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A rede

A redeAs páginas do site Extra.Globo.com, dão conta de uma “rede fantasma” que vaga pelas águas do Caribe com carcaças apodrecidas de tubarões e outros peixes, que ficaram presos nas velhas malhas de nylon e tiveram morte certa. Dizem que a descoberta foi feita por um mergulhador britânico que se aventurava pelas águas em torno das ilhas Cayman, no último dia 16/04. Biólogos dizem que os peixes se aproximam da rede, atraídos pela grande quantidade de alimentos, e caem na armadilha fatal. De quem foi a rede e de onde ela saiu é difícil de saber, mas como ela existem outras, criminosamente vagando pelos oceanos. O mar é sim a grande lixeira do mundo, aliás, sempre foi e dificilmente deixará de ser. Quase toda milacria do planeta é jogada nos oceanos e por mais que se façam campanhas, mais imundice aparece boiando ou afundada na lama. Não existe, nem existirá, lei nenhuma no planeta que mude esse quadro. Pode até ser que em alguns países o nó seja um pouquinho mais apertado, porém, nada que venha inibir a imundice.       

A fera está solta

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Haverá quem diga que ultimamente só falo em furacão, mas fazer o que, se a natureza decidiu exibir forças? Aliás, tem terremotos também e o México hoje, 19/09, está sofrendo horrores com um tremor de 7,1, na escala Richter, justamente quando o país lembrava o aniversário do grande abalo de 1985. Diante de todo poderio da Mãe Natureza, ainda tem uns malucos se achando, só porque tem umas bombas escondidas na manga. Pois bem, o furacão Maria chegou, chegando e entre altos e baixos, mais alto do que baixo, vai arrasando tudo o que já estava arrasado e urrando pelos quatro ventos. A fera é cruel e, segundo os estudiosos, terrivelmente desalmada. As ilhas Dominica, Guadalupe e Martinica quase foram riscadas do mapa por ventos de mais de 270 km/h e agora Maria aprumou o rumo para Porto Rico, onde o governo espera atônito e já preparou mais de 500 abrigos, com capacidade para 67 mil pessoas. As ilhas Virgens Britânicas estão na mira e pedem clemência, porque a devastação do Irma nem chegou a ser contabilizado. A imagem do satélite GOES-16 mostra nitidamente o rosto desfigurado da fera Maria espalhando brasa por onde passa e logo atrás tem alguma coisa mal encarrada se formando. Eparrêi ó Iansã!  

Furacão Maria

x71726567_This-satellite-image-obtained-from-the-National-Oceanic-and-Atmospheric-Administration.jpg.pagespeed.ic.42uVHrzG4-Mal o Irma se foi, o José deu as caras  e agora vem Maria arribando a saia e colocando o povo caribenho, com nervos em frangalhos, em alerta máximo. A tempestade Maria criou marra e transformou-se em furacão e avança com força 3 sobre o que restou de esperança nas ilhas devastadas. A previsão é que na noite de hoje, 18/09, chegue as ilhas Leeward com ventos de mais de 200 km/h e de lá tome o rumo de Porto Rico e Ilhas Virgens. Tempos difíceis!

Furacão Irma chega ao topo da escala

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O furacão Irma, que avança sobre o mar do Caribe no sentido da costa dos EUA, está sendo considerado, segundo os cientistas do tempo, o de maior poder de destruição dos últimos anos e chegou a categoria 5, topo da escala Saffir-Simpsonque, que mede a intensidade dos furacões.    O bicho é feio, tenebroso, extremamente violento e produzindo ventos de mais de 251 km/h. É a natureza mais uma vez demostrando sua força diante de meia dúzia de homens sem noção e “donos” de nações, que se acham deuses e arrotam o poderio avassalador de suas bombas, como se nada pudessem intimidá-los. Torcemos que a mãe natureza tenha piedade daqueles que estão no caminho do Irma e que após sua passagem o mundo possa refletir suas ações, coisa difícil de acontecer, mas a gente pede. Nas redes sociais, moradores e visitantes das áreas a serem atingidas pedem clemência em postagem assustadas e aflitivas, como a do casal Mauriane e Luiz, do veleiro Cascalho, que estão nas Ilhas Virgens Britânicas. Desejamos paz, tranquilidade ao casal e que a mãe natureza seja complacente. 

