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Eles merecem

Daniel e Angela..Teasa

Claro que eles merecem esse copão de sorvete que deixaria qualquer um com esse sorrisão estampado no rosto, ainda mais depois de passar o perrengue que passaram nas águas cubanas. Quer saber o que aconteceu? Acesse o site Pais à Deriva/Veleiro Teasa que está tudinho lá, num relato arretado de gostoso. Esse casal que vale ouro deixou o Teasa, meio sofrido e capenga, descansando sob os cuidados do Tio Sam e veio saborear a labuta do Restaurante Del Popollo, um dos melhores da cidade alagoana de Maceió. Daniel, Ângela e as filhas Daniela e Mayara, formam uma família que tem muita história para contar, principalmente nos domínios de Netuno. Claro que você que acompanha o nosso blog já ouviu falar sobre eles em algumas postagens anteriores, pois vira e mexe eles dão as caras por aqui. Mas tem nada não, pois como dizia o poeta: “Amigo é para essas coisas”.

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Quando estivemos em Natal, no final de Maio e começo de Junho, recebemos um telefonema do Daniel informando que já estavam em Maceió e que estariam nos esperando para um abraço. Não tem nem perigo da gente declinar de uma intimação dessas. Infelizmente não encontramos o Daniel, que tinha ido a Terra Caída/SE – outro lugar encantador, mas fomos carinhosamente recebidos por Ângela e a filhota Daniela, e ainda filamos a boia do Del Popollo que é sempre uma maravilha. Você já acessou o site do Teasa? Você já foi a Maceió? E ao Del Popollo? Se a resposta for não, você não sabe o que está perdendo.

  

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Colisão no mar de Alagoas

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Uma notícia vinda lá das Alagoas, terra dos irmãos Buenos Ayres, da tripulação amiga do Anakena e da turma boa da Federação Alagoana de Vela e Motor, dá conta de uma colisão em alto-mar que deixou dois pescadores à deriva. Os pescadores foram resgatados na manhã da última Sexta-Feira, 28/03, depois de cinco horas, por outro barco de pesca, em avançado estado de esgotamento físico. Contaram que realizavam pesca noturna quando a embarcação em que estavam foi abalroada por um veleiro que seguiu viagem no escuridão da noite sem lhes prestar socorro. A Capitania dos Portos de Alagoas abriu inquérito para averiguar o caso. Veja a matéria no site da TNH 1 UOL.

Barcos colidem em alto-mar e pescadores ficam mais de 5 horas à deriva

  

O Anakena já está no Porto

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Com essa imagem do Porto de Maceió, anunciamos a chegada do catamarã Anakena, que havia partido para a 1ª Expedição Oceânica Maceió a Ilha de Ascensão, mas teve que retornar devido a problemas com cabos que sustentam o mastro. Leia o relato do comanante Eugênio Lisboa, falando do problema que tiveram a bordo e deixando a rota aberta para uma nova investida.

Prezados parentes/amigos,

Saímos para Ascension Island na sexta-feira no final da tarde, às 17h 45min.

Durante todo o final de semana o vento era ESE o que dificultou muito conseguirmos seguir em direção à Ascension (o rumo ideal era 110 Magnéticos, 87 verdadeiros).

Resolvi descer em latitude até o través do Recife, sempre tentando se afastar o máximo da costa brasileira.

Na altura do Recife os ventos continuavam ESE e resolvi dar um bordo positivo de 23 horas com ajuda dos motores (1900 rpm).

Nesse bordo fomos até o través de Maceió, precisamente até a altura da Praia do Saco, ligeiramente ao sul de Maceió.

Durante todo esse percurso o mar estava com ondas desencontradas e também apareceram muitos marulhos. As ondas chegaram a mais de 3 metros, com algumas mais altas. Essa agitação somada a ventos que facilmente ultrapassavam 30 nós devem ter desencadeado o incidente que tivemos e que será mais detalhado abaixo.

