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Histórias de quem vive no mar

Screenshot_2018-06-01-18-54-54Screenshot_2018-06-01-18-57-10 Tem coisas que enche nossa alma de felicidade, principalmente quando recebemos o carinho e a atenção de pessoas que tão pouco conhecemos, ou nem conhecemos, mas que nos tem como referência para a realização de sonhos e histórias de vida. Foi assim comigo e Lucia, quando embarcamos em uma bela e enigmática história de um livro de aventura que mudou definitivamente o rumo de nossas vidas. Obrigado Heloísa Schurmann, por escrever o livro, Dez Anos no Mar, porque sem ele, jamais teria existido um certo casal Avoante e seu velho Diário. Hoje me deparo com o Blog Barlavento, editado pelo Tiago, e para surpresa, contando um pouco da nossa história e de outros casais, que um dia apostaram que o mundo do mar tinha muito mais a oferecer do que a maluquice extremada existente nas ruas de uma cidade qualquer. Plagiando Adriano Plotzki, velejador e editor do canal Hashtag Sal, digo assim: “Apenas alguns segundos sobre o mar, nos faz repensar prioridades”. Mar, reino encantado, guardião de sonhos e sonhadores, eternamente te renderei reverências! Obrigado Tiago!   

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Causos e surpresas

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Muitas vezes é difícil saber em que pé navega a verdade em uma história que tem o mar como pano de fundo. Isso acontece com pescadores, velhos e novos marinheiros e velejadores. Tudo fica enorme quando a emoção passa a valer mais do que a razão, ainda mais quando existe uma plateia avida a ouvir ou quando se quer apenas dar uma pequena valorizada na narrativa acrescentando algumas estrelas douradas de heroísmo.

Final de Outubro de 2014 estive no Iate Clube do Natal para pegar um veleiro e comandá-lo entre Natal e Salvador. Chegando lá fui convidado para fazer parte de um churrasco em que os tripulantes do veleiro Tranquilidade comemoravam, com um pouco de atraso, as participações nas regatas Recife/Fernando de Noronha e Fernando de Noronha/Natal, edições 2014. Para quem acompanha as páginas desse Diário deve lembrar que falei em como essas travessias foram duras para as embarcações e consequentemente deixando marcar profundas em muitos tripulantes. De norte a sul do país a cantilena é uma só: Foi uma viagem terrível!

Mas tudo passou e hoje todos festejam a vida ao sabor de grandes resenhas digeridas com cervejas, vinhos, outras bebidas e fartas lascas de carnes na brasa. E é nessas horas que tudo se transforma e os olhos dos interlocutores se enchem de espanto. Continuar lendo