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No Avoante é assim!

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Curso de vela? E o que danado faz essa garrafa de cachaça e essa latinha de cerveja em meio a um dia de aula diante de uma paisagem espetaculosa? Será que fazem parte do currículo? Pois é, taí uma boa pergunta! Mas não se avexe que tenho uma boa resposta, ou pelo menos vou tentar. Esse dois ai são os amigos Diego e Felipe, que se mandaram das paragens do planalto central e embarcaram no Avoante para desanuviar o juízo dos dias de lida  em uma cidade mandatária, que a cada dia nos deixa com cara de espanto. Diego queria aprender os segredos da vela de cruzeiro para muito em breve cruzar os mares do mundo. Felipe pretendia apenas passear e conhecer os segredos guardados a céu abertos pelos santos e orixás que povoam a Baía de Todos os Santos, pois daqui uns dias seu veleiro, que está sendo construído pelo estaleiro maranhense Bate Vento, estará bossando pelas águas da Bahia. Juntamos o útil ao agradável e montamos esse curso/charter que foi um sucesso e recheado de boas energias e uns centímetros a mais na circunferência abdominal de cada um.

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Para variar, mais uma vez Lucia caprichou na gastronomia e preparou um cardápio, desde o café da manhã com tapiocas, bolos quentinhos, peixe frito e outras guloseimas, que encantou nossos tripulantes. E nos almoços e jantares não faltaram as deliciosas moquecas baianas e as tradicionais massas.´

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Claro que o Felipe, que embarcou para curtir a vida, adorou o que viu do mar da Bahia, mas o Diego, aproveitou cada minuto do aprendizado e desembarcou dando aula de rotas e marcações e já  tentando enxergar um veleiro para adquirir e realizar o sonho. – E as cervejas e a cachaça? – Claro que tínhamos que brindar tudo isso!

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Visita surpresa e uma velejada arretada

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Domingo, 23/11, pretendíamos soltar as amarras que prendiam o Avoante ao píer do clube Angra dos Veleiros, no bairro da Ribeira, porém, na vida de um velejador de cruzeiro nem tudo precisa ser tão perfeito como nariz de santo e assim as programações vão mudando ao sabor das vontades, preguiças, meteorologia e outros porquês, pois motivo é o que não falta. Mas o tempo na Bahia também não estava assim tão firme e fomos ficando. Para nossa surpresa, no comecinho da noite recebemos uma mensagem do amigo e velejador potiguar Ricardo Maia, querendo saber por onde andávamos e quando respondi que estava no Angra dos Veleiro ele treplicou: – Mas homi, estamos aqui em frente! Ricardo e Jacqueline estavam passando de carro por Salvador, indo para o Rio Grande do Sul, e resolveram parar uns dias na capital baiana. Convidamos o casal para vir a bordo, depois fomos festejar o reencontro saboreando uma pizza no largo da Ribeira e marcamos velejar no dia seguinte até a Ilha de Itaparica. Convite aceito de pronto!

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A Segunda-Feira amanheceu com tempo bom, vento leste e a Baía de Todos os Santos com seu tradicional tapete de águas. Foi uma travessia fantástica toda feita em asa de pombo e sem precisar usar o motor em momento algum. Ricardo, velejador nato e apaixonado, festejou a travessia com um largo sorriso no rosto e não largou o comando hora nenhuma.

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A noite, diante da Lua cavaiando, comemoramos a tranquilidade do fundeio na Ilha no cockpit saboreando um delicioso risoto de rúcula com tomate seco, que infelizmente não deu tempo de fotografar, mas o café da manhã de hoje, Terça-Feira, 25, foi registrado para a posteridade e provocar alguma invejasinha. Ricardo e Jacqueline desembarcaram e retornaram a Salvador para seguir viagem rumo ao Sul e nos ficamos curtindo a saudade desses casal que é uma simpatia.  

Comer bem a bordo faz a diferença

03 março (16)

A boa gastronomia faz a diferença em qualquer passeio de barco e quando esse passeio se transforma em um delicioso cruzeiro pelos mares do mundo ai não tem como duvidar.

No Avoante passamos vários anos vivendo à custa de sopinhas, biscoitos, bolachas, sanduíches e miojos. A coisa era tão cruel que quando ia chegando à hora da barriga dar sinal de vida, tinha gente que preferia dormir a ter que enfrentar a luta. Maçãs, bananas e pêras eram o mais próximo de uma alimentação saudável que sonhávamos ter a bordo e muitas vezes, bastava o cheiro de maçã no supermercado para desencadear a síndrome do enjôo instantânea.

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Mais uma do mundo dos sabores

 

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noite de massa (9)noite de massa (2) Esse blog não é de receitas, mas o mar, e a vida a bordo de um veleiro, aproxima a gente de receitas e sabores que chegam navegando de boca em boca nos encontros de velejadores e nas muitas ancoragens ao longo dos oceanos. Receber os amigos a bordo é um dos melhores prazeres para um velejador de cruzeiro, e sempre, nesses encontros, se extrai os melhores sabores do fundo das panelas tentando demonstrar toda a felicidade que aquele, ou aqueles, visitantes trazem para nossas vidas. Mas esses encontros não ocorrem apenas em barcos, eles também se dão em casas de amigos que, como a gente, também adoram receber e demonstrar todo o carinho que sentem por nós. Foi num encontro desses na casa do casal de amigos, Fernando e Marta, que degustamos esse maravilhoso Croque Monsieur, e que agora divido um pedacinho com vocês. Mas antes de deixar um pedaço para vocês, fui navegar na internet para saber um pouco mais sobre esse lanche muito gostoso e descobri que: 

“O Croque-Monsieur é o mais famoso sanduíche francês. Segundo a Enciclopédia Larousse Gastronomique, o primeiro Croque-Monsieur foi servido no verão de 1910, num bar inglês chamado Le Trou dans le Mur, que ficava no Boulevard des Capucines, em Paris. De inspiração anglo-saxônica, o Croque-Monsieur é uma adaptação (melhorada) do Welsh Rarebit inglês, e a principal diferença é o acréscimo do presunto na receita francesa”. (FONTE: http://www.correiogourmand.com.br/).

Croque Monsieur
    
Ingredientes:
· 1 pão de forma sem casca e cortado ao comprido
· 200 g de presunto ralado
· 200 g de queijo gruyère ralado (ou parmesão)
· 1 copo de creme de leite fresco (daqueles que batem chantilly)
· 2 ovos inteiros batidos
· sal a gosto
· pimenta a gosto

 

Modo de preparo:
Bater os ovos com o creme de leite, o sal e a pimenta e reservar
Forrar uma assadeira com papel manteiga.
Colocar uma fatia de pão sobre o papel manteiga. Por cima despeje o creme batido de ovos, adicione metade do presunto ralado e metade do queijo gruyère ralado.
Mais uma camada de pão, uma de creme batido de ovos, o restante do presunto e quase todo o restante do queijo (reserve um pouco do queijo para colocar em cima, na finalização).
Por último, coloque a terceira camada de pão
Finalize com o restante do queijo gruyère ralado e com bastante creme de ovos batidos
Leve para assar em forno bem quente até ficar dourado.
Retire do forno e sirva, de preferência, acompanhado
com uma boa salada.