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O papelzinho de bombom

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Não, não vou falar sobre a Amazônia, porque não sei o que acontece por lá, não conheço a selva, nunca naveguei em seus rios e sinceramente, nem quero saber os segredos escamoteados nas declarações dos seus defensores, porque fala e ação passam longe dos caminhos da floresta e da verdade. Se ela queima, como sempre queimou, deve queimar com o consentimento de todos que se dizem seus defensores. Se é desmatada, idem. Se é ultrajada, idem. Ela pertence ao mundo, pertence não, pois ela é tão nossa como o papelzinho de bombom que ilustra esse texto e como sempre, ninguém o repara jogado nas ruas. O mundo não conhece a Amazônia, o mundo deseja a Amazônia, localizada em uma grande república, como eles dizem, de bananas. Vixi, pois num é que falei sobre o que não queria falar! Danou-se!

Mas o papelzinho estava lá, jogado ao chão…

Nelson Mattos Filho

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Piratas espalham terror nos rios da Amazônia

amazonas

Essa maravilha retratada pelo fotografo do G1 AM, Adneison Severiano, é um pedacinho da floresta amazônica: Um mundo no mundo. Navegar na região amazônica é um sonho de muitos velejadores mundo afora, mas as notícias que chegam de lá é um balde de água fria para a sanha aventureira do povo da vela de cruzeiro. Roubos, assaltos, mortes e crueldade pura e simples são os principais motivos que afasta a vela de cruzeiro desse berçário da natureza. A Amazônia, com toda a sua grandeza recheada de riquezas naturais, só recebe atenção das autoridades, ambientalistas e ONG de toda espécie, quando essa turma se da conta de alguma fumaça no ar ou quando algum índio se mete a tirar satisfações com madeiros, grileiros, mineradores e outros espertalhões qualquer. Nunca fui até lá, nem pelas asas de um avião, mas aquela floresta sempre me pareceu abandonada, esquecida e maltratada por nossas autoridades. “A Amazônia é nossa”. Esse é o lema, mas entre as palavras patrióticas e a vontade de fazer acontecer existe um imenso fosso sem fundo. Navegando na internet, vi uma matéria publicada no site G1 AM que fala da pirataria que cresceu a passos largos nos rios que banham o Amazonas, Rondônia e Para. A Secretária de Segurança do Amazonas registrou entre 2014 e 2015 mais de cem furtos e até sugere a criação de uma Polícia Fluvial nos mesmos moldes da Polícia Rodoviária. As entidades que representam as empresas de navegação e os funcionários alertam e pedem a todo instante para uma ação governamental para coibir tanta violência. O Governo Federal prometeu iniciar agora em Maio uma operação conjunta com as forças policiais dos estados envolvidos, Forças Armadas e Polícia Federal. Velhos discursos, antigas promessas e nada de concreto para um futuro de tranquilidade. O comando do 9º Distrito Naval já se agarrou na Lei 9.537 de 11 de dezembro de 1997, para justificar que a Marinha compete exclusivamente fiscalizar a segurança na navegação, a salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição hídrica. Segundo o G1, a Marinha anunciou em nota que nem possui um levantamento ou registro de ataques de piratas na região, porém, na mesma nota desdiz tudo ao confirmar que foram constatados casos ilícitos de assaltos a mão armada contra embarcações, mas que isso não se caracteriza como pirataria. Como diz uma grande amiga nossa:  Então tá! Afinal de contas: A quem danado compete a segurança e policiamento das nossas águas? Se em terra, que temos tudo bem definido, a coisa degringolou de vez, imagine no mar que ninguém sabe quem faz o que! Quer saber mais: acesse o portal G1 AM