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Você acredita em Papai Noel?

Papai NoelTexto publicado em dezembro de 2010, na coluna Diário do Avoante, jornal Tribuna do Norte, e publicado neste blog no mesmo dezembro e hoje renovo minhas esperanças. Feliz Natal!!!!

Do meu cantinho no cockpit do Avoante, onde costumo observar o cotidiano das cidades, às vezes me pego sonhando acordado e perdido em devaneios. Sons de sirenes, buzinas, motores e tiros são trazidos pelos ventos carregados da cidade. Cidade que vira as costas para seus problemas.

Luzes coloridas piscam ao longe, dando vida e cores a mais um Natal que se aproxima. Nas esquinas e na penumbra das ruas, crianças lutam contra o novo bicho-papão em forma de pedra. A cidade não reconhece a fera e a vida vai assim sendo desmentida. Papai Noel não existe! Bicho-Papão não existe!

O Avoante balança suavemente na ancoragem e me desperta para ver que no mundo de hoje, nem criança acredita em Papai Noel.

E você, acredita em Papai Noel? O velhinho bondoso e bonachão, com sua roupa vermelha, gorro dependurado, transportado num trenó e puxado por renas voadoras.

Você não acredita em Papai Noel? Que pena!

Como seria bom se todos acreditassem em Papai Noel. Não na figura mercadológica, mas no bom velhinho. Personagem encantado e carismático, com sua risada gostosa, que não precisa falar, sua risada já diz tudo.

Quantos Natais dependeram de sua presença alegre para ser Natal? Quantas noites mal dormidas a espera dos presentes desejados? Quantas vezes ficamos a olhar o céu na esperança de ver seu trenó passar com os sinos a tilintar? Quantas vezes desejamos ter uma chaminé no telhado para o velhinho entrar com os presentes? Quantos sonhos? Quantos pedidos? Quantos presentes? Quanta fantasia?

Quem inventou o Papai Noel? Alguns falam nos americanos. Outros juram que foi a Coca-Cola. Muitos afirmam que foram os empresários. Os cépticos apostam tudo no capitalismo, mas estes como sempre, duvidando. Não precisamos saber quem criou o Papai Noel, só precisamos reconhecer que foi uma pessoa iluminada e que queria trazer alegria e paz ao mundo e as crianças, pelo menos em um dia do ano. Assim vai Papai Noel em seu passeio pelos ares, carregado de presentes e apoiado em seu cetro grandioso.

Muitos adultos já não acreditam em Papai Noel e, por incrível que pareça, muitas crianças também não. O adulto tem suas razões para a descrença, mas a criança não. Elas foram orientadas pelos pais de que tudo não passa de fantasia, de uma grande mentira, de uma farsa diabólica e maldosa. Criança não gosta de maldade. Criança não gosta de coisas diabólicas. Criança não mente e nem gosta de mentira, mas criança adora fantasia.

Por que reprimir a fantasia do Papai Noel da cabeça da criança? Por que desmerecer o papel do Papai Noel? Por que apagar a esperança por coisas boas e lembranças felizes de brinquedos e brincadeiras? Por que retirar esse sonho das cabeçinhas inocentes das crianças? Por que tomar o doce da alegria e do desejo de suas bocas? Por que não permitir que a criança seja criança? Por quê? Do que temos medo?

O mundo vive na banalização da violência, na concorrência desenfreada e desumana, na eterna briga pelo poder, na falta de vergonha, na extinção da ética, na corrupção desenfreada, na falta de pudor, na fúria das drogas, na desagregação dos povos, na cegueira da justiça, na palhaçada oficial, na guerra pelo petróleo, na intolerância religiosa, no choque entre culturas, no terror desumano, na expectativa do confronto e na guerra, eternamente na guerra. Por que não pedir ao Papai Noel um mundo melhor para nossas crianças?

Por que ter medo do Papai Noel? Por que não deixar que a criança acredite no Papai Noel? Como éramos inocentes e felizes quando acreditávamos em Papai Noel! Por que não deixar que as crianças peçam paz, amor, esperança e presentes ao Papai Noel? Criança é criança e adulto é adulto.

O Papai Noel não traz somente presentes, ele traz sonhos, fantasias, esperança, risadas, encantamento, paz, compreensão e alegria, tudo que a criança precisa, tudo que a criança deseja, tudo que a criança merece e tudo que o adulto necessita para deixar um mundo melhor para as crianças.

Por que desfazer o sonho? Por que acabar a fantasia? Por que o medo?

Eu acredito em Papai Noel, tanto acredito que todo Natal peço alegria, compreensão, tolerância e paz para o mundo. Ainda não fui atendido, talvez Papai Noel esteja ocupado em atender aos pedidos de crianças que pedem alegria, compreensão, tolerância e paz para seus lares.

Viva, Papai Noel! Viva sempre!