“É esse o cara que tá chegando, sem ser convidado, sem ter visto de entrada, e que tá bagunçando a vida de todos por aqui. É um furacão de categoria 4 e nominado Irma. Ele chega trazendo ventos fortíssimos de mais de 235 quilômetros por hora, que se movimentam de maneira circular, no sentido anti horário e ao redor de um centro chamado olho com quase 50 quilômetros de diâmetro neste caso. Chega trazendo muita chuva e ondas muito grandes. As Ilhas Virgens Britânicas onde estamos devem ser severamente atingidas.
Estamos preparados da melhor maneira na medida do possível.
Nos dobramos a força e a fúria da mãe natureza e rogamos a Deus pelas vidas de todos os que estão no caminho deste monstro. Que possamos acordar sãos e salvos desse pesadelo. Amém!” Luiz e Mauriane

Furacão Irma avança ganhando força

000-s43wdO furacão Irma avança, se transforma em categoria 4, com ventos acima de 220Km/h e coloca em alerta o Estado da Flórida, Porto Rico e as ilhas caribenhas,  Antigua, Barbuda, Anguilla, Montserrat, São Cristovão-Nevis, Saba, Santo Eustáquio e São Martinho. Informações da flotilha de velejadores brasileiros que estão pelo Caribe, demonstram a preocupação com o quarto furacão da temporada 2017, que cresce a cada hora de sua caminhada de destruição e os meteorologista esperam rajadas mais fortes nas próximas 48 horas. Fonte: G1

História de tubarão

tubarão tigre

Essa história eu pesquei do site Popa.com.br, que já pescou do site da revista Veja, e ocorreu em dezembro de 2015. É um caso fatal ocorrido no mar do Caribe e de grande infortúnio para um tripulante venezuelano. O barco em que estava o venezuelano naufragou na costa de Aruba, matando duas pessoas que ficaram presas em seu interior, e a guarda costeira foi acionada para resgatar os cinco tripulantes sobreviventes. Enquanto o helicóptero sobrevoava o local e um socorrista descia em uma corda para resgatar um dos sobreviventes que estava agarrado a uma boia, um tubarão tigre surgiu de repente e atacou. O náufrago ainda chegou a ser resgatado, mas não sobreviveu aos ferimentos.  “Foi uma inacreditável história de azar”, resumiu Roderick Gouverneur, porta-voz da equipe de salvamento. O acidente aconteceu um dia depois que um turista paranaense foi atacado por um tubarão na Ilha de Fernando de Noronha/PE enquanto fazia mergulho snorkel na praia de Sueste e perdeu a mão e parte do antebraço direito.  O tubarão-tigre, também conhecido por cação Jaguara ou tintureiro, é um predador agressivo dos mares tropical e sub-tropical e muito comum no nordeste brasileiro, chegando a medir 6 metros de comprimento. Ele está em terceiro lugar nos casos fatais de ataques de tubarão ao ser humano. Certa vez, na praia de Enxú Queimado – litoral norte do Rio Grande do Norte – um pescador pulou na água e se agarrou com uma fera dessas depois de atirar com a espingarda de mergulho e o bicho tentar fugir com o arpão novinho em folha. A briga foi feia e o pescador saiu ganhando, todo arranhado, mas saiu. O tubarão foi para as cucuias e o pescador, que se chama Zé Mago, até hoje conta a história. Fontes: popa.com.br; revista veja, wikipédia.

A fortuna que o pirata deixou escapar

Piratas

Soube que a Colômbia anunciou a descoberta de uma fortuna em ouro, prata, esmeralda e outras pedras preciosas a bordo de um galeão espanhol que naufragou em 1708 na costa do país. Segundo contam os relatos da descoberta, o galeão São José foi atacado por piratas ingleses enquanto navegava no rumo do velho continente com sua carga bilionária que seria para financiar uma batalha entre a Espanha, sob as ordens do Rei Filipe V, e a Grã-Bretanha. O presidente colombiano festeja o achado dizendo ser o maior tesouro já descoberto no fundo do mar e que deve ter deixado muito pirata de olho vidrado na luneta. O achado está sendo avaliado em mais de 1 bilhões de dólares e os historiadores acreditam que existem mais de mil embarcações desse quilate no fundo do mar colombiano. Taí um lugar bom para dar uns mergulhos!  Fontes: site revista veja e site terra. 

Furacão Gonzalo castiga o mar do Caribe

Foto de satélite divulgada pela Nasa mostra o furacão Gonzalo sobre as Ilhas Leeward, em 13 de outubro (Foto: AFP Photo/Nasa/Handout)Notícias vindas do Caribe falam do poder de destruição do furacão Gonzalo que sacudiu nessa terça-feira, 14, as ilhas francesas de Saint Barth e Saint Martin, paraísos de velejadores cruzeiristas. As autoridades anunciam o desaparecimento de três pessoas e procuram por outras 16 que estavam em um barco. Velejadores brasileiros que navegam pelo Caribe demonstram apreensão, mas até momento não se tem notícias de algum veleiro brazuca na área atingida. Foto: AFP Photo/Nasa/Handout 

Velejando de Salvador às Granadinas – Final

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Nesse Sábado, 14/06, de Copa do Mundo no Brasil chegamos ao fim de mais uma história do mundo da vela vivida pelo velejador baiano Sergio Netto. Pinauna, como ele é mais conhecido, tem sim muita coisa para contar. Velejando de Salvador às Granadinas é o terceiro texto que ele nos presenteia e que publicamos aqui, mas sei que seus arquivos são recheados de coisas valiosas e boas informações. Vamos torcer para que ele se lembre sempre de nós e assim vamos aprimorando os conhecimentos. Obrigado Sergio Pinauna e saiba que o Diário do Avoante sempre lhe será grato.   

