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O rei dos manicacas

1213783Se decifrar o espaço sideral é uma lida extremamente complexa, apesar de mirarmos todas as noites o manto estelar em busca dos mistérios existentes nos infindáveis buracos negros e nas constelações zodiacais, o que dizer do fundo dos oceanos, que não vemos e onde o medo, a escuridão e a monstruosa pressão não nos permite chafurdar naqueles terreiros, a não ser através dos robôs. Conhecemos pouquíssimo das coisas do espaço e, apesar dos fuxicos, não sabemos nem se existem mesmo os tais homezinhos verde e suas espaçonaves mais iluminadas do que árvore de natal. Sobre a Lua, sabemos que ela é de São Jorge, que tem uns buracos tipo queijo suíço, que é dos namorados, que os meninos de Tio Sam fincaram uma bandeira por lá para marcar território e que interfere nas coisas da natureza, dos animais e regula boa parte dos sentimentos do homem. Sabemos também que lá em cima está cheio de gerigonças transloucadas, girando que nem peão, e que vez por outra  uma se destrambelha e se espatifa no chão do nosso planetinha metido a besta. – E do mar, o que sabemos?- Também quase nada, pois não conhecemos nem 5% dos oceanos e muito menos dos segredos existentes nessa pequena porcentagem. Mas foi aí que um robozinho bisbilhoteiro danou-se a escarafunchar no mar dos Açores a vida de um peixinho fantasmagórico, com a intenção maledicente de fuxicar sobre a vida sexual de uma criatura tão horripilante, para a gente, e tão linda para seus iguais. – Seu robô, será que você não sabe que é pecado falar da vida alheia? – Tome ciência, seu pedaço de lata amassada! – Cuidado, viu, pois por aí afora a justiça ainda funciona e não tem esse papinho do cara ficar tirando onda de arrochado! Sim, vamos lá. Pois num é que o tal robô fuxiqueiro descobriu que o “peixinho feio” faz um tipo de sexo que os cientistas estão considerando o pior do mundo e tem um triste final! Pois é, as lentes do fuxiqueiro flagraram o ato sexual e denunciaram que o macho fica preso para sempre nas garras, ou melhor, no corpo da fêmea. – Ora, mais isso já acontece entre os humanos! – Homi, fique quieto, fale não! – Deixe a vida dos outros e vamos falar apenas do peixe, viu? Pois bem, o peixe é da família dos Caulophryne jordani, vive a mais de 800 metros de profundidade e é justamente nesse “escurinho do cinema” que acontece o moído. O robô descobriu que ao beijar a companheira, os lábios do macho ficam colados ao corpo da fêmea, que é bem maior – mulher grande é fogo e dizem que pequena é mais fogo ainda –, e ele passa a ser um parasita sexual, incapaz de se soltar, porém, fecundando os ovos da companheira até enquanto vida tiverem. A pele, o sangue, as vontades, os órgãos, tudo dele passa a ser dela e não tem juiz no mundo que dissolva esse casamento de verdadeira comunhão total de bens. Os cientistas que apresentaram a descoberta, segundo o site publico.pt, sentenciaram que: “…o macho perde a sua individualidade por completo e o casal torna-se num único organismo funcional…”. Pense num babado! – Homi, volto a dizer que isso por aqui não é novidade nenhuma! – Rapaz, fique quieto! – Ficar quieto? – Tá pensando que manicaca só tem aqui, é? – Hummm!    

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Titanic, uma história sem final

1200px-RMS_Titanic_3O colosso, o maioral, o festejado, o desejado, o fenomenal, o cinematográfico, aquele que nem Deus afundaria, o fundo do mar, a tragédia, o silêncio, a escuridão total, a história, o mito, a lenda. São muitas a palavras que podemos definir o Titanic, mas duvido que depois de tantos anos do acidente que marcou o mundo, alguém possa afirmar com todos os pingos nos is, o que realmente aconteceu naquela fatídica noite gelada no mar do norte. Remontar a história dessa lenda que repousa a mais de 3 mil metros de profundida passou a ser o objetivo e o desejo de várias gerações de estudiosos e será para o sempre, pois é assim com os grande enigmas mitológicos. Pois bem, agora os cientistas afirmam que o que ainda resta do centenário transatlântico de casco negro está preste a se dissolver pela ação de uma bactéria, já batizada de Halomonas titanicae, em homenagem ao navio. Dizem que essa bactéria consegue sobreviver em condições onde praticamente não existe nenhum outro tipo de vida, como é o caso da profundidade oceânica em que se encontra o naufrágio, com forte pressão e completamente escura. Será que nem o mar quer ficar com o Titanic? Essa será mais uma página a ser acrescentada a uma lenda histórica que nunca terá um fim. Fonte: G1 ciência e saúde        

