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Mulher de fibra

exercitoEita, faz uns dias que não batuco os dedos nas teclas para atualizar este Diário, mas juro que o motivo é a mais pura preguiça, porque assunto é o que não falta nesse mundão de meu Deus. Mas se avexe não que prometo espantar o banzo, azeitar os dedos e botar os miolos para trabalhar. – Sim, e o que danado faz a foto dessa mulher, com cara de arretada, aí em cima? – E apois, num foi ela que me fez sair do berço esplendido! – Vou contar! Dia desse numa tirada de prosa com Dona Tita – amiga que tenho muito carinho e afeto, em Enxu Queimado –, confabulamos sobre o papel da mulher no mundo e afirmei que a mulher tem papel preponderante no mundo atual e ai daquele marmanjo metido a arrochado que duvidar que essa preponderância arrefecerá no futuro. Como bem disse o bordão: “Lugar de mulher é onde ela quiser” . Pois bem, o mulherão da foto é a tenente-general Laura Richardson, que assumiu provisoriamente nesta quarta-feira, 17/10, o comando das Forças Armadas dos Estados Unidos e manterá sob suas ordens 776 mil militares e 96 mil civis. Pense numa mulher de sangue no olho!  

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Reminicências

2 Fevereiro (191)

O que falar nesses primeiros dias de um outono que se apresenta com um horizonte tão enuviado? – Sei lá, vou ajuntar as letras e antes de colocar o ponto final, passarei a vista para ver no que deu.

O outono abaixo da linha do Equador é uma estação interessante e sempre gostei de vivenciar durante a longa temporada em que morei a bordo de um veleiro. O céu se apresenta com uma roupagem cinza enigmática, o mar adquire feições apaixonantes e os ventos bailam ao compasso de um velho e gostoso blue. É nessa época, algumas horas para lá, outras para cá, a depender dos volteios planetários do astro-rei, que os doutores e os adeptos das coisas da astronomia, festejam e discorrem loas sobre o equinócio, que acontece duas vezes por ano – uma em março, outra em setembro – que em breves palavras, é o período em que os dois hemisférios da Terra estão igualmente iluminados pelo Sol e assim os dias e as noites duram tempos iguais. – Só isso? – Não, tem mais tempero nesse angu orbital, mas conto apenas os contos que sei, pois dos pormenores, os entendidos se encarregam de destrinchar!

E o dia de São José, que é santo esperançoso, passou praticamente sem um molhadinho sequer pelos terreiros nordestinos. Teve missas, rezas, foguetórios, promessas prometidas, promessas pagas e mais alguns folguedos animando praças e átrios das igrejas, mas o Santo se fez de rogado e seu dia passou em brancas nuvens. Porém, sertanejo é cabra forte, quando reza, reza pra valer e quando acredita, acredita acreditando e botando fé. A chuva está prometida, só não sei se hoje ou amanhã, mas que ela vem, vem. E tomara que venha logo, pois os barreiros estão secando ligeiro e os açudes nem pegaram água. Agora, saindo dos caminhos da fé e entrando na variante da ciência, pelas imagens transmitidas pelos satélites, a chuvarada está tomando forma. Que venha!

Seu menino, e o tal apagão da quarta-feira, 21? Precisa dizer alguma coisa, ou tudo já foi dito e desdito? Mas já que todo mundo deu um pitaco, vou dar o meu também: Acho que a causa foi falta de peia no lombo de quem precisa levar e nada mais. Pense num desmazelo destrambelhado! Num tem um filho de Deus, na seara das “autoridades”, para falar coisa com coisa ou coisa que se aproveite. É um tal de não sei, não fui, não sabia, não vi, que chega dá um reboliço nos miolos da gente e não tem paciência que fique quieta. Mal ligaram as luzes da quarta-feira, apagou-se novamente na quinta-feira, na “casa do céu”. – Casa do céu? – Sim, homem, aquele tribunal do planalto onde os pares se acham deuses, fazem beicinho um para o outro, enchem a carteira como se fossem xeiques das arábias e se arvoram a botar “ordem” até em jogo de biloca. Nem que eu quisesse entraria no mérito da questão não decidida, ou decidida, sei lá, pois o juízo ainda me resta um tiquinho e danado é quem quer emendar os bigodes com entrincheirados de plantão, mas o que houve por baixo das vestes da moça que segura a balança, só os mosquitos é quem sabem. Eita Brasil cheio de munganga e ainda sobra uma ruma de mungangueiro para tocar fogo no circo!

E as novidades não param de chegar e pelo zapzap a coisa se espalha mais ligeiro que fogo em palheiro, mas se tirar os nove fora não sobra nada, a não ser a parte sexo-educativa e as piadas. Eita ruma de caboco pra gostar de sacanagem! Tem aparelho de celular que o dono já mandou trocar umas três telinhas, pois o vidro gasta de tanto ele passar o dedo para cima e para baixo. Dizem que o primo, da prima do primo de uma amiga distante, gastou a impressão digital de tanto passar o dedo na tela do celular.

E a Semana Santa já vem despontando por aí e com ela as velhas notícias sobre o preço do peixe, a falta do mesmo e as enfadonhas entrevistas com os fiscais sobre as normas de comercialização. Como se o beabá desse jeito nos balaios! Qualquer dia vão inventar que peixe tem que ser vendido sem catinga e ai daquele que se abestalhar a vender! – Duvida? – Pois num duvide não, que nesse mundo tudo pode e quando é para arrancar dinheiro do contribuinte, a lei surge que nem faísca.

– E o Rio em? – Rapaz, só não digo que está igualmente a casa de mãe joana, porque na tal casa todo mundo manda e no Rio de Janeiro ninguém manda em nada. Nem a soldadesca verde oliva escapa e nem sei onde diabo os quatro estrelas estavam com a cabeça de se meter naquele fuzuê. Tome tento general e bata em retirada enquanto é tempo. Aliás, será que nos quarteis já escutaram Fernando Abreu cantando assim: …O Rio é uma cidade/De cidades misturadas/O Rio é uma cidade/De cidades camufladas/Com governos misturados/Camuflados, paralelos/Sorrateiros/Ocultando comandos…

Eh, acho que chove sim!

Nelson Mattos Filho

Coisa minha

continência

Já que falei e parabenizei as medalhas das nossas judocas vou dizer mais. Claro que o pensamento é livre, como o é também a forma de cada um ver as coisas do mundo e o modo de se expressar. Das escolhas nem se fala.  Mas sinceramente tem coisas que fico me perguntando, se diante dos tantos problemas que o nosso país está enfrentado, não teríamos assuntos mais urgentes para nos preocuparmos do que discutir se um atleta deve ou não dar continência diante da bandeira do Brasil. Mas já que é para opinar, prefiro dizer assim: Parabéns a todos os atletas que com muita técnica e raça subiram e ainda vão ter a alegria de subir ao pódio do Pan-Americano 2015, especialmente aqueles integrantes das nossas Forças Armadas, que com muita justeza de caráter e dever, dão continência para o nosso Hino e nossa Bandeira. Bordo! 

Curiosidades náuticas

Patentes da Marinha

As vezes ficamos frente a frente com oficias da Marinha do Brasil e mesmo visualizando a patente no uniforme, ficamos sem saber qual o posto que ele ocupa na hierarquia militar. Taí o quadro!