Quando chegamos na altura de Maceió, vi que poderia dar um bordo já praticamente em direção a Ascension. O vento naquele momento havia mudado para SE e poderíamos rumar no limite da orça.

Na terça-feira, de madrugada, precisamente as 00h 05min, ao abrir a buja, escutei um forte barulho e vi que a buja havia caído do mastro.

Chamei todos os tripulantes para ajudar na recuperação da buja. Metade da vela estava dentro da água. Após alguns minutos conseguimos coloca-la sob o convés do Anakena e fomos analisar a situação.

Após verificar o terminal e a chapa de inox que prende o cabo de aço da buja no topo do mastro, cheguei a conclusão que devido aos grandes esforços sofridos a chapa de inox foi abrindo, deve ter quebrado o contra-pino e a partir daí era só esperar o pino ir saindo do encaixe para que o incidente ocorresse.

Como esse cabo de aço é o principal cabo de proa que ajuda na fixação do mastro e como não dava para reparar naquela situação, resolvi dar meia volta e rumar para Maceió. Após o incidente os brandais e ovens ficaram mais folgados e resolvi não abrir a genoa, que é fixada no gurupés, para não sobrecarregar a mastreação e evitar uma possível queda do mastro, que ocorreria caso o cabo de aço da genoa também viesse a soltar ou se romper. Não sabia naquele momento o real estado do fixação desse cabo e não havia possibilidade de subir no mastro com a grande agitação marítima para ter certeza de que poderíamos ou não usar a genoa.

Estávamos a 260 NM de Maceió e a 1010 NM de Ascension. Como tinha bastante diesel nos tanques, liguei os motores para ajudar a vela mestra (1900 rpm, para consumir pouco diesel). Levamos exatamente 48 horas para retornar a Maceió.

Infelizmente não foi dessa vez que conhecemos a ilha de Ascension.

Eugênio Lisboa Vilar de Melo Júnior

O veleiro Anakena no rumo da Ilha de Ascensão

270px-Ascension_Island_Location Esse pontinho no meio do Oceano Atlântico é a Ilha de Ascensão, um território britânico ultramarino. Ela fica praticamente isolada do mundo e o vizinho mais próximo é Santa Helena, 1.300 km para o sudeste. Do continente sul americano, a Ponta do Funil, em Pernambuco, é a porção de terra que fica mais próxima, mesmo assim é um bocado de água a separar: 2.249 km. Pois é justamente para esse pedacinho de terra isolada do mundo que o velejador alagoano Eugênio Lisboa e tripulação, vai aproar o catamarã Anakena, um super BV 36 construído pelo estaleiro maranhense Bate Vento. A 1ª Expedição Maceió – Ascension Island, como eles denominaram o projeto, larga nessa Sexta-Feira, 05/07, e já foi tema de outro post, click AQUI para ver. Quem desejar acompanhar todo o percurso do Anakena pelo Atlântico basta clicar no link SPOT DO ANAKENA, que faz parte do blogroll do nosso blog.  Desejamos bons ventos ao Anakena e sua aguerrida tripulação.  

Expedição oceânica Maceió – Ascension Island

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O velejador Eugenio Lisboa, o potiguar mais alagoano do Brasil, é um daqueles estudiosos apaixonados nos assuntos de expedições náuticas. Dia desse fez a primeira Expedição Alagoana até o arquipélago de Trindade e Martim Vaz a bordo do seu super catamarã Anakena, um belo, robusto e confortável BV 36, construído pelo estaleiro maranhense Bate Vento. Eugenio, que posa nessa foto com a família na festa de confraternização da Refeno 2012, agora parte para mais uma grande expedição, dessa vez um pouco mais longe. Ele vai navegar até a Ilha de Ascension, lá no meio do Oceano Atlântico. 

