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O tubarão híbrido

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Quanto mais nós humanos usamos nossa incrível capacidade destruidora, mais a natureza demonstra seu poder descomunal e regente de se recriar. A notícia que deu o mote para essas mal traçadas linhas é, para esses tempos internéticos e ligeiros, antiga, porque data do ano cristão enumerado de 2012. A prosa vem das páginas virtuais da revista Veja e trata de uma das mais inclementes, talvez a maior, fera dos sete mares, o Tubarão. O monstro marinho que faz tremer até o mais corajoso dos homens – e não me venha com onda de valente dizendo que não tem medo desse bichano de dentadura mais afiada do que navalha de malandro – tem se apresentado a cada dia mais cabuloso e ameaçador. O litoral brasileiro é bem habitado por tubarões, mas em alguns lugares, como o litoral pernambucano, eles são os donos do pedaço. Até em Fernando de Noronha, onde os tubas são atrações festejadas por agências de turismos e visitantes, e que se afirmava até dias desses serem “domesticados”, a fera já provou que está pronta para qualquer parada. Pois bem: Em 2012 cientistas australianos anunciaram a descoberta dos primeiros tubarões híbridos da espécie ponta-negra e segundo os estudos, a descoberta tem implicação direta na vida marinha dos oceanos. O ponta-negra australiano vive nas águas tropicais e os híbridos se adaptam bem em águas mais frias. Os tubarões híbridos já representam 20% da população dos tubarões-de-ponta-negra, mas o que chama atenção é que a população da espécie original não diminuiu. O assunto dos tubarões australianos me chamou atenção porque ao ler o livro Mar Morto, que comentei em uma postagem recente, notei em várias passagens o autor, Jorge Amado, fazer alusão aos tubarões que atacavam náufragos e aterrorizavam saveiristas dentro da Baía de Todos os Santos, mas em minhas andanças pelas águas dos Orixás não vi esse temor. Recentemente ocorreu um ataque de tubarão em uma praia próximo ao bairro da Calçada, na capital baiana, e alguns tubarões foram capturados em Madre de Deus e nada mais. Será que os tubarões de Mar Morto eram também personagens fictícios da escrita privilegiada de Amado? Será que os tubarões brasileiros já se tornaram híbridos? E em como anda a população de tubarões nesses tempos difíceis? Será que tem tubarão híbrido no Brasil? Dizem que a Polícia Federal tem pescado alguns bem nutridos. Em Pernambuco os tubarões parece que deram uma trégua. Será por causa da crise? E antes que alguém pergunte vou responder: – Nunca dei de cara com a fera em minhas velejadas.   

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Pense num bicho feio da peste!

tubarão pré-históricoEsse bicho com cara de mau é um raro Tubarão Cobra, que segundo os entendidos do mundo da bicholândia, ou peixolândia, pode ser chamada também de fóssio vivo, foi capturado nas água do sudeste da Austrália. As notícias que navegam nos mares da internet dão conta que pescadores fisgaram o feioso enquanto ele nadava em profundidade de 700 metros, mas a fera gosta mesmo é de nadar em águas mais profundas, abaixo de 1.200 metros. Dizem que ele tem cerca de 300 dentes divididos em 25 fileiras e que a espécie tem mais de 80 milhões de anos. Tem coisas em meio ao oceano internético que deixa a gente com cara de São Tomé, aquele que só acreditava quando via, mas a notícia está no ar, é interessante e é boa para ser papeada embaixo das sombras energizadas do verão, acompanhada de uma cachacinha com caju. Dou por visto o medo de um mergulhador quando encontrar uma criatura dessas embaixo d’água. Fonte: UOL Notícias meio ambiente