Aliens?

blog_fish_01blog_fish_04blog_fish_05Você acha que conhece alguma coisa do mar? E das profundezas dos oceanos? O mar e suas profundezas abissais tem mistérios tão bem guardados que jamais o homem conhecerá a fundo todos os segredos. Foi no blog do jornalista, curioso e desbravador de notícias pitoresca, Fernando Moreira, no site O Globo, que copiei as imagens dessas criaturas fantasmagóricas que abrem essa postagem. Elas foram retratadas pelo pescador russo Roman Fedortsov, que posta regularmente no Twitter fotos dos monstrengos retirados do mar pelas redes do barco em que pesca. Pense numa turminha que poderia servir de atores em filmes tipo Alien! 

O mar serve para tudo

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O fundo do mar é um imenso depósito em que estão escondidos vários segredos da humanidade, provas cabeludas dos mais terríveis crimes e maracutaias de declarados cidadãos de bem, mas devido a inacessibilidade, estão perdidos para o sempre, porque dificilmente assistiremos a montagem de grandes expedições policiais ou científicas para cascaviar o fundo dos oceanos em busca de provas. Podemos até dizer que o fundo do mar é um enorme Data Center.  – O que? – Data center? Pois é isso mesmo! A Microsoft pretende construir Data Centers autossustentáveis para serem guardados no fundo dos oceanos. O primeiro protótipo foi lançando em agosto de 2015 e ficou em atividade durante 105 com excelentes resultados. Um Data Center tem a finalidade de abrigar milhares de servidores, bancos de dados e processar quantidades incalculáveis de informação e para isso precisam de sofisticados projetos contra incêndio e complexos sistemas de resfriamento para manter a temperatura estável. Além de exigirem sistema inviolável de segurança. No fundo do mar, os equipamentos estariam permanentemente resfriados e a segurança seria praticamente total. A empresa afirma que muito em breve toda essa parafernália estará a disposição dos usuários a preços que não assustarão o bolso de ninguém. Bem, já estou imaginando a seguinte situação: Quando alguém nos pedir uma informação urgente, poderemos responder para o interessado esperar um pouco que iremos o pescar. Fonte: Revista Náutica e Canal Comstor.

Será coisa de maluco?

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Diz uma matéria no site Mundo Estranho, da Abril, que existem oito sons misteriosos nos oceanos que até hoje a ciência não conseguiu explicar, alias, existem muitas coisas saídas das profundezas abissais que carecem de explicações. O que dizer das vozes do mundo que mexe com imaginário dos navegantes desde que o mundo é mundo? Muitas vezes nos turnos de comando durante as madrugadas silenciosas, somos despertados por um verdadeiro bate papo fantasmagórico e quando procuramos na vastidão do mar para ver do que se trata, nos deparamos apenas com o sussurro do vento e o marulhar das ondas passando pelo casco. Se eu já ouvi? Claro que sim! Se é imaginação, sonho, fantasia ou simplesmente delírio de maluco eu não sei, mas que é assim é. Agora vem o Mundo Estranho com o caso dos oito sons misteriosos e me faz viajar. Eita mundão de água cheio de segredos!   

Do reino da feiura

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Nesses tempos que precede o reinado de mono e as máscaras entraram no centro da discussão jurídica entre o que pode e o que não pode, fui buscar nas profundezas dos oceanos duas criaturas que disputam o troféu da criatura mais feia do mundo. Descobri que na Inglaterra tem até uma associação, liderada por um comediante, que defende a preservação dos bichos desprovidos de beleza, a Sociedade de Preservação dos Animais Feios, e é justamente esse grupo que organiza a competição nacional dos bichos feios no Reino Unido. O troféu foi para o feioso que aparece na imagem acima que é o Peixe-Bolha, que segundo as línguas ferinas, a marmota tem um rosto que só agrada mesmo a mãe. O Peixe-Bolha vive nas profundezas abissais dos mares frios da Tasmânia, Austrália e Nova Zelândia, assustando outras criaturas tão feias quanto ele.

Tamboril

O outro feioso, que apesar de horripilante ainda não se aventurou a lutar pelo título de feiura, é o Tamboril que também habita o fundo dos oceanos e é um feroz predador, mas na culinária portuguesa tem posição de destaque. O fundo do mar é realmente um grande mistério para o homem e nem de longe quero dar de cara com um monstrinho desses durante um mergulhinho para refrescar o calor.