Nelson Mattos Filho/Velejador

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Um Feliz Natal e que 2016 traga paz, alegria e fraternidade

(4) Janeiro

“Não tenham medo. Estou trazendo boas-novas de grande alegria para vocês, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto servirá de sinal para vocês: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Lucas 2:1-14

Natal é nascimento, paz, alegria, fraternidade e generosidade, palavras que hoje são jogadas ao vento e que muitos povos perguntam por quê. Nesse Natal e Ano Novo que se aproxima, desejamos que possamos renascer e acolher sem medo as palavras que mais representam o Menino que veio ao mundo para nos dá novos e adocicados frutos, mas que infelizmente deixamos apodrecer no vazio dos nossos atos. Festejemos com alegria e com o coração aberto para a paz e a fraternidade.

Um grande beijo Lucia e Nelson

Feliz Natal!

9 Setembro (60)

O NATAL DOS MEUS SONHOS

Mais um Natal e mais uma vez recolho-me num cantinho do cockpit do Avoante em busca de respostas para as coisas do mundo. Olho em volta e vejo a tranquilidade estampada nas imagens refletidas na água, enquanto alguns veleiros descansam adormecidos na ancoragem.

Como seria bom se todos os habitantes do mundo pudessem experimentar míseros segundos de momentos como esse. O que pensariam os donos da guerra? O que passaria na cabeça dos violadores da vida? O que diriam os traficantes, os estupradores, os assassinos, os sequestradores, os ladrões, os corruptos, os corruptores e todos aqueles que caminham pelo mundo espalhando a sanha cruel do terror e da maldade?

O vento sopra uma brisa gostosa e trás em suas entranhas ecos de um mundo que caminha meio que desnorteado. Até onde chegaremos? Até quando aguentaremos? Em que parada desembarcaremos tanto mal feito? Até quando assistiremos e aplaudiremos tantas promessas vãs de autoridades desgovernadas? Até quando? Nem o tilintar dos sinos do Papai Noel conseguimos ouvir. O mundo não acredita mais no bom velhinho.

Como era bom quando o velhinho barbudo enchia de fantasias o Natal. O treno puxado por renas voadoras e carregado de presentes era um sonho bom que o mundo deixou de alimentar.

Mas o Papai Noel não é o dono da festa, a festa é de um Menino que um dia nasceu em uma manjedoura e que veio ao mundo para iluminar. O Menino virou homem, espalhou algumas verdades pelo mundo e foi morto espetado na cruz por outros homens. O homem não gosta de ouvir verdades!

Como era boa a sincronia que existia entre o Menino e o Papai Noel. Tudo ali era paz, alegria, amor, compressão, beleza e felicidade. A vida agradecia. As pessoas saiam às ruas para festejar e se abraçar. Os sinos dobravam de prazer. O céu das cidades se iluminava. As casas ficavam de portas abertas a espera dos amigos. Mesas se estendiam nas calçadas, nas ruas e todos dançavam e pulavam de alegria ao som de uma boa música.

E a arvore de Natal? E o presépio? E a estrela de Belém? E a Missa do Galo? O que foi feito de tudo isso? Dizem que tudo ainda existe. Será?

Ninguém mais acredita na magia do Papai Noel e quanto ao Menino, a cada ano vai ficando sozinho em seu bercinho de madeira forrado de capim. O Menino, o dono da festa, em muitos lares tem o nome esquecido.

O Natal perdeu o encanto, perdeu a alma, perdeu a alegria e navega sôfrego entre tempestades. Das crianças roubaram a fantasia e dos adultos tomaram o prazer do abraço amigo e inventaram um de tal amigo secreto como se amizade fosse feita se segredos.

O Natal do Menino Jesus e do Papai Noel era outro, era o Natal da bondade, da fartura, da vida, do futuro, do amor, da verdade, da compressão, do afago, do aperto de mão entre desconhecidos, do aceno nas ruas, do Feliz Natal dito em altos brados, da reconciliação, do beijo, da troca de presentes. Era o Natal das ruas, das calçadas, das avenidas, dos becos.

Era o Natal que envolvia as pessoas em um só abraço, em torno de uma causa. Era o Natal das pessoas caminhando nas ruas das cidades a meia noite, despreocupadas, seguindo a estrela que indicava a Missa do Galo. Era o Natal das crianças tropeçando de sono, tentando ficar acordadas para ver o Papai Noel. Era o Natal do presente embaixo da cama, da surpresa, do espanto, da chaminé, do sonho, do encanto. Era Natal!

Olhando do mar em direção à cidade, vejo as sombras de pessoas caminhando assustadas pelas ruas. Escuto roncos de automóveis em fúria. Ouço letras deprimentes de músicas tocadas em alto volume. Vejo crianças destruídas pelas drogas e pelas facilidades. Escuto grito de famílias destroçadas pela violência. Presencio a saúde ser negociada nas esquinas escuras. Vejo a fome transformar homens em lobisomens. Vejo matança, crueldade, roubos. Escuto risos e até alguém afirmando: Isso é da vida! Não, isso não é da vida, isso é do homem.

Como eu gostaria de escrever essa página com palavras diferentes. Como eu gostaria de festejar o Natal como se festejava antigamente. Como gostaria que as crianças e os adultos continuassem acreditando em Papai Noel. Como seria bom se o Menino Jesus espalhasse pelo mundo seu manto de paz e a estrela de Belém trouxesse boas novas, como fez há dois mil anos.

