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Navegação Astronômica é com o Mucuripe

8 Agosto (220)

Eu sou daqueles que levantam as mãos para o alto e agradecem as cabeças iluminadas que criaram o GPS – sistema de posicionamento global –, porque depender das visadas para obter as linhas de posição e emendar os bigodes nos cálculos não é e nunca será a minha praia. Claro que numa travessia oceânica saber se orientar pelos astros dá ao navegador uma segurança sem tamanho, mas o difícil é encontrar navegador que domine totalmente, e na prática, essa técnica quase ancestral. Tomara não ter pisado nos calos de ninguém! O Elson Mucuripe Fernandes, um cearense mais arrochado do que os cabras da peste do bando de Lampião, é um abnegado estudioso sobre Navegação Astronômica e adora divulgar, ensinar e repassar essa arte para os amantes dos mares. Mucuripe é tão letrado no assunto que nem no Lago Paranoá, onde navega, ele abre mão do sextante. Vez por outra o cearense se vê em apuros quando os cálculos de posição afirmam que ele está navegando sobre o gramado do Palácio do Planalto, cercado pelos Dragões da Independência. Mas num se avexe com meus comentários desairosos, pois sei que o Mucuripe vai é rir das minhas lorotas, e trace rumo no blog Velas do Mucuripe para aprender um tiquinho sobre o assunto. Só dou um conselho: Bote no rosto uns óculos bem escuro, tipo Waldikc Soriano, que é para não torrar as retinas na hora de olhar para o Sol.  

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Avoante, a canção

 

A gente vai navegando por ai, pescando histórias, fazendo crônicas, falando da vida, festejando a natureza, se apaixonando com o horizonte sem fim e juntando amigos. Nem sempre os amigos embarcam de vera a bordo do nosso veleirinho, a grande maioria embarca no sonho da aventura e chegam navegando pelas águas do grande oceano internético, mas nem por isso deixam de ser grandes e bons amigos. Alguns festejam a amizade com poesias, textos, fotografias, desenhos, emails e comentários, todos querendo expressar o carinho que sentem por nós e com o nosso Avoante, mesmo sem nunca ter nos visto mais gordos, mas é assim. Amizade é uma via de mão dupla onde se cruzam lealdade, amor, carinho, atenção, verdade, mentira honrosa, sinceridade, paciência, entendimento, muito calor humano e muita vontade de querer bem. Existe o ex-amigo? Existe sim, quando a via passa a ser apenas mão única. Mas vamos deixar de filosofia barata e voltar ao tema objetivo dessa postagem. No mês de Maio recebi do amigo Hélio Mattos, o sobrenome é apenas uma feliz coincidência, uma canção feita para o Avoante. Hélio, pernambucano arretado, é um assíduo leitor do blog e um dos mais ativos comentaristas. Velejador que encontrou nos meus textos a veia para seguir no sonho náutico e a partir dai a amizade, mesmo virtual, soprou ventos favoráveis.  É claro que você deve saber que Avoante é a famosa Asa Branca que tanto migra para lá e para cá, então fiz uma analogia pássaro/barco. Gostei do resultado final, mas penso que você pode achar que ela não tem nada a ver com nada. É porque é a minha maneira de tentar traduzir um pouco do que aprendo nos seus textos. E eles, coisa que muito me envolve, têm um quê de tristeza e decepção com a vida em terra, com os descaminhos da sociedade atual. Tenho brincado de fazer músicas nas minhas horas vagas e a força dos seus escritos têm mexido muito comigo, daí a decisão de fazer algo com este sentimento. Digo que tem mexido muito porque penso direto nas suas palavras que tanto instigam em direção ao mar… Foi assim que ele escreveu quando enviou a letra da Canção do Avoante. Elson Fernandes (Mucuripe), violeiro da mulesta, velejador cruzeirista do grande oceano central do Paranoá, amigo de fé e fogo, cearense forjado entre o sol do sertão e os alísios do mar alencarino, fala mansa do bom nordestino. Pois é, Mucuripe inseriu a letra da Canção do Avoante na alma, parlamentou com o autor, Hélio Mattos, sobre tons, semi-tons, batidas e hits, coisas do mundo da música, e se mandou Paranoá adentro, a bordo do veleiro Mucuripe com a comandanta Fabiana. Diante do pôr do sol do planalto central e na mansidão do grande lago oceânico, o velejador violeiro executou a música e Fabiana gravou tudo. O resultado está ai e mais uma vez festejo a amizade. Obrigado Hélio Mattos pela letra e melodia que nos emocionou e obrigado também ao grande Elson Mucuripe pela versão cheia de magia. Amizade faz coisas assim sim senhor!  

No mundo das estrelas

SiriusOrionStars

O velejador, poeta e violeiro Elson Fernandes, editor do blog Velas do Mucuripe, é um apaixonado pelos segredos existentes nas estrelas. Mucuripe, como ele é mais conhecido, faz uso da navegação astronômica até em suas velejadas cruzando o Lago Paranoá, na Capital Federal, e segundo ele, não erra uma. Recentemente o comandante Mucuripe postou sobre as Estrelas do Céu de Verão, um texto interessante e explicativo para aqueles que desejam um bom passatempo nas noites quentes de verão e que copio na integra:

No mês de setembro eu havia escrito o texto CÉU DE PRIMAVERA  fazendo uma breve descrição do nosso céu noturno por volta das 19 horas, visualizando inicialmente estrelas que estavam posicionadas a oeste. Agora, entramos há poucos dias no Verão, e o céu que se descortina a leste por volta das 22 horas é de uma beleza rara. Podemos contemplar a constelação de Órion com as famosas “três marias” no centro da constelação. As três marias representam o cinturão do guerreiro Órion. Um pouco abaixo da constelação de Órion está a de Cão Maior, onde temos a bela Sirius, a estrela mais brilhante do Céu, ela é duas vezes maior que o Sol. Próximo a Cão Maior está a Cão Menor, com sua estrela mais brilhante que é Procyon. E, temos um visitante ilustre, que não aparecia no céu noturno há um bom tempo, que é o planeta Júpiter, está na mesma altura de Procyon, à esquerda. Ele vai roubar o brilho de Sirius, pois ele só perde em brilho no céu noturno para o planeta Vênus, que a essa hora já se pôs.
Não pretendo aqui fazer uma descrição de todas as estrelas mais brilhantes desse Céu de Verão. Queria mesmo apenas registrar e compartilhar meu fascínio por essa beleza. Ainda poderia citar outras estrelas que se destacam como Aldebaran, Capella, Pollux, Castor, Canopus, Achernar. Por sorte, mesmo diante desse tempo chuvoso, pude avistá-las e admirá-las.
Bom Verão a todos!

Um acidente recorrente

O naufrágio do barco Imagination ocorrido no lago Paranoa em que morreram 9 pessoas, em maio de 2011, foi causado por manutenção precária. Pelo menos isso foi o que concluiu a perícia. O Laudo apontou ainda que o barco sofreu modificações logo após a vistoria da Marinha do Brasil.

 

Barco com 104 a bordo afunda em Brasília

Um barco utilizado para festas e eventos afundou neste Domingo, por volta das 21 horas, no Lago Paranoá em Brasília. Segundo o Corpo de Bombeiros, um bebê de 6 meses morreu depois de ser atendido, os outros tripulantes foram resgatados com vida. Mais uma vez a irresponsabilidade com a superlotação parece ter sido a causa do acidente.