 A Ilha de Ascension
Ascension Island está localizada nas coordenadas geográficas 7º 56’S,
14º 22’W, ligeiramente ao norte do través do Recife (ou seja, quase em
linha paralela a cidade do Recife; mais precisamente no paralelo da
Ponta do Funil no Município de Goiana).
De Maceió para Ascension aproaremos no rumo magnético 110º e
percorreremos uma distância de 1270 milhas náuticas em linha reta (o que
nem sempre é possível), ou seja, cerca de 2.352 Km a percorrer.
A ilha pertence ao Reino Unido e constitui parte do Território
Ultramarino Britânico de Santa Helena, que fica a cerca de 1300 Km a
sudeste de Ascension.
A oeste, a porção de terra mais próxima no continente sul-americano,
como já falamos acima, é a Ponta do Funil, localizada no município
brasileiro de Goiana, no estado de Pernambuco.
A distância entre Ascension e a Ponta do Funil é de 2.249 km.
Levando-se em consideração as ilhas oceânicas do Brasil, as distâncias
são de 1.923,9 km até o Arquipélago de São Pedro e São Paulo; de
2.039,7 km até a Ilha Rata, em Fernando de Noronha; e de 2.079,9 km
até a Ilha Martim Vaz, no Arquipélago de Trindade e Martim Vaz.
Em Ascension funcionam duas bases aéreas, sendo uma da RAF (Real Força
Aérea do Reino Unido) e outra da Força Aérea Americana, utilizando a
mesma pista de pouso. Existe, ainda, uma pequena cidade chamada
Georgetown. Ao todo cerca de 1200 pessoas, entre civis e militares,
moram nessa ilha que tem uma área de 91 Km², área bem superior a
Fernando de Noronha que conta com 17 Km² (Ilha Principal).
Os preparativos para a Expedição a Ilha de Ascension.
No inicio de 2013 pensei mais uma vez em colocar em prática uma antiga
idéia, ir com meu novo veleiro até a Ilha de Ascension.
Resolvi subir meu veleiro no final de abril para iniciar uma extensa e
minuciosa manutenção.
Fiz uma lista com mais de oitenta itens para serem vistoriados e/ou
consertados, dentre esses itens estava a troca das chapas que havia
colocado como um extensor nos cabos da genoa e buja; troca dos cabos
de aço do gurupés; verificação da vedação de gaiutas e vigias; troca
das saídas e entradas de água de plástico por outras feitas em inox;
substituição das redes do trampolim de bombordo e boreste, as quais
haviam descosturado e não mais eram seguras; conserto da geladeira que
parou de funcionar no carnaval; troca de cabos diversos; manutenção preventiva
do motor com troca de óleo, filtros, rotor de bomba de água etc;
retirada e limpeza dos tanques de diesel e de água potável;
substituição de cabos do turco; melhorar a vedação das tampas dos
motores e porões de proa; etc.
Enfim, deveríamos fazer um verdadeiro pente fino em todo o veleiro
para que nada fosse esquecido.
O problema da rede do trampolim foi resolvido com a colocação de cabos
de 10 mm trançados em toda a extensão da rede, amarrados de forma
individual (15 x 17 cabos). Acima dessa nova e forte rede tive a idéia
de colocar um estrado plástico composto por 54 peças de 25cm x 25 cm,
fazendo um retângulo de 1,5 metros por 2,25 metros. Essas peças,
apesar de serem encaixadas, foram individualmente amarradas para que a
força da água não as soltassem. Esse estrado serviria como piso do
novo “trampolim”. Como a experiência foi bem sucedida em um dos lados
(boreste), fiz o mesmo procedimento no de bombordo. Agora estamos com
um novo tipo de rede de trampolim, nunca antes visto por mim em nenhum outro
catamarã, muito forte e seguro. Poderíamos fazer qualquer serviço na
proa do Anakena sem qualquer preocupação, até mesmo puxar âncoras ou
fazer o que fosse necessário, pois a nova rede era praticamente “indestrutível”.
No começo de maio verifiquei no site do Governo da Ilha de Ascension
que seria necessário enviar um pedido de entrada de turista com
antecedência mínima de 28 dias.
Diante disso, entrei em contato com todos os tripulantes e candidatos
a tripulantes para que preenchessem e me entregassem o referido
documento, juntamente com uma cópia da página do passaporte que contém
a foto e as informações respectivas.
No dia 10/05/2013 enviei os pedidos de entrada para o Governo da Ilha
de Ascension.
No dia 17/05/2013, uma semana após o envio dos pedidos de entrada
(Entry Permits), recebi um e-mail de Marion Leo, Assistente do
Administrador da Ilha, responsável pelo controle de entrada de pessoas
na Ilha de Ascension, no qual informa que os nossos pedidos foram
aprovados, veja abaixo a cópia do e-mail:
“GoodAfternoon,
Please find attached your approved entry permits.
Please be advised that you can make payment for your permits on
arrival or in advance. The cost of your permits are £20 each.
Payments can be made in advance via our Lloyds Bank UK, to Ascension
Island Government, Sort Code 30-00-09, Account number 02293999; or
through the Bank of St. Helena Ascension Branch, to Ascension Island
Government, Account number 62000012.
When making payment in advance please could you state the entry permit
reference numbers.
If payment is not made in advance the Entry Permit fee will be
collected on arrival. Please Note: Only the following currency will
be accepted on arrival. Sterling pounds; St Helena pounds; Euros’ and
US dollars.
Should you make payment less than a week prior to your arrival date,
please ensure you bring a copy of your proof of payment with you.
I also attach the arrival card which can be completed prior to arrival
and handed to immigration along with your other documents.
Kind regards
Marion”
Por ora, continuamos com os preparativos da viagem com uma rotina
quase diária para averiguarmos todos os equipamentos, toda hidráulica,
toda elétrica etc.
A partida da nossa expedição está programada para a tarde do dia
05/07/2013 (sexta-feira). Nossa previsão de tempo de travessia é de 10
a 12 dias podendo demorar além do previsto
por conta de fatores climáticos (vento não tão favorável, mal tempo) e corrente
marítima contrária (corrente sul equatorial).
Hoje a tarde, dia 04/06/2013, estarei indo na Capitania dos Portos de
Alagoas para preparar o Despacho do veleiro (documento de saída do
Brasil), que pode ser feito antecipadamente.