VELEJANDO DE SALVADOR ÀS GRANADINAS – FINAL

Sergio Netto (Pinauna)

Dia 7, sem receber qualquer resposta positiva, exceto que era para entregar o barco para um tal de Tucker West, em Fort Lauderdale, que tinha uma companhia chamada The Catamaran Co., com filial em Tortola. Sem endereço nem telefone. Quando sai de Granada, fiz a saída na Alfândega local para Tortola, nas Ilhas Virgens e pela nona vez pedi a Jairo via telefone e via e-mail, para que providenciasse uma informação completa. Fizemos uma feirinha e às 10:30 estávamos com âncora em cima. O vento rondou para nordeste e endureceu, fazendo a gente derivar muito para oeste. Contornamos Granada por sotavento, mas quando chegamos na metade do caminho para Cariacu e o nordeste descobriu de trás do morro, recebemos uma rajada de 40 nós que arrancou a capa protetora da genoa e a ferragem da bicha. Machuquei a mão ao segurar a contra-escota fora da catraca na hora de enrolar a vela. Foi contra-vento duro até ancorarmos em Cariacu imediatamente após o por do sol, com lua cheia.

Dia 8, um sábado, acordei cedo, fiz um desjejum de suco de caju, ovos mexidos com cebola, tomate e farinha para mim e para Bruno e fui até o Iate Clube defronte de onde estávamos. Liguei para o celular de Jairo que estava na Fonte do Tororó, dizendo que era a décima tentativa que eu fazia durante a viagem, e que ia deixar o barco em Union Island. Ele não retrucou, disse que mandasse um e-mail e que segunda-feira ia tomar providencias.

A genoa sem a proteção uv azul e o temporal chegando em Union Is.

Saímos motorando pelas Granadinas, com parada para almoço em Sandy Is, onde ainda deu para mergulhar no recife. Cheguei cedo em Union Is. e ancorei em Clifton Harbour, em frente ao Anchorage Iacht Club. Clifton Harbour at Union Island é uma laguna com 10-15m de profundidade, com um recife no meio. Aqui é o coração das Granadinas, tem base da Moorings e é considerada a área classe A do Caribe. 2/3 dos barcos presentes são catamarãs, a maioria Lagoon 38 de charter. No domingo dia 9, fiz Costums & Immigration no aeroporto que é logo atrás do Iate Clube, com permissão de permanecer até 20 de novembro. Começou a chover a cântaros, e a previsão era que o temporal demoraria pelo menos mais cinco dias. Não vi ninguém se arriscando a sair da laguna, quem fez reserva para esta semana se deu mal! Continuar lendo

Velejando de Salvador às Granadinas – III

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VELEJANDO DE SALVADOR ÀS GRANADINAS – III

Sergio Netto (Pinauna)

No dia 3 fomos abordados de novo na costa leste da Venezuela, perto de Trinidad, de dia, com tempo bom. Chegaram em silencio pela popa, chamaram em inglês sem sotaque, e se identificaram como ‘warship F-793’. Ostentavam uma bandeira francesa. A antena do radar dos caras era quase do tamanho da retranca do Blooper. Fizeram as perguntas de praxe, nome do barco, quem está a bordo, bandeira, registro, procedência e destino. Informaram a meteorologia. Quando perguntei se eram da Guiana, responderam “no, sixteen and out”. Esses gringos estão apavorados. Até os velejadores americanos se isolam com medo.

Hoje acabou o gelo e comi a penúltima banana. O despertador que estava sobre e mesa de navegação, que sacode a cada ‘marretada’ de onda no casco de sotavento, começou a enganchar e atrasar. Bruno já esta a fim de desembarcar. Nosso relacionamento esta ótimo, mas ele não tem visto americano e esta achando que já é tempo demais. Eu também; meus câncer de pele no braço já estão começando a se exibir.

Falei com Pedro Bocca de Ile Royale. Ele quer passar uma semana de executivo estressado, embarcando num sábado e desembarcando em dia marcado. Isto não funciona numa velejada. A gente sai do porto quando pode, e chega quando o vento deixa. Não confio que esta opção funcione para chegar a Fort Lauderdale.

No meu turno da madrugada de 3 para 4, fiz um registro em tempo real do diário de bordo: Continuar lendo