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Sabores do Rio Grande do Norte

172418Ginga com tapioca é uma das mais saborosas iguarias da cozinha potiguar e ganharia disparado qualquer concurso brasileiro, tipo, comida de barzinho. O prato é típico dos bares do Mercado Público da Redinha e a Redinha e uma praia do litoral norte do RN, famosa pelos antigos e bons tempos de veraneio. A velha e boa prainha hoje anda meio esquecida embaixo de uma ponte monumental, mas tem muito a oferecer aos que procuram suas belezas banhadas pelas águas do rio e do mar.  Quem já foi a Redinha e teve o prazer de se deliciar com o inigualável sabor da Ginga com tapioca sabe que é coisa dos deuses e quem ainda não provou, não sabe o que está perdendo. Pois bem, vejo nos portais de notícias que o Mercado da Redinha irá receber assessoria dos alunos de uma universidade potiguar, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo, para preparar os proprietários e funcionários dos bares e restaurantes, em cursos de qualificação no atendimento e manuseio de alimentos, com o objetivo de preparar o ambiente para um Festival de Ginga que deverá acontecer em breve. Fico matutando com meus botões: – Será que vão repaginar a Ginga com o modismo das comidas de chef? Valei-me Iemanjá!     

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Peixe conservado ao Sol

IMG_20160726_001357Quem anda ou já andou pelas localidades pesqueiras no litoral mundo afora já se deparou com peixes e frutos do mar salgados e secando expostos ao Sol, criando uma cena que encanta pela beleza e rusticidade. A conservação de alimentos é um problema desde que o homem se entendeu de gente e quando se trata dos seres do mar, o problema se torna ainda mais desafiante. Claro, com o advento da refrigeração a conservação dos alimentos deixou de ser problema, mas em muitas culturas a conservação ainda se dá pelos métodos tradicionais e, posso até afirmar, em muitos países já existe o incentivo da volta as origens. A técnica de secagem ao Sol é de uma simplicidade encantadora, porém, demanda tempo, planejamento e conhecimento para decifrar os sinais emitidos pela natureza, coisas que os pescadores e habitantes das vilas pesqueiras do litoral entendem como ninguém. Recentemente estivemos no distrito de São Tiago do Iguape, município de Cachoeira/BA, para Lucia aprender o processo de defumar o camarão, ingrediente que dá o sabor inconfundível ao verdadeiro acarajé da Bahia, visita que relatei no post “De volta a São Tiago do Iguape”. Foi uma visita proveitosa em todos os sentidos, pois revivemos a primeira visita que fizemos a São Tiago, a bordo do Avoante, abraçamos pessoas da nossa mais alta estima e conhecemos, além da defumação do camarão, um pouco do processo baiano de conservar peixes ao Sol, que em nada difere do método utilizado em outras partes do Brasil e do mundo e que tem na China e o Sudeste Asiático os  maiores produtores e consumidores. O processo é simples e se baseia em técnicas rudimentares em que o peixe e tratado, retirando as vísceras, salgado, colocado em um secador feito em cipó, ou sobre uma lona, estendido ao chão, exposto aos sol e ao vento, até perder a umidade. O cheiro e o sabor ficam bem mais acentuados, mas nem por isso o pescado perde em qualidade. Pelo que se observa nos rumos tomados pelos mais afamados chefs de cozinha, já existe uma tendência ao retorno as origens da gastronomia. A boa mesa quando retorna aos seus fundamentos fica saborosamente mais charmosa, espalha no ar um odor apaixonante e nos faz sonhar com épocas mais humanas e tranquilas, em que a mesa da vovó era o território sagrado dos deuses. Por falar nisso: – Retirando o bacalhau da lista, você já saboreou algum prato preparado com peixe secado ao Sol? Fonte de pesquisa: mytaste.com.br    

Vivendo o mar e os amigos a cada dia

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Esse Diário é assim mesmo, de vez em quando dá uns bordos mais longos e navega pelo cotidiano das cidades. Mas a escolha de morar a bordo de veleiro não leva ninguém a viver isolado do mundo urbano e quando se tem muitos amigos, ai é que não se consegue mesmo levar uma vida de ermitão dos oceanos. Por isso mesmo tento aproar o blog para os mais diversos assuntos e assim vou bordejando quando noto que a rotina tenta tomar gosto. São tantas coisas para falar que as vezes elas se perdem nos arquivos secretos de minha alma e quando dou por mim, tenho que sair procurando em meio a um embrulhado de assuntos novos e antigos. Acordei nessa quarta-feira, 15/07, pensando numa deliciosa panela de Cassoulet que saboreamos na casa dos amigos do veleiro baiano Ondine, Gomes e Lia. Pois é, aquele Cassoulet estava dos deuses e acompanhado de cerveja gelada a coisa subiu mais um degrau no pódio. O prato é de origem francesa e é feito de várias maneiras, porém, o mais tradicional é com feijão, carne de pato, carne de porco, linguiça e salsichas. Na receita de Lia, o pato foi substituído por galinha e, como eu nunca comi o Cassoulet francês, achei uma delícia o abrasileirado. Mas não era somente isso que eu queria falar, pois queria mesmo era puxar assunto para dizer o seguinte:   

Capa do livro Vivendo o Mar a Cada Dia Em 2011, Lia lançou a primeira edição do livro Vivendo o Mar a Cada Dia – de Salvador a Ilha Bela na esteira do Ondine, em que conta a navegada que fizeram em flotilha com o veleiro Tô Indo, do casal Gerson e Lili. Uma leitura gostosa e imperdível sobre um dos mais belos trechos do litoral brasileiro e parafraseando o amigo Hélio Viana, blog MaraCatu – de onde pesquei a imagem do livro – : Duvido que você não leia de um folego só! Mas vou logo avisando que a receita do Cassoulet não está no livro.  

Steak Poivre somente no Restaurante Mar Sereno

 Steak Poivre REST MAR SERENO (6)A mais bela paisagem de Natal, o melhor da gastronomia, o lugar mais aprazível, segurança, tranquilidade e o prazer de bons papos com os amigos, tudo isso você encontra no Restaurante Mar Sereno que funciona no Iate Clube do Natal. Um cardápio variado e que prima pela qualidade dos pratos bem servidos é uma das marcas do Restaurante Mar Sereno sob o comando do Chef Romildo. Um dos pratos preferidos, e carro chefe da casa, é o delicioso Steak Poivre, um filé ao molho madeira com pimenta do reino, cebola, batata cozida, purê e arroz. O Mar Sereno funciona de Terça a Domingo e nas Terças, Quartas e Quintas ainda tem a beleza do excelente e renomado Projeto Pôr-do-Sol do Potengi.