A Praia do Francês

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Já sabíamos da beleza da Praia do Francês/AL, pois em várias oportunidades estivemos por lá, mas sempre usando um carro como meio de transporte, mas chegar de barco é outra história. Várias vezes fui tentado a entrar ali no Avoante e em todas, a vontade foi sendo jogada de lado e assim passávamos ao largo. Esse ano foi diferente e resolvemos matar a vontade. O Francês, como carinhosamente os alagoanos gostam de chama-lá, é realmente um excelente local de ancoragem, principalmente na maré de meia lua quando o mar não passa por cima dos arrecifes em frente a praia. A point alagoano fica a 8 milhas náuticas de Maceió, o que faz a velejada, muito próxima a costa, uma boa oportunidade de apreciar a beleza do litoral.

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Fomos até lá em flotilha com o veleiro Thimshel, do comandante Ronaldo, que inclusive foi quem botou pilha na nossa ida, e tivemos a alegria de ter a bordo do Avoante o casal Saulo Junior e Nadja, irmão e cunhada de Lucia, que estavam de passagem por Maceió e foi nos fazer uma visita. Aproveitamos a deixa da visita para que eles fizessem a primeira velejada no Avoante e quando ancoramos, eles se esbaldaram nas águas mornas e limpas do Francês.

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A proximidade com a capital, faz com que o destino seja bastante frequentado nos fins de semana e principalmente nesses tempos de verão, já que por lá tem excelentes pousadas, bares e restaurantes.  Como sempre o nosso cockpit ficou pequeno para tanta gente, já que a tripulação do Thimshel veio em peso a bordo, mas ele é como coração de mãe: Sempre cabe mais um. E assim, passamos um Sábado maravilhoso de muito bate papo, incrementado por um delicioso Risoto de Tomate Seco com Rúcula, preparado por Lucia.

