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Hyperion, a galáxia do tempo do ronca

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O universo com suas distâncias-luz é um poço sem fim a resguardar segredos inalcançáveis pelos terráqueos. Por mais que consigamos avançar no manto negro, por mais que nossos telescópios ultrapassem o alcance das lentes, por mais que nossas naves cheguem aos cafundós do espaço, jamais conseguiremos saber um tiquinho sequer do que existe de fato lá em cima, pois estamos sempre atrasados e muito do que enxergamos já não existe mais. É difícil compreender a lógica do firmamento e suas estrelas de brilho maravilhoso, porque tudo parte de um princípio e esse princípio é inalcançável. Daqui de baixo avistamos o Sol, a Lua, os planetas próximos, sonhamos com extraterrestres, com discos voadores, pusemos os pés na Lua e até fincamos uma bandeira. Avançamos mais, cada vez mais, deixamos o pequenino Plutão para trás e mergulhamos no vazio da incógnita. Existe o que lá fora a não ser o eco do silêncio? Agora nossas lentes focaram as barbas do titã Hyperion, filho de Urano, que na mitologia grega era a divindade que personificava o Céu, e Gaia, a Mãe-Terra. – Titã? – Hyperion? – Que papo de maluco é esse, rapaz? – Peraí que conto! É que um grupo de astrônomos de várias partes do mundo localizaram um superaglomerado ancestral de galáxias, com massa de “zilhões” de vezes maior do que a do Sol e batizarão de Hyperion, devido a grandeza colossal e pelos cálculos que nós,  pobres mortais, só entendemos se dormirmos três dias e três noites amarrados, de cabeça para baixo, pelo dedão do pé, a galáxia anciã é do tempo que nem sei lá danou-se, pois a bicha se formou, segundo os homens das ciências, nos primeiros 5 bilhões de anos do universo. Vale puxar pelos ensinamentos de colégio para lembrar que o Big Bang, que deu o ponta pé nessa maluquice toda, se deu a mais de 13 bilhões de anos. – Vai fazer a conta? – Pois pegue a caneta e o papel e comece anotando que quando apontamos um telescópio para os confins do espaço o que observamos já não existe faz tempo. – Entendeu não? – Nem eu, mas vamos lá! Como a luz viaja a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, ao olhar para o céu, o que se vê é apenas a luz emitida pelos astros, que muitas vezes já não existe. – Coisa de maluco! – Também acho, mas é assim! – Quer saber mais? O calor do Sol, que está bem ali, só queima a nossa pele 8 minutos depois que esfriou. Rapaz, sabe de uma coisa: Vou é parar por aqui pois já não sei se estou indo ou se estou voltando. Tchau, vou dormir que meu mal é sono! Zé Dias, me ajude aí, homem das estrelas!

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