Desejo a todos um Feliz Natal, carregado de amor, compreensão, paz e reflexão.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Próximo Domingo é Natal

por do sol 04 12 (2)

No próximo Domingo é Dia do Natal. Dia mundial da compreensão entre os povos. Dia de homens mais humanos. Dia de abraços mais afetuosos. Dia de acenar para os lados. Dia de desejar felicidades. Dia de risos mais alegres. Dia de desculpar os desafetos. Dia de presentear. Dia de sair feito louco a sorrir pelas ruas. Dia de reconhecer preconceitos. Dia de améns. Dia de boa sorte. Dia de dizer obrigado. Dia de farturas. Dia de doações. Dia de se doar. Dia de amor ao próximo. Dia da família. Dia do Papai Noel. Dia de luz. Dia da estrela do Natal. Dia do Menino Jesus. Dia de renovar as esperanças no mundo.

Mas olhando a vida daqui do meu cantinho no cockpit do Avoante, fico a me perguntar: “Por que não agimos assim todos os dias do ano?”

Há um ano estávamos no mar e passamos um Natal dos mais bonitos, tranquilos e felizes do mundo. Na serenidade do mar o mundo não parece o mundo em que estamos acostumados a viver, ele é um mundo mais humano, sem traumas, sem regras distorcidas, sem a desfaçatez dos homens, sem a mácula da desonra, sem o crivo atabalhoado de Leis atrapalhadas, sem os pobres de espírito, sem a violência desenfreada, sem crianças famintas e abandonadas, sem o poder visceral e incontrolável das drogas e seus efeitos nefastos, sem a gritaria dos que querem parecer mais fortes e o melhor de tudo: Sem a mentira dos homens de “bom” coração.

Como seria bom se o Papai Noel, tão esquecido e abandonado no asilo de nossas mentes, nos desse de presente a vida que há muito deixou de existir. Como seria bom se as renas encantadas que puxam o seu trenó, cruzassem os Céus e todos pudessem enxergar. Como seria bom se a sua risada conseguisse ainda trazer alegria e novos sonhos aos povos. Como seria bom se o seu cetro mágico se elevasse para acabar com as guerras visíveis e invisíveis que destrói nações. Como seria bom se as crianças e os adultos ainda acreditassem em Papai Noel.

Mas mentes que se dizem mais capacitadas para orientar o mundo, tratam de desabonar o Papai Noel e até os publicitários e marqueteiros, que ganham a vida com a figura do bom velhinho, nos bastidores denigrem a imagem do simpático homem. Outros dizem que a festa não é dele, e sim, do Menino que nasceu na manjedoura lá para os lados de Belém. Mas, cadê o Menino? Onde se perdeu a essência do seu nascimento? Onde encontrar a sua mensagem de paz e amor? Onde se localiza a estrela que anunciou sua vinda ao mundo? Por onde soam os sinos que festejam sua chegada?

Daqui do meu cantinho no Avoante não acho as respostas para tantas perguntas, pois os ruídos estridentes que pairam sobre as cidades não permitem escutá-las. As sirenes sufocantes de carros de emergências anunciam a realidade nua e crua da vida que se destrói. O pipocar de tiros, que mais parecem fogos de artifícios, jogam a justiça dos homens no abismo sem saída da escuridão. O silêncio gritante dos corruptos dialoga cara a cara, e sem o mínimo pudor, com uma sociedade abobalhada. O cheiro destruidor das drogas espalha no ar um campo permissivo de programas vacilantes, recheados de ideologias baratas. Em terra não posso escutar as respostas, porque simplesmente não existem mais respostas.

Muitas vezes já falei que olhadas do mar as cidades são mais bonitas e mais justas. Do mar ainda consigo escutar os sons do mundo que vagueiam livres com os ventos. Sons de uma vida a procura, como eu, de respostas para tantas indiferenças. Do mar consigo enxergar o número superior de pessoas boas que habitam o planeta. Do mar consigo decifrar os segredos mais belos de uma natureza que os homens nas cidades ignoram. Do mar não me intimido com as tragédias urbanas traduzidas e noticiadas a plenos pulmões por sorridentes apresentadores. Do mar consigo olhar para cima e esperar pacientemente a passagem do Papai Noel e saber que um dia nasceu um Menino que tentaria com muito amor no coração fazer com que a humanidade vivesse em paz.

No próximo Domingo é Dia do Natal, e por isso, peço ao Papai Noel que espalhe pelo mundo, pelo menos, um segundo de reflexão e que nesse segundo os homens transformem toda a força do pensamento em energia positiva, para que possamos ter em terra a mesma paz e solidariedade que avistamos no mar.

Feliz Natal para você e que a esperança nascida junto com o Menino Jesus reviva e se espalhe pelo mundo.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Boas novas em 2011

Você gosta de novidades? Então aguce a sua curiosidade que o Diário do Avoante tem uma boa para você em 2011. Mas antes, queremos desejar a todos os nossos leitores e seguidores um Feliz Natal e um Ano Novo de muita paz e sonhos realizados.