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Como você pode observar, na mão do comandante Ronaldo, teve também uma deliciosa cachaça artesanal mineira, presente de Saulo Junior, e que deu um tempero especial ao dia. Ninguém é de ferro e o barco já estava ancorado mesmo!

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No finalzinho da tarde Eugênio, tripulante do Thimshel, Saulo Junior e Nadja, desembarcaram para retornarem a Maceió e nos fomos curtir a noite que se debruçava sobre ancoradouro, acalentados por uma brisa suave e o som das ondas que quebravam contra o arrecife.

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Assim que o dia amanheceu já estávamos de pé, para preparar a nossa saída e continuar nossa velejada até a Bahia. Como era Domingo, a praia mais uma vez se encheu de banhistas que disputavam os passeios de barcos oferecidos pelas operadoras e até um inflável voador riscou o céu transportando turistas. Gostei da ideia!

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Às 11 horas da manhã, levantamos o ferro e tomamos o rumo da Bahia. Valeu a parada na Praia do Francês e nas nossas próximas navegadas pelo litoral alagoano, voltaremos a jogar âncora por lá.

No azul piscina do mar de Maceió

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Já estamos em Maceió/AL, com o Avoante ancorado em frente a Federação Alagoana de Vela e Motor e por trás do Porto. Oficialmente o Cruzeiro Costa Nordeste 2013 chegou ao fim e a flotilha já se dispersou a partir de Maragogi/AL. Sobrou apenas o Thimshel e o Avoante, que infelizmente não participou ativamente do Cruzeiro, para continuar a velejada até a Bahia.

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Saímos de Recife/PE na manhã da Terça-Feira, 15/01, depois de dois dias ancorado em frente ao Pernambuco Iate Clube – PIC, a espera que a natureza resolvesse a briga entre o mar e o vento, que foi feia. Aproveitamos a estadia forçada na capital pernambucana para caminhar um pouco pela cidade e ver que Recife está mudando o rosto e voltando a ser a bela veneza brasileira. O Porto de Recife, que outrora era a cara do abandono e da sujeira, hoje já ostenta os primeiros traços da modernidade que a engenharia e a arquitetura planejou para ele. A passarela do molhe que dá acesso ao monumento do Marco Zero, uma escultura do artista plástico Francisco Brennand, também está sendo totalmente revitalizada e já podemos caminhar em total segurança em toda sua extensão. O PIC, vendo os novos ventos que sopram sobre a cidade, está se modernizando para receber novos sócios e cada vez mais visitantes. É muito bom ver nossas cidades tomando novos rumos e recebendo ventos revitalizantes. 

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Deixamos Recife numa manhã bonita, mar de almirante e vento que é bom nada. Motoramos até o través do Cabo de Santo Agostinho e a partir daí, fomos testar a paciência numa velejada a 3 nós de velocidade de média, mas sinceramente, isso nunca me abalou em nada. Não estou correndo regata; Não estou com hora marcada; Não preciso mais viver correndo pela vida; Além de que, as horas passadas no mar é um bálsamo para a alma. Com uma leve brisa de Leste e algumas vezes de Nordeste, navegamos durante o resto do dia e boa parte da noite. Na madrugada do dia 16/01 o vento saiu de fininho e foi tirar um cochilo, deixando a gente com aquela velha cara de paisagem. Sem mais nada o que fazer com as velas, o jeito foi ligar o motor, pegar um livro e esquecer o ronco que o danado obrigava a gente escutar se quisesse sair do lugar. Por mim tudo bem!

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O cochilo do vento demorou a manhã inteira e somente terminou por volta do meio dia. Quando ele retornou, veio com vontade de trabalhar fazendo o Avoante navegar a 6, 7 nós de velocidade e adiantando a nossa chegada a Maceió/AL, que inicialmente estava prevista para o começo da noite, às 16 horas da Quarta-Feira 16/01. Como sempre, chegar a Maceió é uma alegria e os inumeros amigos que temos na Federação Alagoana de Vela e Motor faz toda a diferença. Em Maceió nos sentimos em casa!

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