de velas e velejadas vivem os amantes do mar, existem várias tribos e muitas maneiras de viver e apreciar a vida náutica. Pescando, esquiando, velejando de kitsurf, wind, motonáutica, remando, nadando ou simplesmente se deliciando num gostoso banho de mar. Tem aqueles que pretendem ir mais fundo nesse fascinante amor pelo mar e resolvem mergulhar e ver um mundo realmente diferente, mágico e fantástico que somente o fundo do mar pode proporcionar. O mar que banha o Rio Grande do Norte é uma boa opção para os praticantes do mergulho contemplativo. Em Natal a empresa Mar e Sub, do comandante Afonso, é uma boa referencia para os que desejam ver o fundo do mar dessa bela cidade dos Reis Magos. A empreesa atua no Iate Clube do Natal é tem saídas diárias, como também cursos para todos os níveis de mergulho. Se você esta em Natal ou pretende ir para passear e mergulhar entre em contato com a Mar e Sub pelos telefones 84 3091-3128 / 9982-8312.