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Diário de um sonho real

3 Março (128)

Este pequeno diário é dedicado a todo aquele que tem um sonho e foi escrito como tarefa durante um curso de liderança no Sebrae/RN

Capítulo 1 – Experiência

Sempre fui um sonhador, daqueles que sentam em uma confortável poltrona e fazem das imaginações suas mais fantasiosas histórias, porém, no momento em que a realidade me fazia abrir os olhos, eu me via envolvido por um mundo minuciosamente complexo e objetivo, onde os resultados eram resultantes do meu estado de humor e da missão projetada para minha empresa. Era uma vida de trabalho, resultados, conquistas, derrotas e sempre em busca do mais: mais eficiência, mais lucros, mais crescimento, mais desenvolvimento empresarial e mais e mais. Um belo dia o sonho bateu na porta de minha alma e sentenciou: O seu sonho nunca passará de um sonho, como o sonho de muitos por aí. Você sonha acordado e aqueles que sonham acordado não realizam sonhos. Se quiser viver o sonho, feche os olhos e durma, ao acordar, levante da cama e tome a direção inversa daquela que você caminha todos os dias. Não olhe para trás, não escute a voz da razão e sorria para a vida e os horizontes que se descortinarem em sua frente. Não busque a linha do horizonte, porque nunca irá encontrá-lo. Dormi com o eco daquelas palavras e acordei em um mundo de sonhos, mas sabendo que aquele era o mundo mais real e nessa realidade, vivi onze anos a bordo de um lindo e aconchegante veleiro de oceano, batizado de Avoante.

O que faria diferente?

Não sei, porque a vida é feita de experiências, aprendizados e renascimentos.

Qual capítulo ainda irá escrever?

A continuação da caminhada em busca dos horizontes imaginários, onde vivem os loucos, iluminados de alegria e vida vadia.

Nelson Mattos Filho

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Sonhe, acredite e vá

Acho que todo brasileiro, mesmo aquele que nunca assistiu e nem gosta de futebol, lembrará com amargura das duas Copas do Mundo que aconteceram no Brasil. A de 1950 fomos pegos no contra pé pelos deuses do futebol e a nação brasileira chorou diante do triunfo da seleção uruguaia. Em 2014, euforia, alegria, esperança, histerismo, patriotismo, certeza e mais uma infinita lista de substantivos motivacionais deram lugar a uma impactante incredulidade que nos deixou paralisados diante de um time adversário que também não acreditava no que estava acontecendo. O que será que houve dentro das quatro linhas do estádio mineiro que fez calar uma nação, até então conhecida como dona do melhor futebol do mundo? Para mim, que entende de futebol tanto quanto um ermitão entende de carnaval, a resposta não estava naquele estádio e sim, nas maravilhosas águas do litoral de Santo André, no Sul da Bahia. Foi lá, nos redutos do nosso descobrimento, que a seleção alemã foi buscar os elementos para conquistar a Copa do Mundo e consequentemente nos fazer ver que, assim como no cotidiano da vida urbana, política e empresarial, precisamos de líderes inovadores, éticos, integrativos, eficientes, produtivos, comprometidos, adaptáveis e que gerem resultados vitoriosos para o bem comum. Não está nas areias da Praia de Santo André e muito menos nas confortáveis instalações do hotel de sonhos, que a colheu os alemães, a resposta para o acachapante 7 x 1. Talvez, quem sabe, a resposta esteja na forma como eles foram acolhidos pelos nativos e na impressionante interação afetuosa que se deu entre jogadores e a população daquele lindo pedaço de Brasil. Pode ser também que o segredo da vitória tenha passado pelos abraços, apertos de mãos e troca de presentes entre os gringos e os nativos das terras do descobrimento, mas ninguém prestou atenção quando uma Nau modernosa ancorou ao largo, como fizeram os descobridores, e emitiu sinais somente compreendidos pelos visitantes futebolísticos. Os jornais olharam para o veleiro majestoso na linha do horizonte e vislumbraram apenas como mais uma mania exótica dos gringos, não sabendo eles que ali estava sendo forjada a senha para meter a mão na taça. Pois bem, recentemente participei de um curso de Cultura da Liderança, no Sebrae/RN, e, na primeira aula do segundo módulo, foi passado o vídeo que ilustra essa postagem. No vídeo, que fui buscar no Youtube, está contido tudo o que a Seleção Alemã foi buscar a bordo de um veleiro e que serviu, não como meio de transporte para um passeio pelo mar da Bahia, mas como um valioso laboratório motivacional para transformar em eficiência a equipe que chegou sobrando na Copa do Mundo 2014. Se você não acredita, veja o filme.   

  

PALESTRA REVIVE DRAMA DO ACAUÃ

O encontro de velejadores da última quarta-feira, 19, no Iate Clube do Natal foi emocionante. Tudo por causa da palestra do Capitão de Fragata Paolo, Imediato da Base Naval de Natal e ex-Capitão dos Portos da Paraíba. Comandante Paolo da uma verdadeira aula de segurança no mar quando fala do regate do veleiro Acauã, que virou na costa da Paraíba e que ele participou ativamente. O Acauã retornava da Ilha de Fernando de Noronha, onde participou da REFENO 2009, quando aconteceu o acidente. A palestra do Comandante Paolo emociona pelo modo como o tema é desenvolvido. No final vem a parte mais dramática e emocionante da palestra, é quando Paolo mostra o vídeo feito pelo tripulante Igor, o mais jovem do grupo. Uma aula de liderança, companheirismo, perseverança, comando, bom humor e alto astral do jovem tripulante Igor. O comandante Savigny, ferido no rosto, e o tripulante Joca, visivelmente emocionado, demonstraram toda bravura e valor dos grandes homens do mar nos momentos difíceis. Igor foi o fio condutor da energia que o grupo tanto precisava naquele momento de angústia e luta pela vida, com sua irreverência, bom humor, sangue frio e grande espírito de liderança. Em nome dos velejadores do Rio Grande do Norte, agradeço de coração ao Comandante Paolo e desejo boas velejadas ao Comandante Savigny e seus bravos tripulante, Joca e Igor e dizer que o mar sabe reconhecer a bravura dos grandes marinheiros. Encerro o post com uma frase do tripulante Igor: “…NO FIM TUDO DÁ CERTO E SE NÃO DEU CERTO É PORQUE NÃO CHEGOU AO FIM…”